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After Becoming the Aunt of the Dragon Hero

Capítulo 2: A Mulher de Branco

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— Por favor, me poupe! — A voz de Ming He tremia enquanto ela obedientemente saía de trás da pedra quebrada, expondo-se ao olhar dos poucos presentes no vale.

Aquilo não era uma encenação astuta; ela sentia, de fato, medo e ansiedade.

A pessoa atrás dela, pressionando sua garganta, havia surgido em completo silêncio, sua presença leve e sutil, demonstrando um nível de cultivo muito além da imaginação de Ming He.

Sua vida pendia por um fio, à mercê da vontade alheia!

O encontro anterior fora semelhante, mas a sensação de opressão era completamente diferente — o peso agora vinha de um verdadeiro poder.

Ming He detestava profundamente aquela sensação, mas naquele momento, nada podia fazer para mudá-la.

Com a lâmina encostada em seu ponto vital, incontáveis pensamentos giravam em sua mente, mas, no fim, nenhum deles servia para nada.

O poder quebra todas as leis!

Ming He repetiu silenciosamente essa frase, tão comum nos romances de cultivo, e esboçou um sorriso amargo. Força, de fato!

Diante do poder, nenhuma estratégia tinha valor.

Se tivesse a sorte de sobreviver, certamente não agiria mais com tanta imprudência no futuro!

Imaginando os inúmeros perigos do mundo da cultivação, Ming He ergueu o olhar, decidida, em direção ao vale.

Assim como vira de trás da pedra, uma bandeira antiga flutuava no ar — e sobre ela… um artefato espiritual?

Ming He nunca tinha visto um antes, pois não era daquele mundo, e as memórias da dona original do corpo também nada mostravam.

Claro, era compreensível que alguém com cultivo tão baixo tivesse uma visão tão limitada.

O desenho na bandeira era incrivelmente intricado, alternando entre preto e branco, com traços que se tornavam cada vez mais complexos à medida que se espiralavam para o centro.

Depois de olhar por alguns instantes, Ming He sentiu a consciência se turvar, percebendo mais uma vez que tudo se devia à sua falta de poder.

Sem força suficiente, até um simples padrão era demais para sua mente assimilar.

A garota de azul, já familiar com as tramas do mundo da cultivação, fez um biquinho e desviou o olhar para os poucos indivíduos sob a bandeira antiga.

Homens e mulheres de todas as idades estavam dispostos em certa formação, cada um com uma presença marcante, possuindo uma elegância que pessoas comuns jamais teriam. Sem dúvida, todos com origens extraordinárias.

Mas a mais impressionante era a Mulher de Branco no centro — a visão de Ming He a captou de imediato.

Ela se erguia entre eles como uma lua brilhante cercada por estrelas. Seus longos cabelos negros caíam como uma cascata, e seus traços eram excepcionais. Os olhos escuros e límpidos irradiavam uma nobreza e elegância como Ming He jamais vira.

Naquele momento, ela olhava para Ming He com um olhar avaliador. Apenas o leve movimento de sua cabeça já transmitia um frio natural, distante e altivo.

Que beleza gelada! Ming He admirou tanto sua postura quanto sua aparência — e principalmente, a profundidade insondável de sua cultivação.

— Jovem Mestra, essa pessoa se escondia atrás da pedra e agiu como forças malignas. Devemos eliminá-la? — A pessoa atrás de Ming He finalmente saiu de trás dela, caminhando com confiança e se dirigindo respeitosamente à Mulher de Branco.

Ming He observou o rapaz: um Jovem de aparência atraente. Sua voz era tão rouca e baixa quanto antes, e a espada longa e fria em sua mão era a fonte do terror que ela sentia — o executor de seu medo.

Isso é como usar uma marreta para matar uma formiga… Era realmente necessário usar uma espada para lidar com uma pequena cultivadora como ela, no quinto nível de Refinamento de Qi? Ming He resmungou mentalmente e logo se apressou em falar, tentando aliviar a tensão.

— Jovem Mestra, posso dizer que estava apenas de passagem. Acreditaria em mim? — Ming He se esforçou para manter a voz firme, tentando conter os tremores e parecer calma.

Seria mentira dizer que não estava com medo; o Jovem havia perguntado diretamente se deveriam lidar com ela — o que indicava que aquilo já devia ter acontecido antes.

Para o Jovem Mestra de uma grande seita, decidir entre vida e morte devia ser tão simples quanto um jogo. Com certeza já havia visto incontáveis súplicas por misericórdia.

— Não acredito. — A Mulher de Branco piscou ao responder, o olhar ainda fixo em Ming He. Seus lábios vermelhos se moveram para dizer aquelas três palavras, continuando a encará-la com um ar de tranquilidade, como se esperasse uma nova explicação.

Ming He soltou um leve suspiro, sentindo um alívio repentino. Sabia que provavelmente estava a salvo — pelo menos por hoje.

A Mulher de Branco havia respondido — e isso significava que não tinha intenção de matá-la. Sem intenção assassina, tudo se tornava muito mais simples.

— Jovem Mestra, de verdade… eu só estava passando — Ming He repetiu a justificativa inicial, acrescentando um toque dramático. — Vi uma bandeira suspensa no ar, fiquei curiosa, e então…

— E então? — A Mulher de Branco perguntou com paciência, percebendo a pausa deliberada de Ming He e escolhendo deixá-la falar.

— E então, Jovem Mestra, sua beleza era tão extraordinária que não consegui desviar o olhar — completou Ming He, sentindo-se um pouco envergonhada com as próprias palavras. Mas como também era mulher, achou que não seria tão inapropriado assim.

Observou com satisfação a expressão calma e indiferente da Mulher de Branco. Esse era o objetivo desde o início.

O Jovem Mestra de uma grande seita, com beleza estonteante e cultivação poderosa, certamente estava acostumado a elogios e adulações durante toda a vida.

A resposta de Ming He era trivial e previsível. A Mulher de Branco já devia ter ouvido esse tipo de lisonja milhares de vezes e provavelmente perderia o interesse, permitindo que ela fosse embora.

Prolongar a situação só poderia atrair mais problemas. Ming He não queria continuar sentindo sua vida por um fio.

Como esperado, a Mulher de Branco franziu os lábios, o interesse dissipando-se.

— Muito bem, pode ir.

— Mas, Jovem Mestra… — O Jovem que havia capturado Ming He antes tentou protestar, mas um olhar gélido da Mulher de Branco o calou na hora.

— Obrigada, Jovem Mestra — disse Ming He com uma reverência respeitosa, então recuou lentamente do vale, mantendo um ritmo condizente com seu nível de cultivo.

Quando se afastou bastante e teve certeza de que estava fora do alcance do grupo, a garota de azul disparou, ignorando a dor no corpo e se forçando a correr o mais rápido possível. Sua silhueta se movia como uma libélula roçando a superfície da água, mal tocando as copas das árvores.

Vai que resolvem mudar de ideia? Ela só tinha uma vida — o melhor era colocar a maior distância possível entre si e eles.

Dentro do vale.

— Jovem Mestra, por que não lidamos logo com ela? — O Jovem não conseguiu mais conter sua curiosidade.

Sua Jovem Mestra possuía uma identidade especial e uma constituição incomum. Viajar até ali estava muito abaixo de seu status.

A energia espiritual daquele lugar era escassa e impura. Se não fosse pela busca daquele objeto, por que ela viria pessoalmente?

Aquele item era de suma importância, e quanto menos soubessem dele, melhor.

Ainda assim, aquela pequena cultivadora vira a bandeira… e a própria Jovem Mestra.

Do ponto de vista dele, seria melhor eliminar logo o problema.

— Duan Wu, cultivadores treinam para controlar seus próprios destinos. Ela não fez nada de errado e não representa ameaça. Por que tirar uma vida sem motivo? — A voz da Mulher de Branco permanecia fria.

— Mas ela viu a bandeira… e viu você, Jovem Mestra — insistiu Duan Wu, ainda tentando convencê-la.

A pequena cultivadora não podia ter ido muito longe. Ele podia capturá-la de novo ou até matá-la com facilidade.

— E daí se ela viu o desenho da bandeira? Ela não entende nada… e não me reconhece. O que há para temer? — A Mulher de Branco compreendia a preocupação dele, mas também sabia que proteção excessiva só prejudicava seu crescimento.

De que adiantava ser invencível entre os pares, se numa luta de vida ou morte talvez nem fosse párea para aquela pequena cultivadora?

— Com a ameaça da raça alienígena se aproximando, por que a raça humana deveria se enfraquecer? Talvez, no futuro, no campo de batalha celestial, ela possa lutar pela humanidade e matar muitos alienígenas — refletiu a Mulher de Branco, com os pensamentos voltando à compostura forçada da garota de azul.

— Ha! — Duan Wu não conseguiu conter o riso. — Ela mal tem idade, está no estágio de Refinamento de Qi. Nem nessa vida, nem em dez mais, conseguiria pisar no campo de batalha celestial!

Seu tom transbordava desprezo — deixava claro o que pensava de Ming He.

— E se conseguir? — Um lampejo de incerteza surgiu nos olhos da Mulher de Branco. — Ao menos, ela tem uma chance… diferente de mim… — Ela abaixou o olhar, ocultando as emoções que fervilhavam por dentro.

— Jovem Mestra… — Duan Wu sentiu uma mescla de relutância e tristeza.

— Não vamos falar disso. Vamos seguir para a Seita Liu Yun — disse a Mulher de Branco, disfarçando as emoções com um leve sorriso.

No mesmo instante, o frio no ar dissipou-se como neve derretendo.

Nos arredores das Montanhas Liu Yun,

Ming He correra por mais de meia hora, desde a região interna até os limites externos. Quando teve certeza de que não havia mais perseguidores, nem sinal do garoto de cinza e seu grupo, soltou um suspiro de alívio. Parecia que passara o dia inteiro dançando na beira de uma lâmina.

Mas, felizmente, não dançou até a morte — o que já era motivo para comemorar!

A garota de azul lançou um olhar ao contorno cada vez mais visível da Seita Liu Yun e, depois, às manchas de sangue em seu corpo e ao riacho próximo. Decidiu se limpar primeiro.

Depois de tudo que acontecera, pelos padrões típicos do mundo da cultivação, nada mais deveria ocorrer naquele dia.

Ela se agachou, pegando um punhado de água cristalina e jogando no rosto. Imediatamente se sentiu mais desperta, e a tensão das fugas começou a se dissipar.

Em seguida, mergulhou a mão — quase toda manchada de sangue — no riacho, percebendo, só então, que… tinha matado alguém naquele dia.

No entanto, algumas horas depois, a imagem do Homem da Cicatriz em sua mente já começava a se desfazer. O pânico e a confusão ainda estavam lá, mas o medo havia diminuído após o susto no vale.

Já fazia três meses desde que chegara àquele mundo!

Ming He encarou o próprio reflexo na água — ao mesmo tempo familiar e estranho. Aquela não era sua aparência original.

Ouviu dizer que, ao transmigrar, normalmente mantinham o mesmo nome e rosto da dona original do corpo, para se misturar melhor.

Mas, no seu caso, o nome era apenas parcialmente igual… e a aparência, totalmente diferente.

O rosto refletido na água era delicado e bonito — bastante atraente no mundo original — mas considerado apenas comum em um mundo cheio de belezas como o da cultivação.

Ming He fez comparações silenciosas, e a imagem da Mulher de Branco surgiu naturalmente em sua mente. As palavras “beleza incomparável, figura celestial” a descreviam perfeitamente.

Suas palavras anteriores não tinham sido totalmente inventadas; a Mulher de Branco era, de fato, lindíssima.

Se fosse homem, também seria difícil desviar o olhar, e a trataria como a mais brilhante lua em seu coração.

Ming He piscou, percebendo que o maior destaque da dona original eram, provavelmente, aqueles olhos de flor de pessegueiro.

Seus olhos escuros pareciam esconder pétalas de flores, longos e profundos, moldados como flores de pessegueiro. Naquele momento, pareciam sorrir levemente, acrescentando charme ao rosto já marcante.

Ming He sorriu de leve para a figura na água, tão cheia de emoção, e se sentiu um pouco desconfortável.

Em duas vidas, sempre foi solteira. De que serviam olhos tão profundos e sedutores? O mais importante era melhorar sua força e garantir sua sobrevivência.

A garota de azul firmou a expressão, expulsando o calor dos olhos de flor de pessegueiro, apertou os lábios e se levantou.

Depois de três meses naquele mundo, só havia avançado dois níveis. Precisava se esforçar mais e parar de se distrair.

Ming He não se orgulhava do fato de a dona original ter demorado dezessete anos para alcançar o terceiro nível de Refinamento de Qi, enquanto ela avançara dois em tão pouco tempo. A Mulher de Branco, que parecia apenas alguns anos mais velha, já exalava uma presença digna de uma anciã do setor interno no estágio inicial da Dispersão de Poeira.

O caminho era longo, e ela ainda tinha um peso enorme a carregar — precisava se dedicar com afinco! Com um olhar determinado, Ming He seguiu direto para a Seita Liu Yun.

Ao entrar na seita, não deu atenção aos edifícios majestosos que se erguiam em direção ao céu. Em vez disso, foi diretamente ao salão de tarefas.

Entregou sua missão anterior como discípula do setor externo e ganhou cinco pontos de contribuição. Depois, trocou os materiais da besta que coletara — junto da adaga manchada de sangue — por cinco pedras espirituais.

Somando com o que a dona original deixara para trás, Ming He agora possuía vinte pontos de contribuição e trinta pedras espirituais.

Ela estava desesperadamente pobre! Em ambas as vidas, essa era uma falha que parecia inevitável.

Ming He forçou um sorriso, depois reacendeu sua feroz determinação.

Um dia, vou ganhar muitas pedras espirituais.

E então, quero dormir sobre uma pilha delas!

Ah, parecia que as pedras espirituais se dividiam em graus: inferior, médio, alto, supremo… e o lendário grau excepcional.

Hmm… vamos estabelecer uma pequena meta: uma pilha de pedras espirituais supremas. Não posso ser gananciosa demais.

Apesar de que, no momento, só possuía pedras espirituais de grau inferior.

A garota de azul balançou a mão, pegando as pedras espirituais e enfiando-as na bolsa de armazenamento, sob o olhar confuso do funcionário do balcão. Em seguida, foi até o suporte de armas à direita para registrar suas informações e receber uma espada.

Discípulos do setor externo podiam pegar uma espada por mês — claro, do tipo mais comum. Por isso mesmo, Ming He não se importara em lançar a anterior.

Após o registro, ela seguiu com sua nova espada em direção às moradias dos discípulos do setor externo, preparada para organizar as experiências e ganhos dos últimos dois meses nas montanhas.

— Su Ming He. — Ela foi chamada ao se aproximar de seu pequeno pátio.

A garota de azul pensou instintivamente em correr. Mas, no instante seguinte, lembrou-se de que estava dentro da seita e parou, um pouco constrangida, virando-se para olhar quem a chamava.

Era uma garota de idade semelhante à dela, de aparência doce e animada, que vinha pulando em sua direção. Parecia confusa com a reação de Ming He, mas logo lembrou o que queria dizer, e a empolgação retornou ao rosto.

— Você sabia? Nosso irmão sênior da seita, o Irmão Yun, foi derrotado por alguém com um único golpe há alguns dias!

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Ming He sempre acreditou que havia entrado em um mundo de cultivo, apenas para descobrir que, na verdade, tinha pisado no roteiro do imparável Herói Dragão (Long Aotian,...

Chapters

  • Capítulo 10: Avanço Suave
  • Capítulo 9: Grande Competição da Seita Externa
  • Capítulo 8: Encontro Novamente
  • Capítulo 7: A Primeira em Cem Anos
  • Capítulo 6: O Duelo de Vida ou Morte
  • Capítulo 5: Oitavo Nível do Refinamento de Qi
  • Capítulo 4: Erva em Forma de Espada
  • Capítulo 3: Voo rumo à Seita Liu Yun
  • Capítulo 2: A Mulher de Branco
  • Capítulo 1: O Enredo se Desenha

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