Capítulo 7
Vicenzo abre os olhos devagar e se espreguiça, em seguida olha em direção a janela e pode ver os raios de sol penetrando o quarto através das brechas laterais da cortina. O alfa sorri, satisfeito após ter conseguido o seu prêmio e passar uma noite prazerosa com Eugene.
– Eugene, está com fome ? – ele questiona e se vira para o lado, mas a cama está vazia. O alfa franze o cenho, desconfiado, e se levanta.
– Eugene ? – Vicenzo o chama novamente e tudo continua silencioso. Ele veste a cueca rapidamente e sai do quarto, procurando por Eugene. Ao sair para fora, vê um dos seguranças parado de costas.
– Ei, você!
– Senhor, precisa de alguma coisa ? – o homem se vira em direção a ele.
– O ômega, onde ele está ? – Vicenzo questiona, visivelmente irritado.
– O Sr. Eugene já foi, senhor.
– E quem deu permissão para deixá-lo ir ? – o alfa segura o homem pela camisa, quase o tirando do chão.
– N-não recebemos nenhuma ordem de mantê-lo aqui, por isso pensei que… – ele balbucia assustado.
– Porra! Estou cercado de incompetentes! – Vicenzo o empurra para longe, quase jogando o homem para fora do iate, e volta para dentro. Não deixaria aquele ômega fugir tão facilmente.
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Vicenzo abre a porta da sala do gerente de forma brusca, assustando o homem.
– Sr. DiNozzo… d-deseja alguma coisa ? – ele se levanta rapidamente e usa um tom dócil.
– Quero a chave reserva do quarto duzentos e doze!
– Senhor, mas porquê precisa da chave ? – o homem questiona confuso e recebe um olhar furioso do alfa, que está prestes a perder a paciência.
– Apenas me dê a maldita chave!
– S-sim! – ele vai até sua mesa e abre uma das gavetas, pegando o cartão de acesso. Ao entregar o objeto, Vicenzo sai apressado, indo em direção ao elevador de serviço. O gerente desmorona sobre a cadeira ao vê-lo sair e dá um longo suspiro aliviado, por pouco não acabou indo dormir com os peixes.
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Ainda no elevador, Vicenzo encara impaciente os números acima da porta. Parecia que estava esperando há uma eternidade.
– Vamos logo… – ele resmunga e alguns segundos depois, as portas se abrem. O alfa caminha apressado pelo corredor, quase correndo, e finalmente chega ao quarto de Eugene. Vicenzo posiciona o cartão à frente da fechadura e entra abruptamente no cômodo, apenas para encontrá-lo vazio.
Vicenzo vai até o closet, com a esperança de ver suas roupas ali, mas também está vazio. Ele havia sumido de novo e bem debaixo do seu nariz.
– Cazzo! – o alfa grita e joga o abajur que estava sobre a mesa de cabeceira contra a parede.
– Você não vai fugir de mim, Eugene…
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– Senhor, onde deixo essas caixas ? – o funcionário do hotel questiona ao entrar no quarto carregando duas caixas de papelão.
– Coloque em cima da mesa, por favor. – Eugene aponta em direção a mesa. O rapaz concorda com a cabeça e põe as caixas no lugar.
– Precisa de mais alguma coisa ?
– Não, pode ir. Obrigado. – Eugene põe a mão no bolso, tirando uma cédula de valor considerável e entrega ao rapaz.
– Por favor, não hesite em chamar se precisar de algo. – ele acena com a cabeça e sai do quarto. Ao ficar sozinho, Eugene se aproxima de uma das janelas e deixa um longo suspiro sair. Agora que já havia dado o que Vicenzo tanto queria, toda aquela loucura chegaria ao fim e ele teria um pouco de paz para concluir seu projeto. Ainda sim, havia um gosto amargo em sua boca, deixando-o inquieto.
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Parado em frente a janela da sala de estar, Vicenzo bebe um pouco de Bourbon, enquanto observa o céu noturno. Por alguma razão, desde que Eugene sumiu sem dizer uma palavra, a ansiedade tomou conta do seu peito e graças a isso não conseguia focar no trabalho.
– Eu vou te achar, Eugene. Não pode se esconder no meu território. – o alfa sussurra e desvia o olhar para o líquido marrom em seu copo, em seguida bebe tudo de um só gole, com a esperança de que o álcool ajudasse a amenizar aquela sensação ruim.
Ainda impaciente, Vicenzo vai até o aparador, onde bebidas luxuosas ficam expostas e a disposição. Ele deixa o copo sobre o móvel e pega a garrafa de Bourbon, servindo-se de mais uma dose. Enquanto faz isso, sente o celular que estava em seu bolso vibrar, ele rapidamente pega o aparelho e vê a mensagem do seu secretário.
Na mensagem, ele informa o nome do hotel e o endereço onde Eugene está, além de mais algumas informações. Vicenzo sorri e guarda o celular no bolso, saindo apressado de dentro da casa e deixando seu copo para trás. O alfa vai até a garagem e pega um dos vários carros de luxo que coleciona e segue em direção ao endereço. Não podia esperar nem mais um minuto sequer para vê-lo.
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Em um dos raros momentos onde pode relaxar, Eugene mata o tempo assistindo um filme qualquer na tv do hotel, até que ouve alguém bater à porta de repente. O ômega acha desconfia, mas mesmo assim se levanta e se aproxima da porta.
– Quem é ?
– Serviço de quarto! – a voz masculina do outro lado responde. Eugene confere rapidamente através do olho mágico na porta e vê um dos funcionários do hotel com um carrinho de comida.
O ômega acaba abrindo a porta, com a intenção de esclarecer o mal entendido, mas ao fazer isso, o rapaz é empurrado para longe e Vicenzo, que parecia furioso, invade o quarto com uma arma na mão.
– O que está fazendo aqui ? – sem entender o que estava acontecendo, Eugene questiona assustado, enquanto se afasta. Sabia que se tentasse usar a força contra Vicenzo, perderia. Estava sem saída.
O alfa empurra a porta com força, que se fecha em um estrondo, e guarda a arma atrás das costas. Ele encara o ômega com um olhar frio e meio perdido, como se estivesse fora de si.
– Você precisa ir. Agora! – o ômega grita e aponta para a porta. O alfa o ignora e se aproxima de repente, encurralando Eugene em um canto do quarto. Ele o puxa pela cintura, para perto do seu corpo e olha fixamente em seus olhos, sem dizer nenhuma palavra.
Eugene fica ansioso e tenta se soltar, mas o olhar de Vicenzo o deixa sem forças. Sentia como se seu corpo estivesse em chamas.
– Vicenzo… – ele balbucia com a voz embargada. O alfa deixa um longo suspiro sair e aproxima seu rosto, quase roçando seus lábios contra os dele.
– Este é o meu território, Eugene. Não pode se esconder de mim aqui. – Vicenzo sorri, com uma certa malícia, e o beija. Não deixaria aquele ômega escapar de novo.
Capítulo 7
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Abismo
Vicenzo DiNozzo, o jovem chefe da máfia local, se vê inesperadamente obcecado por Eugene. Um ômega de personalidade difícil e cercado por mistérios.
A princípio, Vicenzo acreditava que...