Capítulo 2 — O Rei das Águas
O relógio marcava cinco horas da manhã.
Enquanto boa parte de Seul ainda dormia, um enorme centro esportivo já estava iluminado.
O som da água sendo cortada ecoava pela piscina olímpica.
Um jovem nadava em velocidade impressionante.
Cada braçada era precisa.
Cada virada era perfeita.
Os treinadores acompanhavam em silêncio.
Quando ele terminou a última volta, saiu da piscina com tranquilidade.
A água escorria pelo seu corpo forte e bem definido, resultado de anos de treinamento intenso.
Seus cabelos negros estavam molhados e bagunçados.
Os olhos castanhos transmitiam confiança.
Era impossível não notar sua presença.
Afinal…
Aquele era Damião, um alfa de 21 anos considerado um dos maiores talentos da natação do país.
O treinador sorriu ao conferir o cronômetro.
Treinador Kang: — Novamente abaixo do tempo.
Damião pegou uma toalha e passou pelos cabelos.
Damião: — Ainda não foi suficiente.
O treinador riu.
Treinador Kang: — Você nunca está satisfeito.
Damião: — Porque ainda posso melhorar.
O treinador cruzou os braços.
Treinador Kang: — É exatamente por isso que você é campeão.
Uma família influente
Depois do treino, Damião voltou para casa.
Sua residência parecia uma mansão.
Um enorme jardim cercava a propriedade.
Na garagem descansavam carros de luxo.
Ao entrar, encontrou o pai lendo um jornal enquanto tomava café.
Seu pai, Augusto, era um empresário muito conhecido.
Sua mãe, Beatriz, administrava diversas fundações beneficentes.
Apesar da riqueza, os dois faziam questão de ensinar humildade ao filho.
Beatriz: — Bom dia, querido.
Damião aproximou-se e beijou a testa da mãe.
Damião: — Bom dia.
Augusto abaixou o jornal.
Augusto: — Como foi o treino?
Damião: — Normal.
Beatriz riu.
Beatriz: — “Normal”, para você, significa quebrar outro recorde?
Damião sorriu de canto.
Damião: — Talvez.
Os três riram juntos.
O café da manhã
A mesa estava repleta de frutas, ovos, pães integrais e sucos naturais.
Damião começou a comer.
Seu pai o observava.
Augusto: — O campeonato nacional de talentos começa amanhã.
Damião assentiu.
Damião: — Eu sei.
Augusto: — Estão dizendo que atletas do país inteiro estarão lá.
Beatriz: — Não apenas atletas.
— Bailarinos.
— Músicos.
— Patinadores.
— Ginastas.
— Artistas de todos os tipos.
Damião sorriu.
Damião: — Vai ser interessante.
Um amigo inesperado
Na saída da mansão, uma buzina chamou sua atenção.
Era seu melhor amigo, Caio, um beta de 22 anos e também nadador.
Caio: — Demorou, campeão!
Damião entrou no carro.
Damião: — Culpa da minha mãe.
Ela fez panquecas.
Caio: — Você nunca resiste.
Damião: — Nem vou tentar.
Os dois riram.
Enquanto dirigiam até o centro esportivo, Caio comentou:
Caio: — Ouvi dizer que o campeonato vai ter apresentações de balé.
Damião deu de ombros.
Damião: — Nunca assisti.
Caio: — Dizem que é bonito.
Damião: — Talvez eu veja, se sobrar tempo.
Mais um treino
De volta à piscina, Damião mergulhou novamente.
A água parecia seu verdadeiro lar.
Enquanto nadava, tudo ao redor desaparecia.
Não existiam preocupações.
Nem pressão.
Apenas ele…
E a piscina.
Depois de quase duas horas, saiu da água completamente exausto.
O treinador entregou uma prancheta.
Treinador Kang: — Amanhã não é apenas uma competição.
É uma oportunidade para mostrar quem você é.
Damião sorriu com confiança.
Damião: — Eu vou vencer.
O treinador deu um leve sorriso.
Treinador Kang: — Tenho certeza disso.
O início de uma nova história
Naquela mesma noite, Damião organizou sua mochila de competição.
Touca.
Óculos.
Uniforme.
Medalhas antigas que carregava como lembrança.
Antes de dormir, olhou pela janela de seu quarto.
Sem saber, no mesmo instante, Ravi também se preparava para o campeonato.
Dois jovens.
Dois mundos completamente diferentes.
Um vivia entre palcos e sapatilhas.
O outro entre piscinas e medalhas.
Capítulo 2 — O Rei das Águas
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Entre Passos e Ondas
Em uma das maiores competições de talentos da Coreia, artistas e atletas disputam reconhecimento diante de uma plateia lotada e de jurados exigentes.
Entre eles está Ravi, um ômega de...