Capítulo 10 — O Primeiro Encontro
O sábado chegou mais rápido do que Ravi imaginava.
Desde cedo, ele caminhava de um lado para o outro no quarto.
Em cima da cama havia várias roupas espalhadas.
Um suéter lilás.
Uma camisa branca.
Uma calça jeans clara.
Um casaco bege.
Ravi olhava para tudo completamente indeciso.
Ravi: — Mãe…
Helena apareceu na porta do quarto.
Ao ver a bagunça, levou a mão à testa e começou a rir.
Helena: — Pelo visto alguém está muito nervoso.
Ravi fez um biquinho.
Ravi: — Eu não sei o que vestir…
Helena caminhou até a cama.
Pegou um suéter lilás claro e uma calça branca.
Sorriu.
Helena: — Esse combina com você.
Ravi olhou a roupa.
Ravi: — Não está muito simples?
Helena: — Ravi…
Ela segurou delicadamente o rosto do filho.
Helena: — Você sempre fica bonito sendo você mesmo.
O jovem sorriu, um pouco envergonhado.
Ravi: — Obrigado, mamãe.
Enquanto isso…
Na mansão dos Albuquerque.
Damião descia as escadas vestindo uma camiseta preta, uma jaqueta esportiva azul-marinho, calça jeans escura e tênis branco.
Seu pai levantou os olhos do jornal.
Augusto: — Está elegante.
Damião sorriu.
Damião: — Vou encontrar um amigo.
Beatriz apareceu na cozinha.
Beatriz: — O bailarino?
Damião ficou surpreso.
Damião: — Como a senhora sabe?
Ela riu.
Beatriz: — Você sorri diferente quando responde às mensagens dele.
Damião coçou a nuca, um pouco sem graça.
Damião: — Mãe…
Beatriz aproximou-se e ajeitou a gola da jaqueta do filho.
Beatriz: — Divirta-se.
E seja gentil com ele.
Damião sorriu.
Damião: — Sempre.
Em frente ao parque
O local escolhido por Damião era um parque famoso por seus jardins, lago e cafés.
Era tranquilo e bonito.
Perfeito para um primeiro passeio.
Damião chegou alguns minutos antes.
Olhou o relógio.
Depois para a entrada.
Até que avistou Ravi caminhando.
O jovem ômega usava o suéter lilás escolhido por Helena.
Os cabelos roxos estavam levemente presos, deixando alguns fios caírem sobre o rosto.
Seu jeito delicado de caminhar chamava a atenção de quem passava.
Quando viu Damião, abriu um sorriso doce.
Ravi: — Oi…
Damião ficou alguns segundos admirando o bailarino.
Sem perceber, sorriu também.
Damião: — Oi.
Você chegou.
Ravi inclinou levemente a cabeça.
Ravi: — Espero não ter feito você esperar.
Damião: — Nem um pouco.
Na verdade…
Acabei de chegar.
Os dois sabiam que era mentira.
Damião já esperava havia quase quinze minutos.
Mas não queria que Ravi se sentisse culpado.
Os dois começaram a caminhar pelo parque.
No início, o silêncio apareceu.
Os dois estavam um pouco envergonhados.
Até que Ravi olhou para um grupo de patos nadando no lago.
Seus olhos brilharam.
Ravi: — Que bonitinhos!
Ele aproximou-se da cerca de madeira para observá-los melhor.
Damião sorriu ao ver a empolgação do ômega.
Damião: — Você gosta de animais?
Ravi: — Muito.
Principalmente cisnes.
São elegantes…
Fortes…
E parecem dançar quando nadam.
Damião ficou alguns segundos olhando para Ravi.
Depois sorriu de canto.
Damião: — Combina com você.
Ravi virou o rosto, curioso.
Ravi: — Comigo?
Damião: — Sim.
Você também é elegante quando se move.
Às vezes parece que está dançando mesmo quando só está caminhando.
Ravi ficou completamente vermelho.
Desviou o olhar para esconder a vergonha.
Ravi: — Você fala umas coisas…
Damião deu uma risada baixa.
Damião: — É porque estou falando a verdade.
Ravi sorriu timidamente.
Pela primeira vez, percebeu que, ao lado de Damião, o nervosismo começava a dar lugar ao conforto.
E Damião, enquanto caminhava ao lado do pequeno bailarino, tinha a sensação de que aquele passeio era apenas o começo de muitos outros que viveriam juntos.
Capítulo 10 — O Primeiro Encontro
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Em uma das maiores competições de talentos da Coreia, artistas e atletas disputam reconhecimento diante de uma plateia lotada e de jurados exigentes.
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