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A Espada que Corta as Trevas

Capítulo 1

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Houve um estrondo, depois telhas voaram, fumaça escapou pela fresta da porta, por último eu saí da forja aos tropeços. Tossi, fui empurrado, caí e fiquei onde estava enquanto tossia ainda mais. Ling Wang vinha atrás, ele havia me empurrado e conseguiu até tropeçar em mim na saída, sua cara estava escura pela fuligem e seus cabelos parcialmente queimados. Não aguentei e rir.

 

— Aiya! Está parecendo uma galinha queimada, Xiao Ling!

 

— Ha,ha! Você não está melhor Wu-gege!

 

Isso não me desanimou e continuei rindo até a segunda explosão me assustar. A estrutura da casa estremeceu, vigas rachando, metade do teto desabou. Me arrastei para fora enquanto a casa caía, literalmente.

 

— Aiya, acho que a proporção de ferro negro e opala mística não estava certa.

 

— Wu-gege acha? — ele ergueu as sobrancelhas meio chamuscadas e eu ri mais um pouco.

 

— Pelo sete céus, não dá para te levar a sério com essa cara!

 

Me sentei ainda rindo, sendo meio chutado e meio empurrado por um Ling Wang muito zangado, embora tal ação só fortalecesse a comicidade da sua situação. Evidente dizer que minha felicidade ruiu, tal como a casa em chamas, quando ouvi o som do portão, de ferro da entrada, sendo aberto. Seu rangido, como uma orca rouca, fez meu sorriso murchar no rosto e suor frio descer pelo meu dorso.

 

Lentamente, me virei, meus dentes apertados e meu coração martelando alto em meus ouvidos. Torci para não ser o meu mestre quem havia chegado, afinal o velho Fei Ying me cortaria em tiras e me fritaria naquela fogueira que transformei sua forja.

 

E lá veio, como um anúncio de minha falta de sorte, o som de sua voz ranzinza:

 

— O quê, diabos, aconteceu com a minha forja?

 

Fechei os olhos, já imaginando o meu velório, meu caixão sendo cremado junto ao meu corpo sem nenhum parente para dizer algo bom ou amoroso, essa era a parte ruim de ser órfão. Engoli em seco.

 

— Shifu Fei? — gaguejei.

 

— Bai HuoWu! — ele vinha em minha direção, seu rosto metamorfoseado numa máscara de fúria.

 

— Eu posso explicar, Shifu! — me levantei num salto em puro desespero.

 

— Não posso te deixar sozinho nunca? Por que você sempre explode as coisas? Hã?!

 

— Não foi por querer! Como ia adivinhar que na temperatura de 80 graus o ferro negro vira uma espécie de explosivo? Inclusive isso é interessante, talvez num recipiente que forneça a temperatura adequada e propicie a modulação de pressão, vire uma bomba em miniatura. – comentei já tirando o lápis de trás da orelha, eu sempre andava com ele, vai que eu tinha uma ideia brilhante?!

 

— Isso pode funcionar. — o ancião cofiou seu longo bigode branco, parecia refletir sobre a minha ideia, metade de sua raiva tinha sumido e ele parecia animado. — Traga-me papel e tinta, posso esboçar um protótipo!

 

Assim a casa queimada foi esquecida, já que a percepção de fazer mais um equipamento patenteado e receber muitas encomendas de cultivadores e, bem, ganhar muitos taéis de prata fazia o velho quase gargalhar de alegria. Ele me deu uns tapinhas na cabeça.

 

— Meu discípulo favorito, hã?! Vá, vá queime o que quiser, desde que isso te traga mais ideias. — saltitante como uma criança, meu mestre se afastou já contabilizando o quanto ganharia.

 

— Escapou por pouco, hein?! — comentou Ling Wang se aproximando.

 

— Nem me diga, melhor você apagar o fogo, Xiao Ling.

 

— Eu?

 

— Sim, você ouviu, sou o discípulo favorito.

 

Ling Wang me deu um tapão tão forte que eu quase caí.

 

— Xiao Ling, pelos sete céus, que mão pesada!

 

— Cale a boca e me ajude a pegar os baldes e enchê-los da água do poço, para apagar essa confusão que VOCÊ fez.

 

Eu dei um sorriso amarelo e segui meu bom amigo, afinal, um incêndio não se apagava sozinho.

 

Infelizmente.

 

	Estava sentado confortavelmente num galho bem no alto da mangueira, ao lado da casa queimada do meu mestre

 

Estava sentado confortavelmente num galho bem no alto da mangueira, ao lado da casa queimada do meu mestre. Eu estava pegando um solzinho e relaxando. Ontem, trabalhei como um condenado.

 

“Bai HuoWu apague o fogo que você começou”.

 

“Bai HuoWu varra as cinzas, culpa sua que a casa pegou fogo”.

 

“Bai HuoWu monte a tenda do mestre e esquente a água”.

 

Aiya! Eu me sentia um escravo! De qualquer forma, hoje era um novo dia, hora de frisar as minhas conclusões sobre o meu pequeno “experimento”, também conhecido como “queimando a casa do mestre”. Cocei a cabeça e retirei o lápis de trás da orelha.

 

Ponto 1: ferro negro e a opala mística não se misturam adequadamente. Ponto 2: os pontos de fusão diferem demais. Ponto 3: a instabilidade do ferro negro é tão grande que é até perigoso. Mastiguei a madeira macia do lápis. Deve existir algo que quando misturado ao ferro dê estabilidade ao material.

 

Mas o quê?

 

Eu poderia riscar esse ingrediente e pensar em outra coisa mais tradicional, mas a minha obra-prima, a qual me destacará como um prodigioso ferreiro, só virá se eu inventar uma liga metálica poderosa o bastante para uma arma divina. Muitos antes de mim já sonharam com isso: fazer algo tão único que ninguém nunca mais conseguirá copiar, algo que fará uma arma mágica se tornar divina. Um golpe de sua lâmina faria as montanhas se ajoelharem e cortaria até as nuvens do céu. Um artefato realmente digno de um cultivador imortal.

 

Só de imaginar isso, fazia meu coração acelerar de empolgação, dançando em meu peito e me enchendo de pensamentos. Virei as páginas da caderneta de anotações. Haviam desenhos aleatórios e ideias vagas que tive e nunca mais voltei para aprimorar, eu retornaria a elas mais tarde. Parei admirando os traços finos, delineando uma espada reta, sem adornos, mas dono de uma elegância que impressionava a visão, havia padrões na lâmina, arranjos que aprimorariam o metal. Eu tinha a estética pronta para a minha primeira espada divina, só faltava consegui fazê-la. Suspirei.

 

Fechei a caderneta e desci da árvore, eu precisava clarear a mente e também já era hora.

 

Abri um sorriso, nada melhor que uma distração para iluminar a mente e purificar o espírito.

 

 

Notas:

 

Shifu: significa mestre.

 

Xiao: nesse caso não é nome, é como Bai HuoWu se refere à Ling Wang, que é mais novo que ele.

 

Gege: utilizado para se referi a um amigo mais velho, que é como um irmão.

Capítulo 1
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A Espada que Corta as Trevas

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Bai Huo Wu é um aprendiz de ferreiro ganancioso, que deseja um dia forjar uma espada poderosa o bastante para fazer as montanhas se ajoelharem. Uma espada que o faria ser convidado para ser um dos...

Chapters

  • Capítulo 2
  • Capítulo 1
  • Parte 1 - Arco A Espada da Luz
  • Prólogo

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