Capítulo 8
– N-não… – Eugene murmura entre o beijo, tentando se afastar.
– Shh… – Vicenzo o segura pela nuca e insiste no beijo. Mesmo tentando resistir, o ômega acaba se deixando levar por ele e seguindo seu ritmo. Sempre que sentia seu toque, era como se perdesse todo o seu auto controle.
Durante o beijo, o alfa libera seus feromônios e o envolve em seus braços, puxando o corpo de Eugene para mais perto do seu. O ômega deixa um gemido abafado escapar e se encolhe, sentindo seu ânus palpitar.
– Vicenzo… – Eugene sussurra ofegante e se afasta, tentando recuperar o fôlego. O alfa o pega no colo de repente, sem dar brecha para que o ômega ponha seus pensamentos em ordem, e o leva para cama. Vicenzo o recosta gentilmente sobre o colchão e se acomoda entre suas pernas.
– Lindo. – Vicenzo murmura ao ver o seu rosto corado e a ereção em seu pijama. Queria se enterrar dentro dele o quanto antes.
– E-espera… – Eugene estende a mão esquerda, tentando afastá-lo, mas sente que seu corpo está sem forças para reagir. O alfa apenas sorri e leva sua mão até a boca, beijando a palma dela com delicadeza.
– Eugene, não me mande embora. – Vicenzo usa um tom doce e o encara com um olhar tristonho, que faz o coração do ômega derreter. Mesmo sabendo que tudo era encenação, não podia mandá-lo embora.
– Acordei sozinho naquele quarto, sabe o quão triste me senti ? – ele franze o cenho e inclina-se sobre Eugene, enquanto suas mãos avançam por debaixo do seu pijama. Ao chegar em seus mamilos, Vicenzo começa a provocá-lo, estimulando a região.
– Precisa me consolar, Eugene. Assuma a responsabilidade. – o alfa sorri e desliza a ponta da língua sobre seus lábios.
_______________
Eugene abre os olhos devagar, meio confuso e sonolento, ele gira o corpo para o lado e se depara com Vicenzo sentado de frente para a cama, com os olhos fixos nele.
– Que susto! – ele grita assustado, sentindo seu coração acelerado.
– Você dormiu bastante, já é quase noite. – o alfa se levanta e pega uma garrafa de água, entregando ao ômega.
– Por que ainda está aqui ? – ele questiona sem rodeios.
– Porque eu quero. – Vicenzo força um sorriso gentil, aquele tipo de sorriso que irrita qualquer um.
– Eu já te dei o que você queria, agora vá embora! – Eugene lança a garrafa de água contra o alfa, que mesmo podendo desviar do objeto, deixa que ele o acerte.
– Eugene, você ainda não entendeu, não é ? – Vicenzo sorri, dessa vez com uma certa perversidade, e se aproxima da cama. Ele agarra o rosto do ômega e o traz para perto do seu.
– Isso só acaba quando eu estiver satisfeito.
– Vai se foder, DiNozzo! – Eugene o encara com um olhar furioso e gira o rosto para o lado. O que mais odiava eram alfas que tentavam impor suas vontades a todo mundo.
– Tome um banho e vista uma roupa. Meus homens estão vindo para levar suas coisas. – ele fala de um jeito indiferente e segue em direção a porta.
– Quê ?!
– Eles vão te levar de volta para o meu hotel.
– Eu não vou a lugar nenhum! – ele protesta, já chegando ao limite da sua paciência.
– Se não quiser ir, eu posso te obrigar a sair. A escolha é sua. – Vicenzo sorri e sai, antes de que Eugene pudesse dar uma resposta ou jogar outro objeto nele.
– Filho da puta… – o ômega murmura e se deita novamente.
_______________
– Fale, rápido. – Vicenzo ordena ao atender a ligação.
– Senhor, já trouxemos todos os pertences do Sr. Salvatore e já o acomodamos no quarto que pediu. Mais alguma coisa ?
– Como ele está ?
– Mal humorado, mas aceitou a mudança.
– Certo, bom trabalho. – o alfa sorri e desliga em seguida.
– Qual o motivo desse sorriso tão largo ? – Lorenzo, primo e um dos homens de confiança de Vicenzo, se aproxima com um olhar curioso. Era difícil vê-lo de bom humor, principalmente quando um negócio tão grande estava acontecendo.
– Está atrasado. – O alfa gira o rosto em sua direção e o encara com a expressão mal humorada de sempre.
– Tinha alguns assuntos pendentes.
– Espero que não tenha feito uma bagunça. – Vicenzo sorri e estende a mão direita.
– Sabe que sou cuidadoso. – Lorenzo também sorri e agarra sua mão, cumprimentando o alfa.
– Agora chega de conversa, vamos entrar. – ele guarda o celular no bolso da calça e segue em direção a entrada do discreto bar no final da rua. Lorenzo suspira, sentindo-se um pouco cansado e o segue logo depois.
_______________
Dia seguinte.
Enquanto comia o seu café da manhã, Eugene ouve a porta da frente se abrir. Ele se levanta e vai conferir o que estava acontecendo, dando de cara com Vicenzo, que estava um desastre.
– Bom dia, Eugene.
– Você tem um sério problema com espaço pessoal, sabia ? – o ômega revira os olhos e volta para a mesa. O alfa apenas ri e o segue, parando em frente a mesa.
– Pelo menos esses idiotas são pontuais. – ele brinca e pega um pedaço de pão e mergulha no potinho com geleia de morango.
– Não disse que pode comer. – Eugene o repreende e dá um tapinha no dorso da sua mão. Vicenzo enfia o pão na boca de uma vez e mastiga rápido.
– Eu paguei por isso, sabia ?
– Não é problema meu.
– A comida está do seu agrado, Sr. Salvatore ? – Vicenzo apoia a mão esquerda sobre a mesa e inclina-se em direção ao ômega, chegando bem perto do seu rosto.
– A comida é boa, mas a companhia deixa a desejar. – Eugene força um sorriso gentil.
– Assim você me magoa, Eugene. Vim direto do trabalho para te ver.
– Trabalho ? – ele questiona em um tom irônico e ri.
– Bom, um homem precisa fazer o que é preciso para sobreviver. – O alfa dá de ombros e se afasta, indo em direção ao banheiro.
– Ugh… idiota! – Eugene resmunga e revira os olhos mais uma vez.
– Quer tomar banho comigo ? – o alfa aparece de repente na porta, apenas de cueca. O ômega se surpreende, ficando corado até as orelhas.
– Nem morto! – ele grita e se levanta, pegando seu casaco e saindo apressado, deixando a comida para trás. Vicenzo deixa um longo suspiro sair, mas logo depois ri. Era divertido provocá-lo.
Capítulo 8
Fonts
Text size
Background
Abismo
Vicenzo DiNozzo, o jovem chefe da máfia local, se vê inesperadamente obcecado por Eugene. Um ômega de personalidade difícil e cercado por mistérios.
A princípio, Vicenzo acreditava que...