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Love from the Male Protagonist’s Harem

Capítulo 6 – Roupas Encantadas

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🟡 Em breve

A mulher atrás de Xia Ge de repente a puxou para baixo, rolando com ela para debaixo da mesa. Imediatamente, ouviu-se o som cortante de vários projéteis atingindo a cadeira. A mesma cadeira onde Xia Ge estivera confortavelmente deitada agora estava cravejada com cinco dardos pentagonais verde-escuros reluzentes!

A mulher desconhecida sussurrou em tom baixo:

— Ou eu te mato.

Xia Ge ponderou sobre a própria segurança. Com uma adaga pressionada contra seu pescoço e a boca coberta, decidiu que sua melhor opção no momento era obedecer docilmente.

E Xia Ge não sabia se era impressão ou não, mas parecia ouvir o som de uma flauta ao longe.

“Ah, tanto faz. Quem se importa com quem tem tempo e tranquilidade pra sair tocando flauta no meio da noite?” — Xia Ge precisava descobrir como sair daquela situação ridícula em que havia se enfiado.

Então, de seu ponto de vista debaixo da mesa, Xia Ge viu o que parecia ser uma estranha marionete feminina vestida de cinza, com olhos sem vida. Ela escalou pela janela aberta e entrou no Pavilhão Siguo. Logo acima, Xia Ge ouviu os passos abafados da criatura caminhando sobre a mesa.

Esqueça formular um plano. Em uma fração de segundo, a mente de Xia Ge ficou em branco…

“…Ah, merda, eu passei o dia inteiro pra terminar uma única cópia do Danxun!!”

“Essa idiota não vai pisotear ele, né?!”

Talvez percebendo o nervosismo de Xia Ge em seus braços, a mulher voltou a sussurrar de forma ameaçadora:

— Não se mexe, pirralho.

Xia Ge tinha sido bem comportada até então, ignorando a sensação desconfortável da lâmina fina contra seu pescoço. Mas não conseguiu evitar a reação às palavras da mulher, com o canto da boca tremendo.

“…Pirralho?”

“Pirralho?!”

Talvez por causa da obediência de Xia Ge, a mulher soltou um leve suspiro de alívio. Nesse momento, a marionete de cinza pulou da mesa com agilidade. Presa debaixo da mesa, Xia Ge só conseguia ver os pés da criatura.

A música da flauta pareceu se apressar.

Enquanto isso, a mulher que ameaçava Xia Ge aparentemente não ouvia a melodia, concentrada apenas nos movimentos da marionete.

O Pavilhão Siguo, que guardava uma importante coleção de livros de Danfeng, fora construído no interior da montanha. A parte externa era usada pelos discípulos punidos para copiar textos, mas os livros valiosos ficavam ocultos em uma câmara escavada dentro da pedra, acessível apenas aos discípulos internos de Danfeng, por meio de seus pingentes de identificação.

Observando as botas cinza da marionete, Xia Ge teve uma sensação de familiaridade, embora não conseguisse lembrar de onde conhecia. As botas primeiro circundaram a cadeira transformada em porco-espinho por dardos, como se estivessem verificando se havia alguém ali. Os movimentos da marionete ficaram lentos, quase mecânicos, e ela não detectou as duas pessoas escondidas sob a mesa. Após se certificar de que “ninguém” estava por perto, começou a se mover numa direção específica, em um ritmo frustrantemente lento.

Xia Ge viu, sob a mesa, as botas cinza avançando em direção à porta interna. Percebendo que a marionete pretendia atravessar aquela porta, também notou a respiração acelerada da mulher atrás de si — e a lâmina contra seu pescoço começou a tremer.

A hora era agora!

Xia Ge lançou a cabeça para trás, tentando se afastar da adaga. No entanto, o movimento foi grande demais, e a parte de trás de sua cabeça acertou algo… indescritivelmente macio.

A mão da mulher que a segurava congelou por um segundo. Sem se importar nem um pouco com o lugar onde havia batido, Xia Ge levantou a mão e afastou o pulso da oponente que segurava a adaga. Então, com um giro ágil, dominou a mulher misteriosa, torcendo-lhe o braço para trás — um contra-ataque quase instantâneo!

Sem vergonha nenhuma da força que havia desenvolvido como mendiga, brigando por cada grão de arroz, Xia Ge manteve firmemente a mão da garota presa, tomou a adaga e a balançou no ar com um sorriso presunçoso, como uma adolescente mimada:

— Nossa, os peitos da Irmã são bem macios, hein.

Mas agora que de fato havia subjugado a estranha, Xia Ge percebeu, meio atrasada, que sua inimiga era apenas um pouco mais alta do que ela. Pelo porte, parecia uma garota de uns quinze ou dezesseis anos.

— Maldito fedelho nojento!

Empurrada e imobilizada pelo pirralho que antes estava em seus braços, Chu Yao tentou se recuperar do choque de ter seu busto atacado. Ela nunca sequer tocava naquela área, nem quando se banhava. E agora… havia sido apalpada?!

Por um pirralho!!

E o que aquele anãozinho tinha acabado de dizer?!

Ela precisava matá-lo imediatamente!!!

Infelizmente, a marionete cinza claramente detectou o movimento e, num piscar de olhos, voltou a ficar diante da mesa!

Assim, o orgulho imenso de Xia Ge não durou muito. Sentindo algo errado, ergueu os olhos… e encarou dois olhos brancos, girando e vazios, aterrorizantes.

— Merda!

Assustada com aqueles olhos horríveis, Xia Ge afrouxou o aperto. Chu Yao bufou, praguejando em silêncio. Com um rápido golpe de costas, jogou Xia Ge no chão e, com toda a força, desferiu um chute no rosto de olhos brancos. Talvez movida por uma fúria descomunal, o chute foi tão potente que lançou a marionete cinza para longe!

— Thump—

Arremessada com violência ao chão, Xia Ge sentiu como se todos os ossos das costas estivessem se quebrando, e o peito, sufocando. Ainda mais assustador do que a dor foi ver a marionete voar como uma pipa com as asas quebradas, resultado direto do chute matador da garota assassina.

Smack, smack, smack. A marionete cinza bateu em várias mesas de madeira de pereira antes de colidir com a parede num último bang. O impacto foi tão forte que, quando escorregou até o chão, deixou até a marca do corpo na parede.

Xia Ge: “……”

Chutar algo com tanta força que a criatura deixou um molde na parede… embora fosse uma ideia criativa, Xia Ge achava que já tinha visto o bastante por hoje.

“Garota, você não devia estar usando roupas escuras e andando por aí como uma assassina.”

“Você devia estar num ringue de boxe, aperfeiçoando seus golpes!”

“Ou, se preferir, o karatê profissional também tá em alta!”

“Mas assassina?! Isso definitivamente não combina com você!”

“Principalmente se for pra matar uma plebeia como eu!”

Era ainda uma ilusão? Quando a garota assassina de preto chutou o fantoche cinza contra a parede, não parecia que o som da flauta havia cessado?

Fraco, tênue, como um sopro de nada.

Mas, comparado à música de flauta desconcertante, havia uma preocupação de segurança bem mais imediata.

Xia Ge fez uma careta, esforçando-se ao máximo para formar um sorriso ‘bondoso’:

— Aquele chute da Irmã foi realmente incrível.

“Então, bela Irmã, será que dá pra parar de pressionar o meu peito?”

“Já é achatado o bastante. Se continuar pressionando, vai desaparecer de vez!”

Talvez sentindo o lamento silencioso no coração de Xia Ge, Chu Yao parou de pressionar o ‘peito plano’. Em vez disso, agarrou Xia Ge pela frente das roupas, arrastando-a para fora de debaixo da mesa.

Embora tivesse ignorado a profunda tristeza que era o busto de Xia Ge, a mão de Chu Yao acabou pegando justo pela gola da garota.

De certo modo, Xia Ge sentiu que a assassina estava insultando sua pessoa.

Sem dúvida!

“Acaso Xia Ge não tem seu orgulho? Uma pessoa pode até ser morta, mas não humilhada!”

— Ei, pirralho.

O tom da garota era gélido e evidentemente ansioso. À luz do luar que caía sobre ambas, Xia Ge conseguiu perceber com clareza a fúria assassina preenchendo os olhos da outra. Apesar de um lenço preto cobrir seu rosto, os dois grandes e belos olhos amendoados de Chu Yao estavam expostos quando ela ergueu Xia Ge pela gola, colocando as duas à mesma altura.

— Más notícias… o que acha, como devo matar você?

— Olhos amendoados cor de castanho claro encaravam Xia Ge, transbordando intenção letal e irritação.

Convencida de que estava prestes a enfrentar sua batalha final, Xia Ge exclamou:

— Irmã mais velha é muito bonita, e seu coração e temperamento devem ser ainda melhores… então tenho certeza de que não vai me matar.

— Ha. — Chu Yao zombou. — Sinto muito, mas embora eu seja boa em muitas coisas, meu temperamento é péssimo!

— Aiya, Irmã, por que tanta raiva? Se ficar tão zangada o tempo todo, vai acabar ficando com rugas. Olhe pra mim, não estou com raiva — raciocinou Xia Ge, pensativa. — Uma jovem moça devia ser mais generosa. Eu só esbarrei, foi só isso. Pra quê tanto rancor? Além disso, nem usei as mãos.

Veias azuis se destacaram na mão de Chu Yao que segurava a gola de Xia Ge.

“Aquele pirralho desgraçado queria usar as mãos agora?!”

— Você — ainda — tem — a — cara — de — pau — de — falar?!

Quando ela já tinha visto alguém tão sem vergonha assim?!

Fitando o pirralho, Chu Yao hesitou. E então o pequeno atrevido falou, com dificuldade:

— Assim não vai dar certo. Que tal isso: deixo você me tocar e ficamos quites.

Xia Ge fechou os olhos, com uma expressão nobre e sofredora de sacrifício humano:

— Mas vamos combinar uma coisa: não pode tocar de graça. Depois de se vingar, não pode me matar.

As palavras do pirralho eram tão absurdas que Chu Yao ficou entre irritada e incrédula. Ela riu sarcasticamente:

— Acho melhor mandar você direto pro inferno — sem enrolação —

— Mas você já me apalpou, como ainda pode me matar?! — Xia Ge arregalou os olhos. — Como pode ser tão sem palavra?!!

Chu Yao teria ficado menos furiosa se aquele pirralho maldito tivesse tentado assassiná-la, do que com o fato de ter se aproveitado e manchado sua pureza!

— Quem apalpou?! Eu não toquei em você!!

— Tocou sim! Ainda tá me tocando agora! Me solta! Meu peito foi violentado, ah-ah-ah-ah——

Gritando aos berros, Xia Ge continuou:

— Minha pureza foi corrompida——

Chu Yao olhou para baixo e percebeu que ainda segurava o outro pelas lapelas.

Ela arremessou o pirralho chorão longe, o rosto corando sob o lenço preto:

— Quem corrompeu sua pureza?! Eu preferia tocar num cachorro sarnento na rua do que num anãozinho feito você! Quem mandou ser tão baixo assim— espera aí……

Quase explodindo de raiva, Chu Yao gritou:

— Você é um garoto fedorento, não tem pureza pra ser manchada!!

Xia Ge, tendo recuperado a liberdade, era como um peixe de volta à água. Sorridente, girava o punhal roubado na mão:

— É claro que uma Irmã bonita pode corromper a inocência deste jovem rapaz.

— Pirralho imundo! — rosnou Chu Yao com um tom sinistro.

— Aiya, se a Irmã bonitinha passar os dias matando e brigando assim, nunca vai conseguir se casar — disse Xia Ge, com o que considerava um sorriso encantador, desviando o olhar por um instante. De repente, teve um estalo: — Ah, aliás, a Seita Lingxi não tem aquele ensinamento?

— Tipo, se alguém salva sua vida, você se entrega de corpo e alma?

— Prometer casamento? — Chu Yao bufou. — Muito incômodo. Que tal eu usar cinco cavalos pra esquartejar você?

A música fraca da flauta de repente se elevou intensamente nos ouvidos de Xia Ge.

Seus olhos se tornaram afiados no mesmo instante.

Mas o sorriso no rosto permaneceu:

— Cinco cavalos? Muito sangrento. Como dizem, pra se casar bem, uma moça deve ser gentil e delicada.

Chu Yao ainda não havia respondido quando o pirralho sentado sobre a mesa, com os pés balançando no ar, de repente atirou o punhal na direção dela!

“Como esperado, esse desgraçadinho não presta!”

E bem infantil também. Será que achava mesmo que Chu Yao seria pega com um arremesso reto de punhal—-

Inclinando-se para o lado, Chu Yao desviou facilmente da lâmina, mas antes que pudesse fazer alguma piada, o pirralho já estava batendo palmas e olhando por trás dela.

— Ah, Irmãzinha, já que salvei sua vida, não vai retribuir minha bondade com devoção?

Rasga—-

O som de tecido sendo cortado pelo punhal surpreendeu Chu Yao. Ao virar a cabeça, suas pupilas se contraíram.

Em algum momento, o fantoche cinza havia se aproximado silenciosamente por trás de Chu Yao. Com um cutelo levantado numa das mãos, olhos brancos e o rosto retorcido de forma grotesca.

 E Chu Yao nem sequer havia sentido sua presença!

O punhal roubado pelo pirralho agora estava cravado no chão atrás do fantoche. Felizmente, o cutelo erguido da criatura permaneceu imóvel. Chu Yao notou o corte no ombro do boneco, junto à completa ausência de sangue.

……Roupa encantada.

O som da flauta havia desaparecido.

Com a mão apoiando o queixo, Xia Ge sorriu para Chu Yao.

— Irmãzinha, vamos deixar assim. Não precisa me agradecer com seu corpo. Mas seus olhos são tão lindos… não quer me dizer, ao menos, seu nome?

= =

Milhares de quilômetros dali.

A lua e as estrelas não brilhavam nas profundezas de uma floresta negra e interminável.

Uma jovem vestida de vermelho segurava uma flauta de osso em sua delicada mão branca, um nó vermelho sangue na extremidade da flauta dançando ao vento.

— Fracasso.

Ela murmurou para si mesma, voz melodiosa e suave, comparável a pérolas e jade caindo numa bandeja, com a última sílaba prolongando-se como o gosto final de um vinho refinado. Silenciosamente, desapareceu na floresta.

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Vestindo o sistema de upgrade de jogo dentro de um romance stallion, Xia Ge sentiu que estava sufocando. Depois de pensar muito, Xia Ge, que conhecia bem o enredo, decidiu agarrar...

Chapters

  • Capítulo 10 – Continente do Vento e da Lua
  • Capítulo 9 — Um Pãozinho no Vapor Por Dia
  • Capítulo 8 — Sem Verdade, Não Há Confiança
  • Capítulo 7 – Ossos Maravilhosos
  • Capítulo 6 – Roupas Encantadas
  • Capítulo 5 – Arroz Frito com Frango
  • Capítulo 4 – Reflexão Séria Sobre As Próprias Falhas
  • Capítulo 3 – A Origem do Garanhão
  • Capítulo 2-Peixe Tropical Salgado
  • Capítulo 1 - Atividade Ilícita

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