Capítulo 52: Uma cerimônia de casamento atrasada
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He Zhou entregou o sequestrador a Feng Lan antes de se despedir de sua família e voltar para a vila com Wen Renyi.
Após passar por dois incidentes semelhantes e finalmente descobrir os motivos por trás deles, as famílias aristocráticas decidiram unanimemente que as crianças ficariam melhor se adiassem a escola por enquanto, refugiando-se em casa.
A atuação de He Zhou durante esse incidente foi tão marcante que várias pessoas começaram a perceber a importância dos Mestres de Matrizes. No entanto, também houve quem começasse a desconfiar: por que o sequestrador queria especificamente He Zhou?
À medida que os acontecimentos se desenrolavam, o departamento especial convocou uma reunião com várias famílias e seitas. Como líder da Seita Zheng Mo, Wen Renyi também foi naturalmente convidado a participar.
He Zhou voltou a frequentar a escola e, como não fazia sentido manter Gars e Auster na vila, o jovem mestre decidiu deixá-los também frequentar as aulas.
Ding Zhi e Ye Xiao não tinham visto He Zhou nos últimos dias e sabiam que ele estava lidando com assuntos importantes, então não ousaram incomodá-lo. Agora que finalmente o viram novamente, ambos ficaram muito felizes…
He Zhou observou os esforços deles no cultivo e continuou a dar conselhos. Também os advertiu, como antes, para que prestassem muita atenção ao ambiente ao redor e mantivessem o cultivo físico em segredo até que fosse absolutamente necessário. Embora não soubessem o motivo, ainda tinham as palavras de He Zhou na mente.
Agora que as circunstâncias se tornaram assustadoras, He Zhou não queria envolver eles em seus assuntos.
Quando a noite chegou, He Zhou voltou para a vila, enquanto Wen Renyi já tinha retornado do departamento especial. Gars e Auster conseguiram comer outra refeição preparada por He Zhou antes de voltarem silenciosamente para seus quartos.
Depois, He Zhou e Wen Renyi foram para o dormitório. Quando He Zhou viu a expressão descontente de Wen Renyi, depositou um beijo entre suas sobrancelhas e perguntou:
— O que aconteceu?
Assim que os lábios de He Zhou se separaram, Wen Renyi o abraçou rapidamente e o beijou nos lábios, sugando suavemente antes de invadir sua caverna de forma tirânica, provocando e excitando He Zhou com carinho.
Os dois já tinham experimentado o maravilhoso cultivo dual. Pouco depois, um sentimento ardente surgiu entre eles. Quando Wen Renyi afastou os lábios de He Zhou, ele beijou seu pescoço e suspirou sem fôlego:
— Ainda não tomei banho.
Wen Renyi o pressionou contra a cama, seus olhos profundos olhando diretamente nos de He Zhou. No fundo daqueles olhos parecia haver uma corrente interminável de afeto. Era tão intenso que parecia capaz de derreter qualquer um. A voz de Wen Renyi era insondavelmente suave e bela quando pronunciou:
— Vai ser a mesma coisa depois do banho, de qualquer forma.
O Jovem Mestre talvez tenha recusado superficialmente, mas, na verdade, ele também compartilhava o mesmo pensamento. E assim, se enredaram um no outro e, juntos, se entregaram a uma atividade apaixonada.
A resistência dos dois era igualmente forte enquanto se reviravam nos lençóis até a meia-noite. Quando terminou, o jovem mestre estava tão exausto que nem queria se mexer, então Wen Renyi se deleitou em levá-lo para o banho. Depois de esfregar um pouco aqui e outro ali, Wen Renyi não resistiu e o devorou novamente.
Depois que tudo acabou, He Zhou se deitou nos braços de Wen Renyi. Apesar de terem terminado uma sessão de sexo desenfreado e pegajoso, que fazia seus olhos parecerem um pouco lânguidos, ainda havia um resquício de clareza e sabedoria neles.
— He Zhou. — Os longos dedos de Wen Renyi deslizaram-se pelas feições de He Zhou, as pontas dos dedos repousando sobre a parte superior do seu rosto, que se tornou extremamente suave. — Simplesmente não gostei de como te trataram.
— Você está falando sobre o que aconteceu naquela noite em que queriam me entregar para o canalha? — He Zhou sorriu levemente. — Foi algo racional a se fazer.
— Não. — Os olhos de Wen Renyi ficaram frios e penetrantes. — Eles já sabiam que você tinha algo que a cabeça demoníaca queria, e embora a maioria não concordasse, ainda existe um pequeno grupo que acredita que, quando chegar a hora, te deixar partir significaria preservar a vida de todos.
He Zhou riu inesperadamente. — Não precisa ficar bravo com isso. Eles estão certos. O diabo quer o colar que eu uso, e só eu tenho a capacidade de desfazer esse colar.
Wen Renyi o abraçou com mais força. — Não importa o que aconteça, eu sempre estarei aqui para você.
O Jovem Mestre olhou em seus olhos sinceros e sentiu um momento de paz e prosperidade em seu coração. Ter Ah Yi ali com ele era realmente o melhor.
Nos dias seguintes, a cabeça demoníaca não fez mais movimentos, e os dias pacíficos de He Zhou foram restaurados. Wen Renyi parecia ter ficado ainda mais “grudento”. Saía do trabalho no horário todos os dias e, sempre que iam dormir, agarrava-se firmemente a He Zhou.
Não era que o Jovem Mestre desgostasse dessa posição para dormir, mas ele já estava acostumado a dormir livremente. Agora, com essa nova postura imposta, precisou de um tempo para se adaptar.
O cultivo dual também foi se tornando gradualmente uma atividade mais natural para os dois.
A vida desinibida dos dois era observada por Gars, que morava sob o mesmo teto que eles. Após o jantar, Gars, que bebia vinho tinto no sofá, se virou para olhar He Zhou.
— Quando vai nos liberar? — Gars mostrou seus dois caninos. — Não quero mais ser alimentado com comida de cachorro todo dia.
He Zhou engasgou ao ouvir isso e respondeu:
— Na verdade, só estou preocupado com a sua segurança.
He Zhou havia lançado um feitiço de restrição sobre os dois, de modo que, embora ainda pudessem realizar suas tarefas diárias, não podiam ter nenhuma comunicação com o mundo exterior. Além disso, em caso de acidente, He Zhou seria o primeiro a ser avisado.
Gars havia traído a organização, então talvez esse assunto já fosse conhecido pelo demônio. E, se fosse assim, seria impossível para o demônio pensar em deixar Gars livre. Quanto a Auster, embora não fosse membro da organização, a cabeça demoníaca era um ser razoável, então não haveria como deixar Auster vivo depois de matar Gars.
Do ponto de vista de He Zhou, ficar na vila era a opção mais segura possível.
— Obrigado pela preocupação, mas eu consigo me proteger sem que vocês precisem se preocupar — disse He Zhou, com suas pupilas vermelho-pálidas olhando para Gars por um momento. — Ei, não dá pra favorecer um e discriminar o outro. Você continua deixando o Wen Ren comer carne todo dia enquanto a gente fica só olhando do banco de trás.
O significado das palavras dele fez o rosto de He Zhou esquentar. Ele entendeu o que Gars estava insinuando. Nos últimos dias, ele e Wen Renyi realmente tinham comido muita carne, mas tinham estabelecido um limite, então Gars e Auster não deveriam ter ouvido nada.
No entanto, os olhos de Gars eram penetrantes, encontrando pistas em cada pequeno movimento que faziam.
— Você já disse isso antes. Eu sou fraco demais — He Zhou refletiu por um momento antes de falar lentamente. — Mas ainda assim, eu poderia te capturar facilmente. Se eu voltasse para a organização, será que teria alguma chance? Como você lidaria com eles?
Os olhos de Gars se tornaram frios. — Não preciso que você se preocupe com isso. Sei que suas intenções são boas, mas não consigo ficar preso aqui. Sou um vampiro, não temo a escuridão.
Ele não temia a escuridão e já havia experimentado o pior tipo de dor. Neste ponto, a morte não significava nada para ele.
No final, He Zhou não conseguiu convencê-lo e só pôde assistir enquanto Gars e Auster desapareciam na noite.
Wen Renyi observou a silhueta em pé diante da janela francesa e se aproximou, abraçando-o por trás. Encostou a cabeça no ombro direito de He Zhou e disse:
— Gars tem o próprio caminho para seguir. Não importa o que escolha, acredito que não se arrependerá.
He Zhou murmurou em concordância antes de se virar e perguntar:
— No caminho para casa, você disse que tinha um presente para mim. O que é?
Wen Renyi sorriu suave e belamente. Era como se, toda vez que olhasse para He Zhou, o ar gelado que ele exalava se dissipasse. Ele segurou a mão de He Zhou e o conduziu até um quarto no segundo andar.
He Zhou não era uma pessoa curiosa. Além de conhecer bem o quarto dele e a cozinha, basicamente não tinha entrado em outros cômodos.
Wen Renyi abriu a porta e entrou junto com ele. He Zhou congelou-se instantaneamente. A cena à sua frente fez seu coração apertar um pouco, mas ainda assim ele se sentiu excepcionalmente comovido.
— É este? — perguntou.
Um sorriso surgiu no rosto de Wen Renyi. Ele puxou He Zhou em direção ao armário antigo e disse:
— Abra e dê uma olhada.
He Zhou estendeu a mão e fez o que ele disse. Sua mão cor de jade contrastava com a fina madeira mogno, fazendo suas mãos parecerem ainda mais brancas e delicadas, e as pontas dos dedos arredondadas ficavam levemente avermelhadas. Os olhos de Wen Renyi tornaram-se mais profundos.
Assim que o armário se abriu, a visão de dois belos trajes vermelhos entrou em seu campo de visão. A parte inferior, em tom bermelhão, estava bordada com fios dourados formando um padrão complexo e luxuoso, parecendo incomparavelmente requintada.
— Pode haver algumas diferenças em relação ao que você usava antes, Ah Zhou, mas isso é o melhor que consegui fazer — disse Wen Renyi, segurando a mão de jade branco dele e aproximando-a dos próprios lábios, pressionando um beijo. A luz sob a cortina vermelha projetava um tom escarlate no rosto de He Zhou.
O quarto parecia exatamente igual ao do Secta Shen Yan, e isso vinha de Wen Renyi, que só ouvira He Zhou descrevê-lo uma vez.
— Está muito bom — disse He Zhou, com um toque de carinho nos cantos dos olhos. Ele olhou nos olhos de Wen Renyi e sorriu suavemente. — Obrigado, Ah Yi.
Ele nunca tinha conhecido alguém que se esforçasse tanto para fazê-lo feliz.
Wen Renyi o beijou nos lábios. — Não pudemos celebrar uma cerimônia antes do casamento, então queria compensar isso. Tudo bem se for só nós dois?
He Zhou pouco se importava com formalidades vazias, muito menos com gente para animar a cerimônia. O que o comoveu não foi a cerimônia em si, mas a maneira como Wen Renyi o tratava.
Seus olhos pousaram na charmosa mesa de chá não muito longe deles. Sobre ela, havia itens delicados para trocar taças nupciais.
— Vamos nos vestir com eles? — Wen Renyi puxou uma das roupas de noivo bermelhas e perguntou.
A voz de He Zhou soou baixa e rouca ao responder: — Está bem.
Ele lentamente tirou a camisa e, pouco a pouco, foi tomado pelo vermelho da roupa. Sua figura esbelta parecia ainda mais marcante e refinada. Os olhos de Wen Renyi já estavam escurecidos como um abismo enquanto ele ajudava pessoalmente He Zhou a abotoar o traje de casamento. Seus dedos percorriam a pele de He Zhou, transmitindo um calor abrasador que quase queimava o coração de ambos. Esse calor se acumulava e rolava como uma corrente quente.
He Zhou raramente usava roupas vermelhas. Costumava vestir cores claras que o faziam parecer de outro mundo, impecável aos olhos dos outros. No entanto, o traje de noivo bermelho parecia realçar sua graça. Os bordados dourados delineavam desenhos delicados, acentuando sua nobre beleza. Wen Renyi, de forma natural, passou a mão pela sobrancelha de He Zhou e elogiou sinceramente:
— Está lindo.
Era ainda mais lindo do que ele tinha imaginado.
Wen Renyi também vestiu o mesmo traje e segurou a mão de He Zhou, indo até a mesa e sentando-se. Serviu dois copos de vinho frio e cristalino.
— Ah Zhou — chamou Wen Renyi.
He Zhou pegou um dos copos e bebeu ao mesmo tempo que Wen Renyi. Evidentemente, o vinho era de boa qualidade, pois uma taça afundada no estômago já havia embriagado os dois. Não estava claro se o vinho os embriagara ou se a presença um do outro era o que os deixava intoxicados.
O estado de espírito de He Zhou permaneceu emocionado naquela noite. Ele ficou olhando para Wen Renyi, com suas mangas largas, e seu coração bateu ainda mais forte. Sob a influência da embriaguez, agarrou o pulso de Wen Renyi e segurou seu queixo, inclinando-se para lhe dar um beijo.
Com um companheiro assim, He Zhou sentiu que podia morrer sem arrependimentos.
Naquela noite, o quarto se encheu de ondas vermelhas ondulantes.
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