CAPA REBORN

Reborn as a RockStar (2ª edição)

01. Morto durante o sexo?

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Lin Shan escutou um gemido arrastado e sentiu uma dor intensa vindo de seu quadril. Sentiu o rosto molhado, lágrimas escorriam dos seus olhos. Era a primeira vez em toda sua vida que se sentia tão lamentável. Lamentavelmente em êxtase.

Ainda com dificuldade, conseguiu abrir os olhos apenas para encontrar o rosto de um belo homem acima dele, suado, sarado, com o par de mãos em torno de seu quadril.

— Oh, você acordou! Pensei que não ia acordar mais, princesinha — O homem bonito deu risadinha zombeteira. — Gosta tanto de ser fodido assim?

Ainda sem entender, quando tentou abrir a boca, não teve tempo de pensar antes que outro gemido saísse, ainda mais alto que o anterior. Então, ele pôde entender que tipo de situação estava.

Havia um homem dentro dele agora.

E era bom pra caralho.

Seu corpo estava formigando, dolorido, quente, mas queria mais. Ele queria ser fodido. Como queria.

Os gemidos ficaram ainda mais altos. Aquele tipo de sensação, um prazer absoluto, não conseguia expressar em palavras e mesmo que pudesse. Caralho! Só sairiam gemidos de sua boca. Apesar da confusão, decidiu que iria se aproveitar daquilo. Com dificuldade, agarrou os cabelos da outra pessoa e puxou o seu rosto para perto, tomando aqueles lábios para algo ainda mais poderoso. Certamente, ele poderia gozar ali mesmo.

O homem bonito hesitou com a atitude diferente de seu parceiro, mas logo se esvaiu e ele retribuiu o beijo, puxando-o para seu colo e mudando de posição, com estocadas ainda mais fortes.

— Porra, a esta altura continua me apertando? — O outro, também, mal conseguia falar.

Suas mãos desceram até o pescoço do homem, apertando suavemente. Um suspiro manhoso. Um deleite para seus ouvidos. Oh, ele sempre quis fazer isso, ainda que fosse completamente curvado, nunca teve oportunidade para tal. Deve-se aproveitar tais momentos raros.

— Porra… assim mesmo… mais forte, Cheng Ge…

Cheng Yin estreitou os olhos e não se conteve mais. Vendo os olhos nublados sem direção de Ling Shan e sendo tão proativo, decidiu também aproveitar um desses raros momentos que se conectavam. Cada vez ele o apertava mais. Aquilo estava ainda melhor do que nos outros dias. Do que qualquer outra vez. Sua melhor transa, em alguns anos. Cheng Yin tirou os cabelos do rosto, jogando-os para trás. Ele riu frívolo.

— Fique de quatro.

Lin Shan, como um cão obediente, seguiu as ordens de seu mestre. E, de repente, ele sentiu um tapa descer em suas nádegas. Outro gemido alto ecoou. Nem ele mesmo sabia que poderia soltar um som tão vergonhoso. Ou melhor, que isso fosse tão prazeroso.

Cheng Yin segurou mais forte a cintura de seu amante. Sentiu seu pau ser contraído, apertado ainda mais. Achou que estava em uma situação difícil, mas aquilo estava escalando para o céu — ou melhor, para o inferno. Era o tipo de tortura de que gostava e sempre estava sedento por mais.

Não muito depois, ambos caíram na cama exaustos. O gozo ainda escorria de dentro de Lin Shan. Seu corpo tremia, a respiração descompassada.

Fazia quase duas horas que estavam rolando na cama. Tudo começou com uma briga, ele arrastando o cantor para o hotel. Era difícil dizer quando Ling Shan abaixou suas calças para chupá-lo ou quando saíram da banheira para a cama. Mais difícil dizer em que momento passou a desejar fodê-lo com ainda mais vigor. Na verdade, era difícil dizer qualquer coisa sobre Ling Shan naquela noite.

Cheng Yin se levantou logo em seguida e foi direto para o banheiro sem dizer uma única palavra ao seu companheiro. De todo modo, ainda estavam com raiva um do outro.

Lin Shan finalmente conseguiu pensar.

Após manter sua mente em branco por um tempo, lembrou-se de quem era. Um homem que apenas alguns minutos antes estava em uma loja de guitarras. Onde ele estava? Um quarto de hotel? Sua memória estava fodida depois da pandemia, mas lapsos? Quando havia evoluído a este ponto?

E, tratando-se de guitarras, foi um milagre ter conseguido juntar dinheiro para poder comprar uma para si, com apenas um emprego de meio período recebendo apenas quinhentos dólares por mês e ainda dar um jeito de pagar as despesas de casa.

Havia acabado de pagar o financiamento da faculdade de astronomia e barrado em toda entrevista de emprego e oportunidade possível. Assim, compreendeu finalmente o que sua mãe disse quando era mais novo.

“Apenas estudar não vai te levar a nada.”

O aprendizado veio com a experiência em receber tantos “não”. E isso não foi por falta de tentar, mas porque, quando não exigia experiência, já estava banido antes mesmo de começar. Sua língua maldita pode ter ajudado um pouco nisso.

“Diga-me, como conseguirei experiência se não tiver oportunidade!?”

Então, após quase dois anos se matando para conseguir um emprego, ele desistiu e desistiu de tudo e foi atrás daquilo que amava. Seu verdadeiro sonho: música. Lin Shan queria ser ouvido.

Bem, sua mãe também lhe disse uma vez:

“Por maior talento que tivesse, se não houver uma oportunidade de ouro, você nunca terá uma carreira na música, Shan’er. Desista…”

Mas Lin Shan não a ouviu. Depois de tentar tudo, viu a oportunidade surgir em meio às recentes redes sociais. As transmissões ao vivo lhe deram a oportunidade de cantar num palco. Assim que conseguiu juntar dinheiro para ir atrás de seu sonho, ele foi comprar a guitarra dos seus sonhos.

Mas que tipo de destino haveria de ter? Os céus são cruéis! Parecia que ele não foi feito para a sorte! Havia algum jeito de xingar os descendentes dos céus?!

No instante em que estava pagando aquela SG Custom, de milhares de dólares, a vida zombou de sua pessoa: uma luz branca se aproximou, vidros se partiram e seu corpo foi esmagado na parede com o atendente daquela loja. Felizmente, a adrenalina e seu cérebro se juntaram para não o permitir sentir dor. Parecia apenas um sonho. Ao menos os deuses foram misericordiosos com ele durante a morte.

Uma morte digna de filmes. Uma morte digna de um livro.

Lin Shan se sentou na cama e respirou fundo, olhando para a porta do banheiro.

— Que vida de merda…

A história do dono original de seu atual corpo também era uma merda. Ele se chamava Ling Shan e, por ironia do destino, ele era uma renomada estrela do rock, ou melhor, a principal estrela da música em todo o mundo. Um homem cuja fama era ainda maior que a do rei do pop em seu mundo e mais popular que peixe num tanque pequeno. Nos últimos seis anos, o jovem de vinte e quatro anos emplacou um sucesso atrás do outro e sua rentabilidade chega na casa dos sete dígitos — o que claramente um pobretão como Lin Shan nunca soube o que é.

Um verdadeiro gênio, ele diria.

Geralmente, astros do rock não têm uma idade tão jovem ou possuem tal fama exagerada. Mas, para esse garoto, as palavras feias e questionamentos eram como zumbidos de abelha, ele só se importava com a música e seus fãs.

Quando não estava escrevendo uma música ou praticando, estava fazendo um show que arrastava multidões. Música para ele era como respirar. Realmente era admirável o empenho e a alegria com que ele tinha com sua profissão. Ele fazia jus àquela frase… ao se trabalhar com o que gosta, o trabalho acaba se tornando mais um hobby.

O talento realmente não é nada se você não der um passo adiante ou tiver a oportunidade de ouro. Sua mãe era um tipo de sábio recluso que saiu ao mundo humano para ter alguma experiência?

Infelizmente, para escalar o Monte Tai, não é possível encontrar um elevador. O problema de Ling Shan era único. Um problema que tinha pernas, uma cabeleira loira e o fodia quase todas as noites, e este problema estava tomando banho agora.

Cheng Yin.

Um homem ambicioso que cresceu com ele no mundo da música e o transformou no que ele é hoje. Como empresário, nunca teve uma única reclamação. Ele era alguém competente e sempre conseguiu os melhores resultados e contratos para seu artista. Desde pequenas apresentações até shows internacionais, Cheng Yin fez o máximo que pôde para ele. Provavelmente, na visão de Ling Shan, Cheng Yin era o primeiro de seu enorme grupo de fãs. Quem não admiraria um talento raro como ele?

Infelizmente, o problema também está nessa mesma linha. Ling Shan sempre foi apaixonado por Cheng Yin. Foi o típico amor à vista por parte do músico, no entanto, a primeira troca de palavras entre eles foi bem incomum.

— Gostei de você, quer transar?

— Tudo bem.

“Louco. Loucos. Insanidade pura!”

Ainda que Cheng Yin tenha se assustado com a ousadia de um garoto recém-completos dezoito anos, uma década mais novo que ele, aceitou a proposta, pois o garoto era exatamente o tipo de pessoa de que gosta. Foi cavalheiro do início ao fim, pois queria manter uma boa impressão para Ling Shan, que era um tanto ingênuo na época.

Foram anos de um relacionamento que sobreviveu à base de sexo. Nenhum deles, sequer uma vez, chegou a conversar com o outro adequadamente, apenas usavam os corpos para conversarem.

Brigas? Vamos transar para fazer as pazes. Recompensas? Vamos, faça um boquete para mim! Comemorações? Me foda, Cheng Yin! Tristeza? Me coma na varanda do hotel!

Um ouroboros infernal!

Contudo, Ling Shan queria mais da pessoa pela qual se apaixonou. Infelizmente, para ele, Cheng Yin manteve uma posição fria. Naquela época, quando confessou seus sentimentos, a resposta do homem partiu seu coração da maneira mais dolorosa possível.

— Penso que você está se iludindo, garoto. A única coisa que quero com você fora do trabalho é o sexo. O sexo com você é divertido.

E, para sua grande fortuna cármica, poucos dias após essa declaração intensa, Cheng Yin anunciou seu noivado.

Tudo bem se fosse com uma mulher desconhecida, no entanto, essa mulher era sua própria irmã mais velha. Ling Shan não suportou esse tipo de reviravolta. Para se manter firme tanto no palco quanto na vida, o garoto que tinha apenas vinte anos caiu perante as drogas e o álcool.

A mídia não viu nada. Sua família não percebeu nada. Ele aguentou tudo sozinho e aguentou a pressão vinda de seu trabalho por muito tempo. Ling Shan subiu várias vezes ao palco ainda drogado ou bêbado, mas ninguém percebia. Às vezes, um fã ou outro fazia um comentário analisando a imagem de seu ídolo, mas nunca buscavam até o fim.

 

►O ídolo está com um olhar tão vazio

► A-Ling, não se esforce demais. Cuide de sua saúde.

 

Mesmo sofrendo, não conseguia largar o sentimento por Cheng Yin. Vê-lo todos os dias não ajudava em nada. E Ling Shan o queria — e como o desejava. Mesmo que fosse apenas sexo, queria estar próximo dele, agarrava-se a toda oportunidade para estar próximo. Queria-o tão intensamente que era impossível descrever. Chegava a ser um sentimento irracional.

No entanto, teve um dia em que o músico se cansou. Estava exausto de tentar. Foi num breve momento de clareza que ele se envolveu com outro cantor. E quando Cheng Yin soube, causou uma grande destruição para ele. A notícia de sua morte abalou profundamente o mundo musical. A carta de suicídio foi tão suspeita que Ling Shan desconfiou, mas não podia acreditar.

Seu Cheng Yin não seria capaz daquilo.

Para Cheng Yin, Ling Shan era apenas seu, ninguém mais poderia tocá-lo, certo?

Depois disso, outro sentimento foi adicionado ao seu relacionamento: medo. O medo das atitudes de Cheng Yin e o apego àquele sentimento de possessividade de seu amado afundaram ainda mais aquele jovem gênio. O consumo de drogas e álcool cresceu cada vez mais. Seu comportamento se tornou mais feroz e imprudente. Ling Shan, para provocar seu homem, começou a flertar com outros em sua frente.

O ciúme de Cheng Yin aumentou e ele sempre ficava alerta quando seu artista estava próximo de outros homens. Esse sentimento de ‘estar sendo cuidado’ foi a ruína de Ling Shan. Suas atitudes ficaram mais perigosas, de pequenos flertes, Ling Shan subiu para relacionamentos mais íntimos e Cheng Yin aos poucos foi enlouquecendo.

A possessividade de uma fera vendo seu alimento ser tomado tomou conta de sua mente e, cada vez que ele flagrava seu pequeno amante com outra pessoa, Cheng Yin o jogava na cama e o punia de diferentes formas. Ling Shan parecia ainda mais louco. Ainda que ele estivesse sendo espancado, forçado e humilhado, parecia estar preso àquilo tudo.

Finalmente tinha a atenção de seu amado.

“Quão dependente ele havia se tornado?”

Lin Shan colocou os pés no chão, a cabeça entre as mãos e os cotovelos escorados no joelho. Essa história é muito maluca… aliás… Cheng Yin não percebeu que, por algum tempo, estava transando com um cadáver?

“A luxúria é realmente perigosa…”

A água no banheiro foi desligada e não demorou muito para uma beleza escultural sair de lá. Cheng Yin, na casa dos trinta, tinha uma aparência que em seu mundo teria a especificação de: “CEO arrogante”, “chefe dominador”, “homem tirânico”. Algo que homens e mulheres gostavam de colocar em um altar e adorar. Alguém que homens e mulheres fariam fila para ter uma noite.

Mas o que mais lhe chamou atenção de Lin Shan foram suas oito repartições extremamente orgulhosas em seu abdômen e seus belos lábios grossos em seu rosto bonito. Lin Shan também apreciou sua barba por fazer e suas frias íris quase acinzentadas.

Assim como um homem curvado que era, sentia-se realmente orgulhoso por estar com um homem desses, embora ele não fosse melhor que um pedaço de merda. Ele realmente conseguia entender o porquê de Ling Shan gostar desse homem, ele era a aparência de um homem perfeito. Se não soubesse de seus comportamentos frívolos, desumanos e criminosos, seria enganado facilmente por ele. Seu pomo de adão subiu e desceu algumas vezes antes de desviar o olhar.

Ele era apenas a desgraça vestida de virtude.

— Esteve animado hoje, Shan. O que houve? Não parecia ser somente o afrodisíaco. — Do outro lado do quarto, ele se aproximava.

— Não é nada. — Lin Shan olhou para baixo, notando algo endurecido em suas pernas. Não estava em seu juízo perfeito.

— Oh… Parece que não está satisfeito! — O homem chegou por trás, mordendo o lóbulo de sua orelha.

O calor de sua respiração fez Lin Shan arrepiar-se. O toque de sua grande mão na cintura fez o homem virgem até algum tempo atrás derreter.

Até vir para este corpo, Lin Shan nunca havia sido tocado tão intimamente. Ele foi pego de surpresa quando abriu os olhos. Geralmente, nos romances de transmigração, as pessoas eram transmigradas em momentos normais. Talvez tenha sido a primeira na história alguém transmigrar bem na hora do sexo. Ainda que fosse doloroso, quando o homem atingiu seu ponto de prazer, houve um pequeno alívio e ele começou a focar nisso.

Talvez ele gostasse desse tipo de dor.

“Lin Shan, não sabia que você era um grande masoquista!”

Cheng Yin levava sua mão até seu membro, mas logo Lin Shan o interrompeu.

— Cuido disso sozinho. Temos que chegar ao aeroporto ou vamos nos atrasar. — Lin Shan o olhou friamente.

Ele afastou aquela mão de seu corpo e se levantou, indo nu direto para o banheiro e fechou a porta com força. Cheng Yin é um homem perigoso de muitas formas. Ligou o chuveiro tentando afastar todos os seus pensamentos.

A primeira coisa que devia fazer era se afastar desse problema.

 

01. Morto durante o sexo?
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Reborn as a RockStar (2ª edição)

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Em sua vida passada, Lin Shan sempre sonhava com o dia em que ele subiria ao palco como uma estrela popular da música. Infelizmente, desistiu de seu sonho e foi cursar astronomia....

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  • 01. Morto durante o sexo?
 

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