Capitulo 02
“…… John…… Brown……”
Blue murmurou o nome completo enquanto fixava os olhos no monitor. Estava olhando para o perfil de John.
Na verdade, perfis de agentes operacionais eram altamente sigilosos e só podiam ser acessados com autorização adequada. Mas para Blue, isso era brincadeira de criança. Levei um tempo, mas romper aquele tipo de firewall foi mais fácil do que esperava.
“Pensei que ele fosse um camponês qualquer, mas nasceu em Chicago. Tirando isso, parece bem comum.”
Enquanto falava sozinho, Blue lia atentamente as informações de John. Voltou para cima e olhou novamente para a foto dele.
Era uma foto padrão de agente, com expressão séria e roupas formais. Absolutamente comum.
Cabelo castanho, olhos marrom-claros. Um pouco caídos nos cantos, o que dava uma aparência simpática. Mas definitivamente não era alguém que chamasse atenção pela beleza.
E ainda por cima, o nome “John” e o sobrenome “Brown”, tão comuns que era como se tivessem sido criados especificamente para confundir pessoas.
Realmente, era incrível como alguém tão normal assim poderia ser um agente operacional.
“Esse é o tipo de cara que te assalta e você nem percebe. Que mundo perigoso…”
Blue estava prestes a ler os detalhes das missões realizadas por John quando ouviu um barulho alto da porta se abrindo. Imediatamente, trocou a tela e ergueu os olhos.
“O diabo aparece quando se fala dele”, pensou Blue, quase sentindo o coração parar ao ver John entrar. Mas fingiu tranquilidade, recostou-se na cadeira e, inconscientemente, soltou um ‘tsk’ de desprezo.
“O que foi? Parece que não tá feliz de me ver.”
“É porque seu rosto não é exatamente do tipo que dá prazer de olhar.”
No começo, os dois pareciam simpatizar um com o outro, mas agora falavam na base do sarcasmo e do confronto. Olhos azuis brilhantes e olhos castanhos opacos se encontraram, tornando o ar entre eles pesado.
Sentado ao lado de Blue, Amir Kasim segurava a vontade de ir ao banheiro com todas as forças.
“Aliás, para um nerd, você não é tão ruim assim.”
“Foi ‘Nerd’ que você disse? Essa palavra tá me incomodando.”
Blue franziu o cenho com irritação. John sorriu e começou a provocá-lo mais:
“Por que você fica tão sensível assim? Parece que a única coisa em que você pode confiar é seu rostinho bonito. Seria tipo protagonista de *Diário de uma Princesa*?”
“…… Como se fosse. Mais tipo *Meninas Malvadas*.”
Os dois filmes eram antigos e típicos de adolescentes, nada apropriados para dois homens adultos assistirem.
Amir observava discretamente. Embora parecesse que os dois tinham química, ele torcia para que a tensão logo terminasse.
Mas Blue se sentia estranho, como se seu passado sombrio tivesse sido descoberto. Ele jamais poderia revelar que já fora um garoto rejeitado e ridicularizado.
A única coisa que o incomodava era que o álbum de formatura do ensino médio ainda existia online — e ele não podia queimá-lo.
“Tá bom, tudo bem. Imagino que você tenha adorado fazer o papel da Regina, hein?”
“O quê?”
“O quê? Eu nem xinguei você!”
Mais uma vez, os dois se encararam com hostilidade. Amir, não aguentando mais, levantou-se abruptamente e saiu às pressas do escritório.
Ele havia bebido um americano tamanho vinte logo cedo, e agora pagava o preço. Graças a isso, porém, a guerra infantil entre Blue e John finalmente terminou.
John pegou uma pasta que estava em sua mão e a largou com força na mesa de Blue.
“James me entregou essa hoje de manhã.”
Blue abriu a pasta. Na primeira página, havia fotos de dois agentes da CIA e uma mulher asiática. Nas páginas seguintes, outras fotos também apareciam.
Enquanto lia o conteúdo do relatório, John explicou:
“Há algum tempo, uma quantidade considerável de metanfetamina pura começou a chegar aos EUA vindo de Hong Kong. A DEA tentou investigar, mas não conseguiu resultados. Pediram ajuda a Hong Kong, mas a resposta foi evasiva. Ninguém sabe o que fazer.”
“Metanfetamina?”
“Isso mesmo. É sintética, sem aditivos, e é tão limpa e cristalina que vale uma fortuna. Alguns traficantes chegaram até a misturar com hormônios de elefante em cio e vender — muitas pessoas morreram por isso.”
“Onde diabos eles conseguem hormônio de elefante em cio?”
“De qualquer forma, a maioria dessa droga vem de Hong Kong ultimamente.”
Blue franziu o cenho com a informação.
“E mais: para transportar a droga internacionalmente, usaram pessoas vivas como mula.”
John contava a história como se fosse algo comum em novelas, mas Blue sentiu um enjoo crescer dentro de si.
“Usaram recipientes especiais com substâncias químicas para transportar a droga, então ela não aparecia nos escâneres. Mesmo assim, algumas pessoas envolvidas acabaram morrendo porque a droga explodiu dentro do estômago delas. E é por isso que estamos aqui.”
Blue já havia limpado nomes sujos de criminosos e até lucrado com isso, mas ouvir aquela história toda o deixou nauseado.
“E daí?”
“Até aí, é problema da DEA resolver. Mas um agente da CIA foi sequestrado em Hong Kong, então virou nosso caso também.”
Blue apontou vagamente para duas fotos de agentes no relatório:
“Esses dois idiotas fizeram o quê de errado? Não tem nada de especial relatado aqui.”
“Não sei direito. James só me contou de forma oral.”
Blue sabia exatamente por que James fizera isso — era só mais uma maneira infantil de deixar Blue irritado. Se ia acabar sabendo mesmo, por que não contar logo tudo desde o início? Pensou que isso era o motivo pelo qual a CIA perdia tantas vantagens frente a outras agências de inteligência.
Mesmo assim, sentir-se como o nerd de antigamente era algo familiar. Blue fingiu indiferença e perguntou:
“Então… o que realmente aconteceu?”
“O que estávamos investigando não era exatamente a droga em si, mas uma nova organização chamada ‘Wuming’ (無名) — ‘Sem Nome’ — e como ela está conectada ao governo de Hong Kong.”
John virou uma página da pasta e apontou para a foto da mulher asiática.
“Esta é Zhang Siyu. A líder do Wuming.”
“Não parece tão velha assim… impressionante.”
Ao dizer isso, John olhou diretamente para Blue, que, sem querer, se sentiu desconfortável. Apesar de ter começado a ser conhecido como “Lord” desde jovem, Blue também já tivera uma vida triste e solitária.
“Desde 2015, a Tríade praticamente sumiu do radar, mas o Wuming conseguiu se infiltrar no governo. Como? Ninguém sabe.”
“Uma mulher talentosa… e perigosa.”
Os clientes de Blue nunca souberam quem ele realmente era. Mas Blue sabia tudo sobre eles. Ele sempre investigava cada detalhe antes de aceitar qualquer trabalho, mantinha os pontos fracos deles sob controle até que o dinheiro entrasse por completo.
Mesmo com sua rede ampla de contatos perigosos, Blue não conseguia se lembrar de ninguém que se encaixasse na descrição daquela mulher misteriosa. Claro, poderia perguntar aos antigos clientes, mas não queria arriscar isso — seria como admitir fraqueza.
Além disso, teria sido inútil. Seu objetivo ao se entregar à CIA e trabalhar com eles era justamente deixar esse passado para trás. Qualquer movimento errado faria todo seu esforço ser em vão.
“De qualquer forma, parece que os agentes sumiram enquanto investigavam o Wuming. Eles estão envolvidos com mais do que drogas e tráfico humano — estão dominando o submundo chinês. O contato foi perdido perto de um cassino operado pelo grupo.”
Ao ouvir as palavras de John, Blue assentiu e fechou o arquivo. Depois, encarou John diretamente.
“Então é só seguir desde o momento em que o contato foi perdido, certo? Você vai para campo e eu fico aqui sentado atrás dessa mesa te apoiando tecnicamente.”
John soltou uma risada irônica.
“Que história é essa?”
“Fala sério, você também vai para Hong Kong.”
Blue piscou confuso, sem entender direito o que John estava dizendo. A expressão perplexa dele era tão bonita que John ficou levemente sem graça, corando discretamente nas pontas das orelhas, mas fingiu indiferença.
“Como disse James, você é meu suporte.”
“Você tá vivendo no Paleolítico ou algo assim? Não importa se é Hong Kong ou Taiwan, eu posso te ajudar com alguns cliques. Não sei como você me vê, mas minhas habilidades são bem acima da média.”
“Tá, Beyoncé. Mas dessa vez não tem jeito. James insistiu que você vá pessoalmente.”
Blue ficou boquiaberto. Mas John continuou provocando:
“Eu também não quero trabalhar com você, muito menos ir para campo.”
“Eu também não, viu?”
O comentário infantil de Blue fez John estender a mão e dar uns tapinhas em seu ombro.
“Mas faz parte da vida adulta, não é? E James disse que é só dessa vez.”
Blue afastou a mão de John com um gesto brusco e voltou a folhear o arquivo. Olhou novamente as fotos dentro dele.
Ficou pensando se tinha mesmo cometido um erro ao vir até ali. Talvez criminosos devam continuar sendo criminosos… Foi nesse instante que John voltou a falar:
“E tem mais: o hotel legal da Wuming tem segurança de nível máximo. Um técnico da CIA comentou que não dá pra hackear o sistema de lá sentado num escritório.”
Ele bateu levemente na mesa de Blue com os nós dos dedos.
“Quem projetou isso?”
“É baseado em códigos parecidos com os que o ‘Lord’ costuma usar. Dizem que é extremamente difícil de invadir. Alguém tentou rastrear o agente desaparecido e quase causou um caos.”
Quando John mencionou “Lord”, os olhos de Blue escureceram. Quem quer que tivesse copiado seu estilo, não sabia com quem estava mexendo.
Blue odiava se sujar as mãos com sangue, mas, naquele momento, sentia vontade de encontrar o responsável e fazer uma visitinha particular.
Digitou algumas teclas rapidamente, franzindo o cenho. O servidor havia sido removido para fora do país, protegido por uma barreira de segurança superior à do Departamento de Defesa.
Com certeza, alguns computadores da CIA já tinham sido infectados com malware durante tentativas anteriores de invasão. Sorte que o dele era top de linha — e bem cuidado.
“Não sei quem é, mas vou ter que elogiar a inteligência dele.”
“Desculpa, mas como traduzir isso para o idioma dos mortais?”
“Vai ter que ir pessoalmente até Hong Kong.”
Diante da resposta, John sorriu. Blue fez cara feia.
“Bom, talvez faça sentido. O governo de Hong Kong e a China provavelmente também estão observando eles… Mas ainda assim, irrita.”
John não entendia por que Blue estava tão chateado, e sinceramente, nem queria entender. Sabia que, mesmo que explicasse, ele não entenderia mesmo — e só daria dor de cabeça.
“Enfim, amanhã a gente viaja. Arrume suas coisas e o passaporte.”
“Amanhã?”
“Vai esperar um mês para planejar a viagem como se fosse féria?”
Blue não respondeu.
“Até amanhã no aeroporto.”
“Parece mais uma viagem corporativa.”
“Esperava algo mais glamoroso?”
Nesse momento, Blue levantou-se abruptamente. Alto, bonito, imponente.
Se aproximou de John e o olhou de cima com uma expressão fria. Apesar de estar acostumado a lidar com situações perigosas, havia algo naqueles olhos azuis que mexia com ele.
Não era medo — era estranho, quase perturbador. Era como se, pela primeira vez, aquele homem lhe causasse uma sensação diferente.
Mas John não era alguém que se rendia a meros charmes. Nem sequer achava Blue do seu tipo. Mesmo assim, sentir-se intimidado por alguém assim mexeu com seu ego.
“Então… achei que fosse viajar num jato privado da CIA.”
Blue falou com sarcasmo, sem perceber que John corara levemente.
“Então por que não foi para o MI6?”
“Não imaginei que fosse tão comum assim.”
“CIA não é diferente. No fim das contas, é só mais uma empresa. E você não devia esperar milagres de uma instituição governamental. Entenda logo a realidade.”
Blue deu de ombros.
“Tá bom. Tinha minhas expectativas, acho.”
“Enfim, não se atrase.”
A expressão de John endureceu. Sem se despedir, saiu às pressas do escritório.
Blue o acompanhou com os olhos até ele desaparecer, quando então arregalou os olhos e correu para o corredor.
“John! Onde a gente combina de se encontrar no aeroporto?”
Gritou, mas John já tinha sumido.
Bloqueado e frustrado, Blue percebeu que precisava ligar para ele. Irritado, bagunçou os cabelos bem penteados.
No banheiro, Amir, que acabara de voltar com o segundo café do dia, viu Blue daquele jeito e cogitou voltar à cafeteria.
—
Nos filmes de espionagem, geralmente os agentes eram interpretados por atores incrivelmente bonitos. Pelo padrão hollywoodiano, o papel de field agent caberia a Blue, não a John. Mas a realidade era outra.
Na verdade, a maioria dos agentes operacionais da CIA eram pessoas comuns, quase invisíveis. Nomes genéricos como John Brown serviam exatamente para isso: misturar-se entre a multidão, sem chamar atenção.
“Isso vai me matar.”
John ainda se sentia mal depois do encontro com Blue, aquele cara insuportável que parecia ter saído direto de um comercial de perfume.
Tudo bem que ele tenha sido simpático ao comprar o Snickers, mas agora era impossível ignorar a irritação que Blue causava.
Pior: ele não conseguia tirar Blue da cabeça. Era como se tivesse conhecido um ídolo pop e não conseguisse parar de pensar nele. Como se fosse uma adolescente apaixonada.
Se tivesse conhecido Taylor Swift de verdade, talvez aquela sensação estranha não fosse tão ruim assim. Até colocaria numa camiseta: “I love TS”.
Claro que Blue não foi sempre irritante. Só começou a ser depois que James disse que iam trabalhar juntos. Antes disso, era até simpático.
Mas agora era só mais um incômodo. E John sabia que estava exagerando, mas não podia evitar.
E sim, Blue também não facilitava. Com aquelas atitudes chamativas e arrogantes, parecia que só existia para irritar John.
Ele simplesmente não entendia por que diabos alguém resolvera colocar um estranho daquele tipo ao seu lado. Odiava trabalhar em dupla. Preferia mil vezes trabalhar sozinho.
Se tivessem que designar alguém, melhor ter sido Amir ou Angela. Pelo menos eram colegas conhecidos.
Claro, mesmo assim, ele ainda teria reclamado. Era do seu feitio.
John pegou seu P229, sua arma favorita, e foi treinar tiro.
Precisava aliviar a tensão. Talvez, com alguns tiros certeiros, pudesse expulsar Blue da mente.
Mas, surpreendentemente, seus tiros começaram a errar o alvo. Três balas fora do ponto.
Normalmente, ele nunca errava.
Era culpa de Blue. Toda culpa.
Já tinha um péssimo pressentimento.
*”Parece que não devia ter começado a fazer algo que nunca fiz…”*
John suspirou fundo e decidiu sair da sede da CIA. Talvez, longe do prédio, parasse de pensar tanto nele.
Pegou o celular e ligou para Lucas Fernandes, seu amigo de longa data.
“Vem para minha casa.”
Desceu até o estacionamento e dirigiu direto para casa.
Quando chegou, Lucas já estava lá, assistindo a um programa de karaokê e bebendo cerveja.
Ao ver a cena, John gemeu baixinho e sentou ao lado dele, aceitando uma cerveja gelada que Lucas ofereceu.
O líquido frio escorreu por sua garganta e trouxe algum alívio. Se não tivesse um voo cedo no dia seguinte, beberia até perder a consciência.
“Coincidência, eu tava pensando em te convidar para tomar alguma coisa.”
“Ahã.”
“Você parece cansado. Problemas com a China de novo?”
Lucas era seu melhor amigo, mas nem ele sabia qual era o verdadeiro trabalho de John. Nem mesmo se fossem tão próximos a ponto de transar, John diria a verdade.
Para Lucas, John era apenas um funcionário comum de uma empresa de comércio exterior.
“Amigo, ganhar dinheiro hoje em dia é uma droga.”
“Todo mundo passa por isso. Ganhar dinheiro nunca foi fácil.”
Lucas estava assistindo a uma reprise de um show anterior. Na TV, Chris Martin cantava animadamente com James Corden.
Enquanto John bebia em silêncio, Lucas naturalmente se aproximou. Um pouco mais íntimo do que deveria para um “amigo”.
E, como se nada fosse demais, começou a abaixar a calça de John e a fazer sexo oral nele.
Pouco a pouco, os instintos começaram a se agitar desde o fundo. Lucas, que estava chupando o membro de John, levantou a cabeça.
“Quando estou estressado, nada melhor do que sexo, não é?”
A maneira como ele disse isso com o membro na boca parecia um pouco fofo para John, que tomou um gole de cerveja e sorriu. Ele empurrou Lucas com o pé e disse:
“Vou gozar.”
“Já?”
Fingindo ser empurrado por John, Lucas tirou o membro da boca e abriu os olhos arregalados.
“Bebi cerveja e já estou com vontade de fazer xixi.”
Ao ouvir isso, Lucas fez um som de desaprovação com a língua e começou a tirar a camisa.
“Acabou de beber, não pode estar com vontade já.”
“Acabei de chupar e já vou gozar, então?”
John levantou-se. Em seguida, tirou as calças e a cueca, que estavam atrapalhando suas pernas, jogando-as no chão, e entrou no banheiro.
Lucas olhou para John e depois voltou a beber cerveja, olhando para Chris Martin. Ele tirou as calças e começou a tocar seu próprio membro antes de John chegar.
Mas não demorou muito para ouvir o som da descarga e do chuveiro do outro lado da porta. Lucas, que não era espião, mas estava observando as ações de John na frente da porta, levantou-se e abriu a porta do banheiro de repente.
John já estava ensaboando o corpo, tão rápido eram seus movimentos.
“O que é isso? Você disse que ia só esvaziar a bexiga.”
Lucas fez um bico enquanto olhava para John. John, vendo o membro ereto de Lucas, pegou o chuveiro e jogou água nele. Lucas pulou e gritou:
“Ah! John! Você está louco!”
“De qualquer forma, já está nu, então qual é o problema?”
Provocado por John, Lucas caminhou em direção a ele. Lucas pegou o chuveiro que John estava segurando, pendurando-o no alto, e segurou firmemente o traseiro de John.
“Amanhã vou para Hong Kong a trabalho.”
Não era uma mentira completa. Ele realmente ia para Hong Kong a trabalho. Claro, Lucas provavelmente pensava que ele estava indo vender latas de milho.
“Sim, não é a primeira vez que vou a trabalho. Por que está fazendo tanto alarde?”
“Você está indo cedo?”
“Mesmo assim, como não venho à sua casa há muito tempo, temos que fazer isso pelo menos uma vez. Vou te mandar para Hong Kong primeiro.”
John deu um tapa nas costas de Lucas, que estava grudado nele. Lucas fez um som de dor, mas logo começou a beijar o pescoço de John.
Ele empurrou John suavemente contra a parede. Em seguida, segurou uma das coxas firmes de John e lentamente penetrou.
John franziu a testa com a ação de Lucas e disse:
“Vamos fazer só uma vez.”
“Sim, sim. Vamos fazer só uma vez. E amanhã você dorme bastante no avião.”
“É classe econômica. Vai ser difícil, então não exagere.”
Lucas acenou com a cabeça e desta vez mordiscou o ombro de John. John reclamou, perguntando se Lucas era o Drácula, mas logo sentiu o prazer intenso encher seu interior.
Naquele momento, os olhos azuis de Blue passaram rapidamente por sua mente, mas logo desapareceram.
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Capitulo 02
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Blue Holloway, um hacker genial apelidado de ‘Lord’. Um dia, ele de repente chega à sede da CIA e se entrega, dizendo: “Quero limpar o...