Capítulo 2
Dia seguinte.
– Sr. DiNozzo, aqui está o que me pediu. – o secretário fala ao entregar-lhe uma pasta. Vicenzo, que estava na sacada do quarto do hotel tomando seu café da manhã, deixa a xícara de café sobre a mesa e começa a ler o seu conteúdo.
– Eugene… – ele sussurra seu nome e sorri ao ver as fotos dele no hotel.
– Isso é tudo o que conseguiu ? Seria uma pena descobrir mais tarde que ele é algum espião. – o alfa desvia seu olhar para o secretário.
– Sim, senhor. Ao que parece é um ômega comum.
– Certo, pode ir. – Vicenzo gesticula com a mão, mandando ele sair. O secretário acena com a cabeça e o deixa sozinho.
Enquanto lê sobre Eugene, sua curiosidade fica ainda maior. Não só sua aparência era chamativa, mas também o seu cheiro, que era muito familiar para Vicenzo. Apesar de não conseguir entender o porquê.
– O que eu deveria fazer para conseguir sua atenção… – o alfa murmura e seus lábios se curvam em um sorrisinho astuto. Faria qualquer coisa para tê-lo.
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– Hm…? – Eugene ergue a cabeça, com os olhos entreabertos e ainda sonolento. Ele desvia sua atenção em direção a porta do quarto e ouve alguém bater à porta novamente.
– Já vai! – o ômega fala um pouco alto e mesmo relutante, acaba se levantando. Ele pega o edredon da cama, usando-o para se cobrir, em seguida vai até a entrada.
– Sim ? Algum problema ? – ele questiona a pessoa do outro lado através da porta entreaberta.
– Trouxe o seu café da manhã, senhor. – o rapaz fala de forma cortês.
– Mas eu não pedi café da manhã. – Eugene responde um pouco mal humorado. Aquele rapaz havia atrapalhado seu sono por causa de um erro bobo.
– Foi o Sr. DiNozzo que pediu.
– Quem ?! – ele pergunta confuso. Não se lembrava de ninguém com aquele nome.
– O Sr. DiNozzo é dono deste hotel. Agora poderia nos deixar entrar, por favor ? Precisamos cumprir ordens. – ele pede um pouco nervoso, como se tivesse medo daquele homem.
– Nós ? – Eugene abre a porta por completo e põe a cabeça para fora, se deparando com uma fila de pessoas esperando. Além de um grande buquê de rosas vermelhas, diversas sacolas de grife e um verdadeiro banquete, que nem em sonho poderia comer sozinho.
– Vamos, pessoal! – o rapaz rapidamente aproveita a oportunidade e invade o quarto junto com os outros funcionários. Eugene tenta detê-los e manda que todos saiam, mas ninguém lhe dá ouvidos.
Após entregarem tudo, os funcionários saem apressados do quarto. Deixando Eugene com uma pilha de presentes e um delicioso, mas exagerado café da manhã.
– O que diabos…? – ele murmura, surpreendido e ainda tentando entender o que havia acontecido. O ômega puxa uma cadeira e se senta, sem reação alguma. Tudo era uma loucura.
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– Chegamos, senhor. – o motorista fala de forma educada e olha para Vicenzo através do retrovisor, notando que ele parece um pouco mal humorado. O alfa apenas suspira e sai do veículo, indo em direção ao interior do Hotel.
Ele atravessa o hall de entrada apressado, tentando chegar ao bar, mas para de repente ao sentir um aroma familiar.
– Eugene… – Vicenzo murmura para si mesmo e sorri. O alfa olha ao redor, se perguntando onde ele estava, e vê o ômega entrar em um dos elevadores.
Vicenzo não pensa duas vezes e corre em direção ao elevador, colocando sua mão direita entre as portas, impedindo que se fechem. De dentro do elevador, Eugene se surpreende ao ver alguém com tanta pressa, mas logo seu rosto ganha uma expressão dura ao ver o alfa.
– Boa noite, Eugene. – Vicenzo o cumprimenta sorridente e entra assim que as portas se abrem, parando em frente ao ômega.
– Décimo andar, por favor. – Eugene fala em um tom frio.
– Está tentando me convidar para o seu quarto ? – o alfa lhe mostra um sorrisinho astuto.
– Não, só não consigo apertar o botão com você parado na minha frente. – ele aponta em direção ao painel do elevador.
– Então pode apertar, por favor ?
– Hm… – Vicenzo gira o rosto em direção ao painel e aperta um dos botões, fazendo com que o elevador pare.
– Haa… o que diabos está fazendo ? – o ômega suspira e revira os olhos.
– Eu tenho uma ótima garrafa de vinho, que ganhei de um investidor. O que acha ? – ele sorri e se aproxima, ficando perigosamente perto dele.
– Eu já falei que não bebo.
– Hm, tudo bem… – Vicenzo coça o queixo, pensando em alguma coisa.
– Que tal um jantar ? Todos dizem que cozinho muito bem. – o alfa fala sorridente. Precisava convencê-lo.
– Sr. DiNozzo, eu…
– Não vai me dizer que está ocupado, não é ? Considerando como está vestido. – ele aponta em direção a sua gravata frouxa e a camisa aberta.
– Q-quê ?! – Eugene se afasta, envergonhado.
– Nós dois sabemos que você não tem nada melhor para fazer, então aceite o meu convite. – Vicenzo o encara com um olhar astuto e um sorrisinho nos lábios. Eugene se encolhe e fica um pouco receoso, mas se dá conta de que ele está certo. Além disso, não há nada a perder por um simples jantar.
– Tudo bem, eu aceito jantar com você.
– Boa escolha!
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– Sente-se, vou preparar tudo. – Vicenzo fala enquanto segue para trás do balcão. Eugene olha rapidamente ao redor do seu apartamento e se senta em uma das banquetas.
– Tem alguma alergia ? – o alfa questiona e põe o avental ao redor da sua cintura, como um verdadeiro mestre da cozinha.
– N-não.
– Ótimo! – ele sorri e se vira, pegando algumas coisas no armário da cozinha.
– O seu apartamento é muito bonito. – Eugene fala de repente. Como alguém que estuda arquitetura, não podia deixar de reparar nesse tipo de coisa.
– Tenho certeza de que imaginou que eu morava em uma cobertura imensa, não é ? – o alfa ri e pega uma das facas no faqueiro.
– Bom, você é dono de um hotel. Acho que é algo normal de se supor…
– Não gosto de lugares grandes. Para um homem solteiro, esse apartamento é o bastante.
– Aqui, beba. – Vicenzo põe o copo sobre o balcão.
– Ah, e-eu… – Eugene hesita. Realmente não queria beber álcool.
– Não é álcool, apenas limonada. Não posso te deixar só olhando enquanto eu cozinho, não é ?
– Ah… obrigado! – o ômega fala envergonhado e toma um gole. A limonada estava refrescante e deliciosa.
– Que bom que gostou. – Vicenzo sorri e começa a fazer o jantar. Havia encontrado um caminho para ganhar sua atenção.
Capítulo 2
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Abismo
Vicenzo DiNozzo, o jovem chefe da máfia local, se vê inesperadamente obcecado por Eugene. Um ômega de personalidade difícil e cercado por mistérios.
A princípio, Vicenzo acreditava que...