Capítulo 3 – O Peso da Esperança
TOPÁZIO:
Nova Orleans despertava mais uma vez.
As ruas começavam a se encher de pessoas, os sons do jazz surgiam pelos bairros e a cidade seguia seu ritmo acelerado.
Mas, antes mesmo que o dia começasse para muitos, Enzo já estava trabalhando.
Aos 18 anos, ele conhecia bem o significado de cansaço.
TOPÁZIO:
Na cozinha onde trabalhava, Enzo preparava pratos, organizava ingredientes e ajudava todos ao seu redor.
Mesmo cansado, ele sempre fazia seu melhor.
Chef do restaurante:
“Enzo, você chegou cedo novamente.”
Enzo:
“Se eu posso aprender algo novo ou ajudar alguém, então vale a pena.”
Chef do restaurante:
“Você tem talento. Já pensou em trabalhar em um grande restaurante algum dia?”
Enzo:
“Eu penso em algo maior.”
Chef do restaurante:
“Maior?”
Enzo:
“Eu quero ter o meu próprio restaurante. Um lugar onde as pessoas entrem e sintam que encontraram um lar.”
TOPÁZIO:
Depois de horas trabalhando na cozinha, Enzo ainda tinha outras tarefas.
Ele fazia entregas pela cidade, carregava caixas e economizava cada moeda que conseguia.
O corpo pedia descanso.
Mas seu coração continuava lembrando do sonho.
Enzo:
“Mais um dia terminado… mais um passo perto do meu objetivo.”
TOPÁZIO:
Quando o sol começou a desaparecer no horizonte, Enzo finalmente voltou para casa.
Seus passos eram lentos.
Seus braços estavam cansados.
Mas ainda havia esperança em seus olhos.
Eudora:
“Enzo, você chegou. Como foi seu dia?”
Enzo:
“Foi difícil, mãe. Mas eu consegui passar por ele.”
Eudora:
“Você precisa se cuidar também.”
Enzo:
“Eu vou, mãe. Só preciso continuar um pouco mais.”
Eudora:
“Às vezes eu queria poder tirar um pouco desse peso dos seus ombros.”
Enzo:
“Você já tira. Só de estar comigo, já me dá força.”
TOPÁZIO:
Depois do jantar, Enzo subiu para seu quarto.
O silêncio tomou conta da casa.
Pela primeira vez naquele dia, ele não precisava correr.
Não precisava trabalhar.
Não precisava fingir que estava tudo bem.
Ele apenas ficou ali.
TOPÁZIO:
Enzo caminhou até a janela.
Do lado de fora, ele observava as luzes de Nova Orleans brilhando na noite.
Via restaurantes cheios, pessoas sorrindo e famílias aproveitando momentos juntos.
Por alguns segundos, ele imaginou seu próprio restaurante naquele lugar.
Um lugar construído pelas suas próprias mãos.
Enzo:
“Eu consigo imaginar…”
(ele coloca a mão no vidro da janela)
Enzo:
“Um lugar onde as pessoas entram felizes. Onde elas criam lembranças. Onde o sonho do meu pai continua vivo.”
TOPÁZIO:
Mas naquele momento, a realidade voltou.
O quarto simples.
As poucas economias.
O longo caminho pela frente.
Uma sensação apertou seu coração.
Não era apenas cansaço.
Era o medo de não conseguir.
Enzo:
“Será que eu vou conseguir?”
(fica em silêncio olhando para o céu)
Enzo:
“Eu estou tentando tanto…”
TOPÁZIO:
Uma lágrima quase caiu, mas Enzo respirou fundo.
Ele não queria desistir.
Ele só precisava de um sinal de que estava seguindo o caminho certo.
Enzo:
“Meu Deus…”
(fecha os olhos)
Enzo:
“Me ajuda a realizar meus sonhos.”
Enzo:
“Me dá força para continuar quando eu estiver cansado.”
Enzo:
“Eu só quero honrar tudo que meu pai acreditou que eu poderia ser.”
TOPÁZIO:
Naquela noite, Enzo não recebeu uma resposta em palavras.
Mas algo dentro dele continuava dizendo para não desistir.
Porque às vezes os maiores sonhos começam exatamente nos momentos em que parece mais difícil continuar.
E Enzo ainda não sabia…
Que seu pedido seria ouvido.
E que o destino estava preparando uma mudança que ele jamais poderia imaginar.
Fim do Capítulo 3.
Capítulo 3 – O Peso da Esperança
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TOPÁZIO em O Príncipe é o Sapo
Em TOPÁZIO em o Príncipe é o Sapo
Na vibrante cidade de Nova Orleans, durante a década de 1920, vive Enzo, um jovem de 18 anos, inteligente, determinado e extremamente trabalhador, que...