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A VILÃ É MINHA IRMÃ!

Capítulo 01

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🟡 Em breve

 

 

 

Quando abri os olhos, a primeira coisa que percebi foi que não estava em casa. Meu pijama tinha sido substituído por roupas leves e brancas, como se eu estivesse prestes a participar de um desfile.

Lembrava de estar tão mergulhado em uma web novel que cada página me puxava mais para aquela realidade louca. Então, uma sensação de exaustão tomou conta de mim, como se minhas pálpebras tivessem decidido fazer greve. Depois… o vazio. Nada.

Um medo tímido começou a crescer dentro de mim, e, em um impulso, procurei por algo familiar. Mas, ao não reconhecer nada, a ansiedade subiu mais rápido que meu batimento cardíaco em um filme de terror.

Sentei na cama, sentindo o rico tecido das roupas de cama sob minha pele. Tentei lembrar o que havia acontecido antes de desmaiar, se tinha levado uma pancada na cabeça ou algo assim, mas, para minha frustração, nada disso ocorreu.

Então, fui distraído pelo brilho exagerado do cômodo. O quarto onde estava era imenso, decorado com um luxo que beirava o grotesco.

Tudo era tão chique que meu salário nem conseguiria bancar um copo d’água ali. Os objetos e móveis pareciam me observar de diferentes ângulos, suas presenças implacáveis aumentando minha crescente ansiedade. Os quadros, ricos em detalhes, representavam cenas da natureza, como se a floresta estivesse tentando me engolir.

O pânico se intensificou quando meus olhos se fixaram em uma mulher bonita, de cabelos longos e negros, que me observava de uma poltrona chique perto de uma grande janela.

A mulher, vestida em um robe de seda carmesim, não se moveu, apenas continuou a me observar com um olhar glacial que me deixou tão gelado quanto um sorvete no deserto. Seu olhar penetrante e imperturbável me fez sentir ainda mais acuado.

Espera um instante… analisando atentamente e sendo igualmente avaliado pela mulher, percebi! Cada detalhe já dizia tudo!

Era ela! A vilã que eu li na novela, a mulher insuportável que considerava seu irmão mais novo como seu bichinho de estimação! Como eu vim parar aqui? Estava lascado, pensei.

Lady Beatrice, a protagonista principal da novel que eu devorei, agora era a minha realidade, e eu, o leitor, estava imerso em sua trama sinistra e imprevisível.

Na ficção, ela era uma figura detestável, manipuladora e cruel, que tratava o irmão mais novo, Lord Edgar, como um mero mascote. Agora, aqui estava eu, em seu domínio, sem a menor ideia de como cheguei até ali.

Lady Beatrice finalmente quebrou o silêncio. Sua voz, embora suave, tinha uma frieza que cortava como um fio de navalha.

— Acordou, finalmente. Esperava que o sono lhe fizesse bem. A viagem foi… exaustiva — e a última palavra saiu com uma ênfase estranha, quase um sussurro ameaçador.

A viagem? Que viagem? Eu não me lembrava de nenhuma viagem. Minha mente, um turbilhão de confusão, buscava desesperadamente alguma explicação lógica, alguma maneira de escapar daquela situação surreal. Mas não havia nada. Apenas o medo e a certeza inabalável de que estava preso em um pesadelo que se recusava a acabar.

Observei-a com mais atenção. Seus olhos escuros, profundos, pareciam penetrar minha alma.

Na novela, ela era descrita como uma mulher de beleza glacial, e a realidade superava a ficção. Sua beleza era arrebatadora, mas também aterrorizante, como a beleza de uma serpente prestes a dar o bote.

— Onde… onde estou? — consegui perguntar, minha voz rouca e trêmula.

Ela sorriu, um sorriso fino e cruel que não alcançou seus olhos. Apertei o cobertor macio entre os dedos, o farfalhar do tecido liberou um aroma floral e me envolveu.

— Em minha mansão, naturalmente. E você, meu irmão… é meu convidado. — A palavra “convidado” soou como um aviso, uma ameaça velada.

O que Lady Beatrice planejava? Eu estava no meio de sua trama, e não como um mero espectador, mas como um peão ou, pior ainda… como um mascote.

As portas duplas do quarto se abriram e um homem bonito entrou, seguido por uma comitiva de empregados.

— Cadê meu querido? — uma voz soou alta e preocupada. — Querido! — ele veio até mim apressado. Seu abraço apertado me pegou de surpresa.

Os cabelos loiros e macios caíam em meus olhos, ofuscando minha visão. Seu perfume, cítrico e intenso, invadiu minhas narinas enquanto a realidade da minha situação se instalava com toda a sua crueldade, assim como o perfume, que era sufocante.

Aquele era o noivo prometido do personagem, e sua preocupação era genuína. Ele estava cego de amor, e Lord Edgar o via como seu passaporte para a liberdade.

A vilã, com sua falsa preocupação, havia se retirado estrategicamente, deixando-me à mercê do homem que, na história, estava loucamente apaixonado, a ponto de desafiar Lady Beatrice e a sociedade conservadora para defender seu amor.

— Soube que sua casa foi invadida e que sua irmã o ajudou! Fiquei tão preocupado! — seu tom alto era um incômodo para meus ouvidos.

O abraço se tornou ainda mais constrangedor conforme ele se acomodava ao meu lado, suas mãos casualmente grudadas na minha pele e o seu corpo quase colando no meu.

— Ajudou? — Ouvir aquilo era ridículo! Foi Lady Beatrice quem armou tudo para sequestrar seu irmão! Pouco antes do casamento, Beatrice o sequestra para tê-lo sob seu poder e tratá-lo como quiser.

Se não acordar logo desse pesadelo, vou estar ferrado!

 

 

 

 

Capítulo 01
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A VILÃ É MINHA IRMÃ!

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Um assalariado desperta em uma web-novel, ele terá que lutar contra os caprichos da vilã. Quem chega até o final?

Capa por:...

Chapters

  • Capítulo 02
  • Capítulo 01

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