Capítulo 107: O Coelho de Jade Está Bravo!
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Quando An Lan acordou, o sol já havia subido até o meio do céu.
Ela dormira profundamente naquela noite.
Ao abrir os olhos, o edredom estava perfeitamente arrumado, suas roupas impecáveis, e a cama não exalava nenhum cheiro. Parecia que ela não havia se movido um centímetro sequer.
— Que raro.
No passado, sempre que acordava, se encontrava enroscada nas roupas e no edredom. Chegara a pensar em dormir nua para evitar esse problema.
Após esfregar a bochecha ainda rígida, An Lan se levantou da cama.
Ela estendeu seu sentido divino e varreu o quarto de Bai Lian.
Um belo dia começou quando notou sua pintura pendurada ao lado da de Bai Lian.
Ela riu.
Sorrindo com satisfação, An Lan estava pronta para o dia que se iniciava.
Deixou um bilhete na caverna, então saiu da área proibida e dirigiu-se à biblioteca do Pico Yunluo.
— Mestre An Lan?
— Bem-vinda!
— Irmã Marcial An Lan, o que a traz aqui?
A súbita aparição de An Lan causou grande alvoroço na biblioteca. O Ancião responsável ficou momentaneamente atônito.
Espere. An Lan não estava ausente da biblioteca há mais de um século? O que ela estaria aprontando hoje?
— Ei, velhote, sofrendo de demência senil?
O grito afiado de An Lan tirou o Ancião de seu transe.
O Ancião resmungou: — …Droga! Embora eu pareça velho, ainda sou seu irmão júnior, várias décadas mais jovem que você!
— Tem algum livro sobre halos Tao ou sobre o mistério da vida? Quero estudá-los — perguntou An Lan, impaciente.
Pode Jue Yunzi arranjar alguém mais inteligente para administrar esta biblioteca? Este velho é lento demais!
Tendo gerido o Pico Qiongming por centenas de anos, mesmo com ação mínima, An Lan havia garantido que o pico não entrasse em decadência, um feito que poucos predecessores conseguiram.
O Ancião respondeu rapidamente: — Sim, há. Por favor, siga-me.
An Lan adentrou às profundezas da biblioteca.
Para ser honesta, não tinha muitas esperanças. Afinal, a seita Duxian não estava entre as seitas de elite.
Após ler os livros que o Ancião encontrara, suas dúvidas foram confirmadas.
An Lan franziu o cenho: — Qual seita possui pesquisas mais profundas sobre este tema?
O Ancião citou algumas seitas, incluindo o Templo da Montanha Bruxa, localizado no topo da Terra Divina do Leste. Era uma seita antiga com um Imortal Livre, conhecida como a quinta entre as quatro grandes seitas da Terra Divina do Leste.
O ranking do Templo da Montanha Bruxa havia caído devido a um conflito interno na Seita Taoista Taixuan. As duas facções resultantes da divisão — Taixuan e Taiqing — ainda eram mais fortes que o Templo da Montanha Bruxa, mas o Templo da Montanha Bruxa argumentava:
— Nossa força não diminuiu, mas melhorou em relação ao último ranking. Por que deveríamos sofrer por causa do erro da Seita Taoista Taixuan?
Após muita discussão, o Templo da Montanha Bruxa permaneceu entre as quatro grandes seitas por enquanto.
An Lan anotou o nome.
— Obrigada.
Virou-se e se afastou.
Espere!
O Ancião a deteve: — Irmã Marcial An Lan, você não pretende realmente visitar o Templo da Montanha Bruxa, pretende?
— Se não encontrar nada em outro lugar, terei que tentar a sorte lá.
Sua voz era resoluta.
An Lan percebera ao longo dos anos que a Terra Divina do Leste era diferente de outros mundos. O Templo da Montanha Bruxa poderia ter registros sobre a constituição especial de Bai Lian.
Ela precisava tentar.
Embora Bai Lian frequentemente caminhasse com a “Morte” a assombrar, An Lan ainda acreditava que poderia salvá-la.
Sem esperar pela resposta do Ancião, An Lan correu para fora da seita Duxian.
—
A neve rodopiava.
A noite era densa como tinta.
Sussurro.
Na vasta terra de plantas e árvores murchas, uma pequena figura avançava com dificuldade.
Era uma flor rosa.
A flor se curvava, prestes a se quebrar. De perto, estava coberta por inúmeros arranhões minúsculos.
Parecia sem vida, com pétalas enrugadas e dispersas, como se estivesse exposta ao sol por dias.
Um pequeno demônio-flor feioso, avançava centímetro a centímetro em direção à montanha cinza escura no horizonte.
Progredia apenas meio centímetro de cada vez, mas cada movimento enviava uma dor aguda pelo caule, fazendo-o tremer por um longo tempo.
Doía.
— Não vá mais adiante!
O demônio-flor se instigava em seu coração.
Mas não podia parar.
Não podia cair ali. Havia uma missão inacabada, companheiros que precisava resgatar.
Então, o demônio-flor empurrou-se para frente novamente.
Eu tenho que aguentar!
A flor-demônio acreditava que, após aquela dor, a felicidade a aguardava.
E ela já havia chegado tão longe — só mais um pouco, e alcançaria o fim.
A flor-demônio cambaleou por meia hora antes de parar. Sua consciência estava se esvaindo, mas ela via o círculo mágico de símbolos e selos espirituais à sua frente.
Agora, só precisava fazer uma coisa.
Invocar toda a sua força para atravessar!
Mas…
A flor-demônio nunca esperava aquilo.
Caiu ao chão, flores viradas para cima, a apenas duas polegadas do círculo mágico.
Duas polegadas — essa é a distância do abismo ao céu.
Enquanto sua vida se esvaía, a flor-demônio percebeu que a última gota de néctar, sua “Medicina Secreta” salvadora, agora estava derramando.
Nenhum milagre.
Olhou desesperada para o céu noturno escuro.
Em transe, viu os flocos de neve caindo, ficando cada vez mais densos.
Na manhã seguinte, estaria enterrada sob a neve, tornando-se adubo, dormindo para sempre aos pés do Pico Qiongming.
—
Bai Lian ergueu a lâmina afiada para se perfurar.
Mas, pouco antes de tocar seu corpo, a lâmina congelou.
Era o efeito colateral da conta protetora que An Lan lhe dera.
Parecia que um congelamento repentino poderia expor mais falhas do que um recuo.
Tomada por uma alegria avassaladora, Bai Lian ouviu de repente um chamado na porta.
— Haw haw!
Era o coelho de jade.
Bai Lian abriu a porta. — O que aconteceu?
O coelho de jade parecia ansioso, orelhas caídas, duas patas dianteiras erguidas, segurando uma flor murcha.
Bai Lian perguntou: — Vai comê-la?
O coelho de jade balançou a cabeça imediatamente. — Haw!
Ergueu a flor e escreveu no chão com as orelhas, claramente soletrando: “Salve-a!”
Bai Lian pegou a flor e a escaneou com seu sentido divino. Logo percebeu que se tratava de uma flor-demônio moribunda.
Ela olhou para sua Habilidade Médica: 6 pontos.
De que adiantaria?!
Não poderia curar a flor!
Deveria tentar alimentar a flor-demônio com pílulas medicinais?
Bai Lian olhou para a flor por muito tempo, mas não encontrou uma forma de alimentá-la. Ela nem tinha certeza se sua medicina funcionaria nela.
— O que há de errado? — perguntou Bai Lian novamente.
O coelho de jade de repente ficou furioso.
Ergueu-se, socou o ar e depois apertou seu pescoço com as orelhas.
Será que ia bater na flor-demônio assim?
Bai Lian ficou atônita.
Não, não era hora para tais pensamentos.
Seu olhar se deslocou, e ela viu a árvore torta fora da janela.
— Sim!
Lembrou-se do Patriarca da Árvore de Sangue.
O Patriarca da Árvore de Sangue poderia saber como salvar a flor-demônio.
— Venha comigo.
Bai Lian conduziu o coelho de jade em direção à Montanha Zhuyan.
Capítulo 107: O Coelho de Jade Está Bravo!
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The Eldest Martial Sister Gave Up Treatment
Bai Lian, a irmã sênior do Pico Qiongming da Seita Duxian, é pura como o jade e incomparável em beleza. Conhecida como uma Santa Natural, é admirada e...