Eu, com Muitas Identidades, Passei Vergonha na Frente do Garoto Mais Popular da Escola

Capítulo 15

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Xin Tao perguntou ao diretor e trouxe a notícia: “Chu Yi foi suspenso e mandado para casa. A data de retorno é incerta.”

He Yu sentiu um nó na garganta. Era um sentimento difícil de descrever.

Era como ver um tigre de pelagem brilhante e porte imponente que te levava para desbravar a floresta todos os dias, reinando absoluto, até que, de repente, esse tigre é capturado por um vilão e trancado em uma jaula. Sua raiva não era por não poder mais correr na floresta, mas porque aquele tigre pertencia à selva; a jaula não era o lugar dele.

O mais frustrante era não poder lutar contra o vilão.

Em um momento raro, He Yu levantou a mão na aula e pediu para ir ao banheiro. Lá, ele fumou três cigarros seguidos, jogando o cabelo para trás com irritação. Um Alfa desconhecido entrou e o encarou com desdém. He Yu levantou o olhar, transbordando impaciência: “Vaza.”

O Alfa pensou em reagir, mas hesitou por um segundo e saiu. He Yu guardou o soco-inglês que já estava encaixando nos dedos. Ele nunca teve um temperamento dócil; apenas poucas pessoas conseguiam despertá-lo.

Na hora do almoço, Yuan Li foi buscá-lo na sala e ambos foram para o vão da escada.

“Chu Yi foi suspenso?” foi a primeira coisa que Yuan Li perguntou.

“Quem te falou?” He Yu estava possesso.

“O fórum da escola está bombando,” Yuan Li mostrou o celular. “Chu Yi faltou às últimas aulas, mas o grupo dele continuou lá. Ficou óbvio que ele saiu sozinho.”

He Yu tinha acabado de descobrir o controle doentio da mãe de Chu Yi. Ouvir que ele estava sendo vigiado por todos os lados só aumentava sua irritação. “Quem sabe? Ele não me disse nada.”

“Ei, de onde vem esse ódio todo?” Yuan Li o avaliou. “Você entrou demais no personagem. Um dia longe e já está agindo como se fossem anos. Faz tempo que não vejo esse seu lado explosivo.”

“Saudade, né?” He Yu soltou um riso amargo. “Eu também não sei que porra de raiva é essa.”

“Controle suas emoções, He Dayu,” Yuan Li alertou seriamente. “Isso não é brincadeira. Já caímos no buraco do amor uma vez, chega.”

“Você realmente acha que estou assim porque gosto dele?” He Yu riu, respirou fundo e passou o braço pelo ombro do amigo. “Impossível, companheiro. Eu só acho que a gente se deu bem. Um bom irmão foi enjaulado, como eu não ficaria ansioso?”

“Sei… você está indo direto para o precipício,” Yuan Li resmungou. “Mas vamos ao que interessa: o cliente das aulas particulares perguntou se você pode ir hoje. Dar uma aula de matemática para o filho dele. Eles pagam cem a mais de bônus. Vai?”

“Vou!” He Yu respirou fundo. “A vida é seguir em frente entre os tombos. Se eu cair, caio trabalhando!”

À noite, He Yu nem jantou. Montou em seu “cavalo mais veloz” — o ônibus da linha 6 — e partiu para o local da aula: um condomínio de luxo.

A cidade de Tongyan era polarizada. O Norte era o setor antigo, decadente e lento. O Sul era a elite costeira, onde cada centímetro valia ouro. O bar OTE ficava por ali, assim como o seu destino.

Após dois ônibus e ser barrado várias vezes na portaria, uma governanta o conduziu para dentro. A mansão exalava uma aura de “proibido para pobres”. He Yu manteve seu sorriso profissional. Ele usava um terno propositalmente — embora estivesse um pouco grande e ele parecesse um tanto desajeitado, passava uma imagem formal.

“A senhorita está fazendo birra,” explicou a governanta. “Ela se trancou no quarto. O senhor…”

“Deixe comigo, vou convencê-la,” He Yu respondeu prontamente.

No terceiro andar, ele ignorou o luxo ostensivo, mantendo a postura de um professor íntegro. Diante da porta, ele imitou o estilo de Chu Yi e deu três batidas compassadas. Elegante. Maduro.

“Olá! Sou seu novo professor. O destino nos uniu, pequena aluna. Poderia me dar a honra de ver seu rosto?” He Yu disse com um sorriso doce.

A governanta o encarou com desconfiança, achando que ele era um esquisitão. He Yu sacou seu trunfo: “Não se preocupe, eu sou Ômega.”

A mulher relaxou. Momentos depois, a porta se abriu.

O sorriso bondoso de He Yu congelou antes de terminar de abrir. Ele deu de cara com um par de olhos muito familiares.

Seu “namorado” estava ali, parado no batente. A surpresa no rosto de Chu Yi durou um milésimo de segundo, sendo substituída por um sorriso sarcástico: “He Yu, quantas surpresas mais você tem escondidas para mim?”

Foi como um raio atingindo He Yu. Nem o terno de adulto conseguia esconder o constrangimento. Ele virou de costas na hora, cobrindo o rosto, tentando fugir da situação: “Acabou, juro, foi a última. Família pobre sabe como é… reforço escolar para o ensino fundamental é o que sustenta a casa…”

“Ah é? Seu namorado não está te sustentando bem?” Chu Yi se inclinou, sussurrando no ouvido dele com uma voz que parecia que ia devorá-lo vivo: “A ponto de você ter que vir aqui, com todo esse esforço, ensinar matemática para crianças?”

Ele enfatizou a palavra “matemática” como se estivesse triturando vidro. He Yu continuou com a cara escondida. De manhã ele era o “burro em matemática” que copiava a prova do namorado; à noite, era o gênio dando aula particular por fora.

O Buda está me punindo por não ter rezado ontem, só pode!

“Quem é, irmão?” Uma voz de menina gritou lá de dentro. “Manda ele embora! Eu não quero aula!”

He Yu, que tinha ouvido biônico para vozes por causa do barulho do bar, reconheceu o tom na hora. As coincidências da vida eram bizarras: era a garotinha Jiang Yue Nan!

O irmão dela é o Chu Yi? Que mundo minúsculo!

Chu Yi sorriu de canto: “Pode entrar para a aula. Acho que seu professor é a cara da sua cunhada.”

He Yu estava imóvel. Jiang Yue Nan correu até a porta: “Eu tenho uma cunhada? Por que não me contou?”

“Sem pressa, primeiro a aula,” Chu Yi passou o braço pelo ombro de He Yu, apertando-o com uma força possessiva enquanto o guiava para dentro. He Yu sentia o coração disparar. A governanta, confusa, apenas se retirou.

Quando Jiang Yue Nan viu He Yu de perto, arregalou os olhos. He Yu sentiu que seu disfarce tinha ido pro espaço. Ele já esperava o fim de sua carreira, mas a menina apenas torceu o nariz: “Nossa, que brega!”

Chu Yi o empurrou para uma cadeira e batucou no ombro dele, rindo baixinho: “Viu só? Estão te perguntando: por que você está tão brega?”

He Yu encolheu os ombros, humilde: “É a pobreza, sabe…”

He Yu sentou-se corretamente, escrevendo no papel e tentando engrossar a voz para não ser reconhecido. Jiang Yue Nan estava impaciente e ignorava tudo. He Yu, mestre em lidar com crianças rebeldes, não podia agir por causa do “Grande Buda” sentado à sua direita.

“Então, essa questão tem duas soluções,” He Yu explicou, fazendo anotações. “Sugiro a segunda; o cálculo é longo, mas a lógica é mais simples.”

“O professor é realmente brilhante,” comentou Chu Yi, apoiando o rosto na mão e encarando He Yu com um sorriso falso.

He Yu engoliu em seco: “Imagina… bondade sua.”

“Sabe resolver até questões difíceis assim? Suas notas na escola devem ser incríveis, não?” Chu Yi começou a brincar com um botão do terno de He Yu.

“Ah, na média… o suficiente para passar,” He Yu limpou o suor da testa.

“Entendi.” Chu Yi soltou um riso genuíno, quase infantil, que deixou He Yu hipnotizado por um segundo. Ele apertou a orelha de He Yu e sussurrou: “O professor é tão organizado… deve ser um ótimo dono de casa também, certo?”

He Yu, encurralado, resolveu chutar o balde: “Na verdade, meu namorado que faz tudo para mim.”

Chu Yi estreitou os olhos: “Então ele deve te mimar muito. E você, com tantas surpresas… ele deve estar muito, muito infeliz com você agora.”

He Yu voltou para o modo submisso: “Ele é um amor, com certeza me perdoaria.”

Na metade da aula, Jiang Yue Nan pediu frutas e Chu Yi desceu para buscar. He Yu finalmente respirou. Como ele ia imaginar que a mãe de Chu Yi era Jiang Yiyun e o tio era o pai dessa menina? Jiang Yue Nan era a cara do primo, por isso era familiar!

“Se você praticar esses modelos, vai decorar rápido,” He Yu relaxou, tentando salvar um de seus disfarces. “Vou deixar uns exercícios.”

“Se você contar para ele que eu fujo de casa, eu conto que você trabalha no bar!” sussurrou Jiang Yue Nan, reconhecendo-o finalmente. “Você é o gerente do OTE![1] Seu casaco ainda está lá em casa!”

He Yu quase caiu da cadeira.

“Você está namorando meu irmão? Eu sabia!” Ela deu um tapinha no ombro dele. “Mas olha, você está horrível assim. Aquele uniforme do bar era muito mais legal, e seu cabelo para cima também!”

“Escuta…” He Yu ia implorar por segredo, mas ela o interrompeu.

“Eu já saquei! Você está escondendo dele que trabalha em mil lugares para pagar os estudos, né? Ele parece furioso, e meu irmão bravo é um pesadelo,” ela suspirou como se fosse uma adulta. “Não sabia que o tal ‘amigo virtual’ dele era você. Ele foi um babaca com você no passado, como irmã dele, eu me sinto responsável.”

He Yu percebeu que ela tinha criou uma fanfic inteira na cabeça misturando as histórias, mas não a corrigiu.

“Sinto muito,” Jiang Yue Nan disse seriamente. “Ele te magoou e você ainda está com ele. O amor precisa de espaço, eu vou guardar seu segredo, pode confiar!”

He Yu segurou a mão dela, emocionado (e aliviado): “Obrigado! Sabia que você me entenderia!”

A imaginação dela é doida, mas o coração é de ouro. Garotinha, você agora é minha protegida!

 


[1] OTE Bar / Gerente (领班 – Lǐngbān): Local onde He Yu trabalha sob seu disfarce mais “cool”. O termo chinês indica um supervisor ou líder de equipe.

[2] Capa de Coelho (狡兔三窟): Alusão ao provérbio sobre ter vários esconderijos ou planos de reserva. He Yu exemplifica isso perfeitamente com seus mil empregos.

Capítulo 15
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Eu, com Muitas Identidades, Passei Vergonha na Frente do Garoto Mais Popular da Escola

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【Completo + Extras】

Sinopse:

He Yu sofre de um distúrbio de feromônios Omega.

Chapters

  • Capítulo 15
  • Capítulo 14
  • Capítulo 13
  • Capítulo 12
  • Capítulo 11
  • Capítulo 10
  • Capítulo 9
  • Capítulo 8
  • Capítulo 7
  • Capítulo 6
  • Capítulo 5
  • Capítulo 4
  • Capítulo 3
  • Capítulo 2
  • Capitulo 1

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