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honey Pot

Capitulo 01

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🟡 Em breve

Angela Jordan observava Blue do outro lado do monitor, fascinada. Era raro ver alguém tão bonito naquela área técnica.

De onde eles tinham tirado esse cara? Certamente não era um engenheiro normal. Comparado aos nerds típicos do setor de apoio técnico, Blue era quase… constrangedoramente atraente.

Alta estatura, ombros largos, cabelo loiro brilhante — e ainda por cima bem-vestido. Parecia mais um agente de campo do que um analista técnico. Se não fosse pelo ambiente, Angela juraria que ele era algum novo operacional.

“Nossa…”

Ela murmurou baixinho, quase babando involuntariamente. Era como se seu coração tivesse dado um pulo duplo — coisa que só acontecera antes quando viu Harry Styles ao vivo. Só que dessa vez era diferente… era como se um príncipe dos sonhos tivesse entrado no escritório.

Tudo parecia mais colorido, mais leve. Como se a vida monótona de análise de dados tivesse ganhado um pouco de cor.

Para Angela, não importava se Blue era hetero ou gay — só queria que ele ficasse ali por muito tempo.

“James, quem é o novo técnico que chegou?”

Na mesma hora, ela levantou-se ao ver James entrar com um café tamanho vinte na mão e foi logo perguntando. Mas James respondeu com uma expressão irritada:

“Melhor você não se interessar por ele, Angela.”

“Não é curiosidade minha, é do pessoal todo! Olhe ao redor, todo mundo tá morrendo de curiosidade. Estou só ajudando a matar essa sede alheia.”

Ela fez um gesto com a boca, dizendo “covardes” enquanto olhava discretamente para os colegas fingindo que não estavam olhando.

James olhou ao redor e percebeu que, sim, todos pareciam distraídos, mas com olhares furtivos constantes em direção a Blue.

“De verdade, melhor manter distância.”

Ele disse isso a Angela, mas internamente desejava contar a todos quem Blue realmente era. Saber que um criminoso estava ali, tão perto, o deixava nauseado. Mesmo com aquela aparência perfeita, Blue era um perigo.

Se dependesse dele, Blue estaria em uma Black Site, ou morto. Isso era ridículo — um criminoso recebendo um chip no pescoço e acesso a computadores?

Era óbvio que a comunidade de inteligência subestimava demais “Lord”.

“Que injustiça. Nem sequer posso saber de onde ele é?”

“Tem certeza que quer saber? A origem de um monstro desses?”

Angela assentiu com seriedade. Queria mesmo saber. James a olhou com pena.

“Provavelmente do inferno.”

“O quê?! Até o céu seria melhor que isso!”

Ela ficou visivelmente decepcionada. Se ele tivesse dito “céu”, talvez fizesse sentido. Inferno? Que resposta cruel!

“Bem, a mesa é meio pequena… mas tudo bem, eu entendo.”

Um murmúrio doce soou atrás dela, e Angela se assustou. Ao virar, viu Blue bem perto, e suas pernas quase fraquejaram diante da beleza real dele.

“Claro que entende. Já é um milagre te darem um espaço aqui.”

James respondeu com irritação, e Angela, incomodada com o tom rude, resolveu interromper a conversa.

“James, você não está exagerando um pouco?”

James ficou surpreso com a ousadia de Angela, mas Blue sorriu com interesse.

“Perdão, senhorita. Deveria ter me apresentado primeiro, mas com essa mesa minúscula, acabei me atrapalhando. Meu nome é Blue Halloway.”

Ele estendeu a mão com classe, oferecendo um sorriso charmoso.

“Ah, sem problema. Se o espaço te incomodar, podemos trocar as mesas.”

Sem graça nenhuma, Angela ofereceu sua mesa a Blue. James tossiu duas vezes, visivelmente incomodado com a situação, e o clima amigável que havia se formado desmoronou na mesma hora. Angela fez bico.

James ignorou a expressão dela e balançou a cabeça negativamente, como quem diz “não acredito que você fez isso”. Foi então que Blue também tossiu levemente e, como se nada tivesse acontecido, estendeu a mão para Angela.

“Meu nome é Blue Halloway.”

“Oh, é verdade, nem nos apresentamos direito. Acho que foi por causa daquela cara feia que o James estava fazendo…”

Ela lançou um olhar rápido a James antes de segurar firmemente a mão de Blue.

“Sou Angela Jordan. Prazer em conhecê-lo, Blue.”

Mesmo tentando manter a calma, Angela sentia o coração quase saindo pela boca.

Mas James, que parecia só estar esperando uma brecha, estendeu a mão e puxou Blue para longe. A conexão entre os dois se rompeu naturalmente, e Blue apenas acenou levemente com a cabeça em reconhecimento.

Porém, James não aguentou mais. Com uma expressão claramente irritada, ele agarrou Blue pelo braço e o arrastou para o corredor.

“Melhor parar com essas brincadeiras, Halloway.”

“E o que fiz foi tão errado assim? Pensei que fosse isso que você queria que eu fizesse.”

Blue encostou-se na parede enquanto falava, com total tranquilidade. James teve que se conter para não pular no pescoço dele.

“Só porque você está aqui não significa que pode se comportar como se estivesse se divertindo. Lembre-se de quem você é.”

“Já que estou aqui, acho que posso ser um pouco feliz, não? Além disso, eu estou trabalhando de graça, sabia? Quem dirá que isso não é serviço público?”

Nesse momento, Blue levantou a mão, fez o formato de uma pistola com os dedos e apontou para a cabeça de James com um sorrisinho brincalhão. James, furioso, afastou a mão de Blue com força.

“Se você não me ajudar, vou ter que relatar aos superiores que seu cérebro precisa voar pelos ares.”

“Uau, assustador mesmo! Bem, então vou ter que me comportar direitinho.”

Blue fingiu tremer de medo e curvou ligeiramente os ombros largos. Mas James não caiu na atuação — com um movimento rápido e preciso, chutou de leve a canela de Blue.

Com uma careta de dor, Blue dobrou o corpo e começou a massagear a perna, enquanto James o observava friamente.

“Eu não entendo esse negócio de ‘brincadeira’. Não vou tolerar esse tipo de atitude vinda de você. É melhor ficar sério, Halloway.”

“… Ai, caralho! Dói para burro!”

Massageando a perna, Blue ergueu os olhos para encarar James.

“Tá, tá, entendi! Entendi!”

A expressão de James endureceu ainda mais. Diante disso, Blue abaixou as orelhas e continuou:

“Olha, para falar a verdade, eu fiquei até meio orgulhoso de estar aqui. Sério. Quando eu era criança, sempre sonhei em trabalhar na CIA, tipo um 007.”

“007 é da MI6.”

“Enfim!”

Blue ficou levemente irritado. Primeiro a canela doendo, depois a correção idiota.

“Tem uma coisa que eu queria perguntar, James.”

“Você devia me chamar de Thompson.”

“Certo, certo. Então… hã… vocês todos aqui são assim, tipo… bem normais?”

“O que você quer dizer?”

Foi aí que um barulho alto ecoou pelo corredor — “PAM! PAM!” — Alguém batendo violentamente contra algo.

Os dois viraram a cabeça automaticamente. Um homem comum até o último fio de cabelo estava literalmente espancando uma máquina de venda automática.

Blue apontou para ele com o dedo, prestes a fazer algum comentário irônico, mas James já o ignorava completamente, andando a passos largos em direção ao homem.

“Se quer alguma coisa, por que não pede direito? Por que você está quebrando a máquina?”

“James! Você apareceu quando? Nem vi chegar!”

O homem, ao ver James, abriu um largo sorriso e o abraçou com entusiasmo. James, visivelmente incomodado, respondeu com secura:

“Fui eu que fiquei aqui o tempo todo.”

“Viajei de avião e me deram só um sanduíche horrível. Estou morrendo de fome desde então. Seria legal se tivessem dado mais apoio financeiro… Enfim, eu só queria comprar um Snickers, mas a maldita máquina engoliu meu dinheiro. Eu devia ter ido ao McDonald’s comer um cheeseburger.”

Dizendo isso, ele suspirou profundamente e começou a enfiar a mão dentro da máquina, tentando pegar o chocolate à força.

Diante da cena patética, Blue silenciosamente colocou uma nota de um dólar na máquina e pressionou o botão. Com um clique, o Snickers caiu.

O chocolate caiu nas mãos do homem, que finalmente olhou para Blue.

“Aqui, coma isso.”

“……”

“Não sei se é porque estamos num órgão público ou o quê, mas essas máquinas costumam engolir dinheiro. Aposto que até nossos impostos elas engolem assim.”

Ao ouvir Blue falar de forma educada, James quase engasgou. Era difícil imaginar que alguém que nunca pagou imposto na vida pudesse agir como se fosse um patriota exemplar.

Mas o homem, sem saber de nada, pegou o Snickers e disse com gratidão:

“Obrigado. Nunca te vi por aqui… Acabou de chegar?”

“Hoje parece dia de muita gente me perguntar sobre mim.”

Coçando a cabeça, Blue soltou um riso forçado: “Haha”. E diante do tom de voz humilde e do rosto bonito, o homem começou a sentir simpatia por ele.

Tinha sido a combinação perfeita: beleza + chocolate = confiança instantânea.

“É que sou um cara que chama atenção, sabe?”

James revirou os olhos.

“Vai com calma, vai.”

“O que eu falei que foi errado? Se você tem inveja, é problema seu, James.”

James soltou um longo suspiro. Já estava cansado de reagir a tudo que Blue dizia.

Ele resolveu desistir de metade das atitudes de Blue e, enfim, apresentou os dois.

“Esse é Blue Halloway, novo técnico. E este é John Brown, agente de campo. Ele acabou de voltar de Langley e já foi quebrando a máquina, mas é um dos melhores agentes que temos.”

Os dois se encararam. O ambiente, que até então estava cheio de piadas e bobagens, mudou repentinmente para algo mais intenso.

Até mesmo James, que observava a interação, sentiu um frio na espinha. Mas antes que ele pudesse dizer algo, Blue quebrou o silêncio:

“Que nome normal. John Brown? Sério?”

John não pareceu se ofender. Respondeu com tranquilidade:

“Bom, a realidade não é igual aos filmes de espionagem.”

“É verdade. Se tivesse um rosto muito chamativo como o do Tom Cruise, seria alvo fácil.”

John assentiu, concordando. Depois, fixou seus olhos claros e penetrantes nos de Blue.

A mudança foi imediata. Blue, surpreendido, não sabia onde focar o olhar e terminou olhando para o teto, desconcertado.

Seria por conta da fama de criminoso? Algo naquele olhar direto de John fazia Blue se sentir exposto.

Normalmente, ele não se intimidaria com alguém tão comum, tão genérico. Mas agora, estranhamente, ele se sentia um pouco sem graça.

John analisou Blue por um instante, depois deu um tapa rápido no peito dele.

“Parece mais uma celebridade do que um agente da CIA. Taylor Swift?”

Doeu mais do que parecia. Blue até se sobressaltou, mas fingiu indiferença:

“Hahaha. Minha habilidade é mais próxima da Beyoncé, na verdade.”

“Ah, é? Então seu nome é igual ao da filha dela?”

“Eu nasci primeiro que a Blue Ivy.”

“É seu nome verdadeiro?”

John arregalou os olhos, surpreso. Blue confirmou com um aceno discreto.

“Quem tem o nome ‘Blue’ de verdade? Muito raro…”

Enquanto os dois travavam sua própria guerra de sarcasmos, James limpou a garganta, impaciente.

John virou-se para ele:

“Onde você encontrou esse cara?”

“Como se eu tivesse escolha.”

James respondeu com irritação, e John, entendendo a situação, assentiu lentamente.

“…Entendo.”

“De qualquer forma, agora que estão se conhecendo, tentem se dar bem.”

“Como assim?”

John perguntou enquanto abria o pacote do Snickers. James apontou para Blue com o queixo:

“Eu protestei. John. Mas a diretora ordenou que você cuidasse desse moleque.”

Imediatamente, o Snickers caiu no chão. John olhou fixamente para James, pegou-o rapidamente e perguntou:

“Desculpa, acho que minha audição falhou. Você pode repetir?”

John deu uma mordida no chocolate e encarou James com tristeza. James balançou a cabeça com firmeza.

“Você sabe que prefiro trabalhar sozinho.”

“Por enquanto. E Halloway também está aqui temporariamente.”

James não queria aquilo. Blue parecia simpático, mas era um sujeito complicado. Tinha planos de mandá-lo de volta para a prisão assim que possível.

CIA não deveria estar se tornando esse tipo de lugar. James achava que, quanto mais tipos como Blue entravam, mais a reputação da agência caía.

Mandar Blue como parceiro de John era a melhor solução. John sabia lidar com pessoas difíceis. Talvez ele conseguisse afastar Blue sozinho.

Claro, parte disso vinha de ordens superiores. Mas a verdade é que James não gostava de nenhum aspecto daquela situação.

John era um agente experiente, talentoso, e odiava trabalhar em dupla. Até o fim da missão, Blue talvez estivesse implorando para voltar à cela.

Afinal, John não era alguém fácil de lidar.

E a CIA definitivamente não era um playground para criminosos. E menos ainda um lugar onde Blue Halloway podia brincar de agente secreto por diversão. Pelo menos, essa era a opinião de James.

“Mas, James!”

“Não tem jeito.”

Blue ouvia em silêncio enquanto os dois conversavam. Ficou levemente irritado com as palavras de John, mas não podia dizer nada sobre sua verdadeira identidade.

“Vai ser só um estorvo.”

“John, eu entendo como você se sente, mas dessa vez eu não posso fazer nada. Temos que usar Halloway da melhor forma possível. Aguenta só dessa vez, trabalha com ele. Depois veremos alguma solução.”

John continuava com uma expressão carregada de insatisfação. Então, pegou o restante do Snickers e o jogou propositalmente no lixo ao lado da máquina.

Lançou um olhar furioso na direção de Blue. Vendo isso, Blue também ficou irritado e respondeu na hora:

“Você acha que eu tenho vontade de trabalhar com você? Eu preferiria alguém cujo forte fosse seduzir alvos femininos, sabe?”

Blue disse isso com um tom desafiador, e John resmungou baixinho, como quem fala sozinho:

“Trabalhar com um fanático por filmes de espionagem… Isso vai me dar dor de cabeça.”

“O quê?”

Blue se aproximou mais, encarando-o com raiva, como se fosse esmagá-lo ali mesmo. Mas John simplesmente ignorou o olhar e virou-se para James:

“Enfim, quando houver uma missão, me avise. Acabei de voltar de uma e meu corpo tá todo pesado.”

“John.”

“Eu vou para casa descansar um pouco, tomar um banho.”

“Então… tudo bem? Você consegue lidar com isso?”

“…… Se não tiver outro jeito, vou ter que seguir as ordens da diretora. Sou funcionário público, afinal.”

“Mesmo que ele morra, ninguém vai cobrar responsabilidade. Não se sinta tão pressionado.”

James falava como se fosse algo normal, mas John ainda não entendia muito bem o que aquilo significava. O problema não era assumir responsabilidade — era que, de repente, alguém foi inserido à força em seu trabalho solitário. Era uma situação frustrante.

Por isso, John suspirou fundo e lançou um último olhar para Blue.

Blue, que não tirava os olhos dele, acabou cruzando novamente seus olhares. Ambos soltaram um longo suspiro. Naquele momento, não havia alternativa: teriam que trabalhar juntos.

Para John, que estava acostumado a realizar missões sozinho, era extremamente incômodo. E pior ainda: ele nem sabia de onde diabos tinham tirado esse cara.

Tudo isso só aumentava sua sensação de cansaço. Naquele momento, ele só queria deitar no sofá, beber uma cerveja gelada e assistir a um jogo dos Chicago Bears que tinha perdido devido ao trabalho.

“Então, me liga, James.”

Dizendo isso, John bateu levemente no ombro de James, cumprimentando-o. Depois, passou por Blue propositalmente, roçando o ombro nele, e seguiu pelo corredor.

Blue soltou um riso debochado. Em seguida, virou-se para James, indignado:

“Ele não quer trabalhar comigo. Por que não deixam ele continuar sozinho? Vai atrapalhar a produtividade, viu?”

“Já é decisão tomada. E você sabe muito bem que não tem escolha nenhuma.”

James respondeu friamente, dando um leve empurrão em Blue enquanto passava pelo corredor. A atitude arrogante dele era quase idêntica à de John, o que deixou Blue completamente sem reação.

Mesmo tendo cometido crimes e vindo até ali por conta própria, Blue achava que merecia um tratamento diferente. Afinal, eles próprios reconheciam sua habilidade, não?

Com uma expressão de incredulidade, Blue olhou para o corredor vazio e, num impulso, chutou o lixo com força.

Mas logo se arrependeu. O lixo parecia feito de ferro e seu dedo do pé latejava de dor.

Mentalizando uma prece inútil para algum deus que talvez pudesse ajudar, Blue massageou o pé, embora isso não resolvesse nada.

 

Capitulo 01
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honey Pot

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Blue Holloway, um hacker genial apelidado de ‘Lord’. Um dia, ele de repente chega à sede da CIA e se entrega, dizendo: “Quero limpar o...

Chapters

  • Infiltração disfarçada
      • IMG_20251005_120122_998 (1)
        Capítulo 25
      • IMG_20251005_120122_998 (1)
        Capítulo 24
      • IMG_20251005_120122_998 (1)
        Capítulo 23
      • IMG_20251005_120122_998 (1)
        Capítulo 22
  • Sara Montanari
      • IMG_20251005_120122_998 (1)
        Capítulo 21
      • IMG_20251005_120122_998 (1)
        Capítulo 20
      • IMG_20251005_120122_998 (1)
        Capítulo 19
      • IMG_20251005_120122_998 (1)
        Capítulo 18
  • A Noite em Londres
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        Capitulo 17
      • IMG_20251005_120122_998 (1)
        Capitulo 16
      • IMG_20251005_120122_998 (1)
        Capitulo 15
      • IMG_20251005_120122_998 (1)
        Capitulo 14
  • Segunda Missão
      • IMG_20251005_120122_998 (1)
        Capitulo 13
      • IMG_20251005_120122_998 (1)
        Capitulo 12
  • O Mercado Negro
      • IMG_20251005_120122_998 (1)
        Capítulo 11
      • IMG_20251005_120122_998 (1)
        Capítulo 10
      • IMG_20251005_120122_998 (1)
        Capítulo 09
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        Capítulo 08
  • Sr. e Sra.
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        capitulo 07
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        capitulo 06
  • Informante
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        Capítulo 05
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        capitulo 04
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        capitulo 03
  • Novo Parceiro
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        Capitulo 02
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        Capitulo 01
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        Prólogo

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