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A VILÃ É MINHA IRMÃ!

Capítulo 02

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O alvoroço do noivo preocupado finalmente acabou! Consegui me livrar dele com a desculpa de que estava dolorido e cansado.

Logo, uma empregada entrou, interrompendo meus pensamentos tumultuados. Ela parecia apressada e um pouco assustada. Antes que eu pudesse perguntar algo, pegou um jogo de chá e desapareceu, sussurrando um “com licença” como se tivesse visto um fantasma.

Com o passar dos dias, fui observando e tentando entender aquele novo mundo. Os empregados me evitavam, por ordens de Beatrice; ninguém tinha coragem de quebrar suas regras. E Beatrice não veio me ver, o que foi um alívio! Soube pelos burburinhos que ela andava ocupada com seus “negócios”.

Quanto ao noivo de Edgar, não há um dia em que não receba uma de suas cartas, desejando melhoras e fazendo juras de amor. Pelo menos a influência de Lady Beatrice tinha um lado positivo.

Comecei minha peregrinação pela mansão opulenta, cheia de corredores longos e ecoantes. As paredes pareciam ser folheadas a ouro.

A cada passo, sentia que o ar de riqueza quase me deixava tonto. Beatrice era uma mulher influente, e o poder parecia ter subido à sua cabeça, transformando-a em uma verdadeira vilã de conto de fadas.

Ela organizava festas extravagantes, repletas de convidados que se deslumbravam com seu carisma, mas eu sabia que, por trás de tudo isso, havia uma tensão mórbida.

Na tarde seguinte, Beatrice me convidou para jantar. Convite que mais parecia uma ordem! Eu não tinha escolha a não ser obedecer. O jantar aconteceria em uma sala decorada com candelabros reluzentes e flores frescas.

A mesa estava repleta de pratos requintados, e o cheiro da comida era de deixar qualquer um em estado de euforia. Era um cenário digno de um conto de fadas, exceto pelo fato de que o príncipe estava decididamente em um lado sombrio da história.

Os convidados eram uma mistura de pessoas da alta sociedade, todos admirando Beatrice, enquanto ela exibia um sorriso encantador, conversando e rindo como se fosse uma anfitriã perfeita.

Eu me sentei à mesa, um pouco afastado, observando as interações repletas de superficialidade. As vozes soavam como música distante, enquanto minha mente estava lá, alerta, focando em Beatrice. O que ela estaria aprontando?

Olhando para a mesa farta, meu estômago protestou. Como ninguém estava prestando atenção em mim, petisquei um bolinho redondo que parecia delicioso. Era um bolo de carne macia e suculenta, daquelas que derretem na boca.

Aquilo me animou; me senti faminto. Peguei uma bandeja cheia deles e algumas fatias de filé belíssimas. Coloquei mais especiarias e enfiei outros na boca. Estava divino! Comi mais, minha boca ficou tão cheia que parecia um hamster em modo festa. Ah, como era bom!

Bebi um vinho, um daqueles que pareciam caros, dos que se reconhecem apenas pelo sabor! E continuei comendo. Nunca na minha vida tinha estado diante de uma mesa tão farta! Meu salário não permite isso!

De tão distraído, não ouvi quando me chamavam. Nem vi Beatrice se aproximando com uma expressão amarga. Fui derrubado do lugar onde estava sentado, e o prato voou longe. Os convidados por perto não saíram ilesos.

O vinho grudou na cara de um homem baixo, fazendo-o escorregar e cair, arrastando sua esposa junto. O grito dela foi tão alto que pensei que a casa ia abaixo.

Havia uma mulher gorda sentada ao meu lado. Puxei seu assento por reflexo e, claro, seu vestido desceu enquanto suas pernas subiam. Ela parecia um urso revoltado!

Beatrice se aproximou, completamente ilesa e parou perto de mim.

— Ah, irmãozinho! — disse Beatrice, com uma expressão de desdém. Veio e me ajudou a ficar de pé. — Levantem-se todos! — Não pediu, ordenou aos seus convidados. Então voltou sua atenção para mim. — Não me deixe preocupada, irmão. O que eu faria sem a minha diversão? — fez uma pausa. Sorriu de forma suave, mas com um brilho maligno nos olhos, o que me fez estremecer.

Desajeitadamente, fiquei de pé. Nesse ponto, o salão estava parado, todos encarando. Mas a música continuou, eles tocavam por suas vidas, não pelo prazer dos convidados.

— Vingue-se deles, irmão! — Ela apontou para os convidados. — Veja, eles estragaram minha festa. Fique de quatro e morda todos eles!

Todos gritaram de surpresa, o burburinho aumentou e muitas exclamações foram abafadas. Os músicos pararam, mas a música retornou quase que imediatamente. Afinal, eles prezam por suas vidas.

Precisava me comportar como um verdadeiro irmão submisso, então, assim o fiz. Agachei-me mecanicamente e, enfim, estava de quatro, como um cachorro. Numa posição humilhante.

Com o tempo, percebi que a sensação de desespero poderia se transformar em algo mais divertido. Por que não usar essa situação para fazer algumas travessuras? Se Beatrice achava que eu era seu “bichinho de estimação”, então poderia ser um bichinho travesso!

Engatinhei até Beatrice, e a cretina ainda teve a audácia de fazer carinho nos meus cabelos.

Me movi para o lado e, com um desejo furioso, mordi! Mordi a pobre senhora que estava na frente! Ela gritou de surpresa! Mais adiante, mordi o calcanhar de um senhor idoso. Eu estava imparável; eles também, pois fugiam de mim como se eu fosse um cão raivoso!

Beatrice ria como uma bruxa, uma risada medonha. Naquele momento, eu não achava nada engraçado. As portas do salão foram fechadas, e os convidados estavam presos. Os gritos aumentavam conforme o pânico crescia.

Mordi mais um convidado, uma perna fina e magra. Só pele e osso. Branca como a neve, macia como um algodão.

Só depois olhei para cima. Era Beatrice! Agora sim, todos nós estávamos ferrados!

Fui para longe, prezando por minha vida. Por reflexo, todos os convidados fizeram o mesmo.

— Seu inútil! — Beatrice cuspiu suas palavras. — Tirem todas essas pessoas daqui. E você, verme… — eu engoli em seco. Nunca imaginei que a situação chegaria a esse ponto. — Levem-no para o depósito, sem água, sem comida. Não deem nada a ele!

Fui afastado à força e trancado em uma sala mofada.

Beatrice, a rainha das tramas, a mulher que manipulava a vida de todos ao seu redor, me deixou ali, sozinho, com meus pensamentos tumultuados.

O que vi ao meu redor, contudo, era completamente estranho e desconhecido. As paredes eram de um tom escuro, quase opressivo, e o cheiro de mofo permeava o ar. Meu coração começou a acelerar quando, em um canto do grande quarto, vi ratos e insetos rastejantes.

Mantive a calma, apesar do nó no meu estômago.

Aquela sala mofada era onde ela guardava suas “coisas”, pessoas que não lhe agradavam.

Prendendo tudo que a fazia sentir poderosa. E eu, pobre coitado, faço parte dessa coleção agora. Apertei os lábios ao lembrar disso e percebi que era uma péssima ideia ir contra as ordens dela, e muito menos mordê-la!

Devo agir como seu bichinho de estimação, é isso, ou a morte certa!

 

 

 

 

Capítulo 02
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A VILÃ É MINHA IRMÃ!

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Um assalariado desperta em uma web-novel, ele terá que lutar contra os caprichos da vilã. Quem chega até o final?

Capa por:...

Chapters

  • Capítulo 02
  • Capítulo 01

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