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Love from the Male Protagonist’s Harem

Capítulo 3 – A Origem do Garanhão

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Danfeng, Pavilhão Siguo.

A luz da manhã se infiltrava pelas brumas das montanhas, atravessando o batente da janela do Pavilhão Siguo e salpicando descuidadamente os papéis de escrita espalhados sobre a mesa de madeira de pereira.

A mão de Xia Ge, segurando o pincel, tremia levemente.

Linhas vermelhas sobre papel amarelo, alguns caracteres escritos, traços de tinta desbotados — tudo isso apenas aumentava o tormento sem fim em seu coração.

Copiar o Danxun… 3000 vezes!!

3000 vezes!

Sua árvore de Liuli!

Como podia ser tão azarada…

A dor em seu peito era como uma faca se torcendo.

E qual era a razão de estar presa em circunstâncias tão trágicas?

—

Xia Ge pendurou uma folha de papel no parapeito da janela, esperando que a brisa da montanha secasse a pequena caligrafia nela, e voltou para a mesa de madeira de pereira. Pegou uma nova folha e continuou a copiar do horrível livro de capa vermelha de couro, grosso como um tijolo.

Sim, ela era uma transmigradora.

Primeiro, uma certa pessoa foi parar debaixo das rodas de um carro, sobrevivendo apenas por algum estranho golpe de sorte. Mas levou uma pancada feia na cabeça e passou dois anos em estado vegetativo numa cama de hospital. Quando finalmente acordou e teve alta, consolou-se com o pensamento de que “depois da tempestade vem a bonança”. Agora era sua vez, sua sorte mudaria para melhor, encontraria um “Sr. Perfeito” para se casar e viver feliz para sempre. Em vez disso… virou uma miserável garota pedinte num romance.

De acordo com relatos vívidos de testemunhas, o acidente de carro tinha sido realmente chocante e horrível. Porém, para ela, parecia mais ter caído em um sonho profundo.

Só que era um pesadelo.

…Acordar num hospital estéril, fedorento de desinfetante, olhar o calendário e ver que tinha perdido dois anos. Que merda…

Apesar disso, Xia Ge ainda se elogiava pela grande fortaleza mental que demonstrara ao aceitar que dois anos de sua juventude haviam ido pelo ralo.

Admirável demais.

Vendo que a tinta estava quase seca na folha no parapeito, Xia Ge a juntou à pilha de páginas já concluídas, colocou uma segunda folha cheia de escrita apertada por cima e prensou tudo com um peso de papel. Em seguida, começou sua terceira folha.

Resumindo tudo, ela era uma personagem figurante de um romance lixo. E, depois de tanto tempo nesse maldito mundo podre, ainda continuava sendo apenas um papel secundário escória — não dava nem pra ser considerada uma cebolinha de guarnição.

Mas, para ser justa, quando tinha transmigrado pela primeira vez para dentro do livro, mal tinha se abalado.

No mundo real, ela tinha um irmão mais novo chamado Xia Wuyin… muito comportado, nunca causava problemas… Enquanto Xia Ge estava no hospital, Xia Wuyin ia à escola e ainda fazia bicos para pagar as despesas médicas da irmã. O pai e a mãe deles haviam morrido precocemente, mas deixaram uma herança de bom tamanho. No entanto, Xia Ge era quem administrava o dinheiro, e após o acidente, o irmãozinho ficou em maus lençóis.

O dinheiro estava nas mãos de Xia Ge. Depois que ela sofreu o acidente, o inexperiente Xia Wuyin, recém-saído da adolescência, correu por todos os lados trabalhando para custear o tratamento da irmã mais velha.

Quando Xia Ge finalmente acordou e teve alta, os esforços do irmão não eram mais necessários. Sua vida estava de volta aos trilhos. Por isso, ela não entendia: por que, diabos, tinha transmigrado para dentro de um livro?!

Após sair do hospital, Xia Wuyin pediu para que Xia Ge não tentasse voltar ao trabalho de imediato e se recuperasse em casa. Xia Ge concordou, ficando de bobeira em casa como um peixe salgado.

E quando alguém está à toa, acaba procurando algo pra matar o tempo. Tipo ler romances e afins.

Mas, ao olhar para sua estante, Xia Ge percebeu que suas coleções de Dou X Dalou, Zhe X e Xingchen X haviam sumido completamente—

Ficou puta na hora.

Ah, dane-se, tanto faz. No fim das contas, ela que tinha roubado livros da estante do irmão. Ele deve ter se aproveitado de sua ausência e pegado de volta alguns.

Remexendo na estante de Xia Wuyin, Xia Ge se surpreendeu ao ver que os livros dele estavam bem diferentes de antes. Bem mais sérios e certinhos. O que era Economia Ocidental? Cinco Mil Anos de História Chinesa em três volumes, de Cao Yuzhang? A História do Ocidente? A estante inteira estava abarrotada desse tipo de título.

Bom… talvez fosse verdade que o sofrimento pessoal levava à transformação.

De repente, profundamente satisfeita, Xia Ge deu tapinhas nas próprias costas por ser uma irmã mais velha exemplar. Tirando livros da escrivaninha de Xia Wuyin, descobriu que não eram muito diferentes dos da estante. Como se Faz um X Ruim, Proteção Pessoal da Escola X… e outros títulos variados.

Muito bom, muito bom. O irmãozinho de Xia Ge estava afiando as habilidades. Mesmo um moleque podre desses podia virar um pilar da sociedade… igual à irmã mais velha!

Infelizmente, a felicidade de Xia-Cidadã-Exemplar-Ge durou exatos três segundos.

Na escrivaninha de Xia-Pilar-da-Sociedade-Wuyin havia um livro com uns sete ou oito centímetros de espessura, texto suficiente para ser mastigado durante meio mês. Dava até para usar como tijolo para dar na cabeça de alguém… um livro preto pirata como aqueles vendidos em qualquer banquinha—

A Beleza Infinita do Vento e da Lua.

Xia-Cidadã-Exemplar-Ge: “……”

Pulando o prefácio…

Pois é, pois é, pois é… parece que o leopardo não muda suas manchas. Por que o irmãozinho dela não era reto e incorruptível como ela?!

Ler esse tipo de romance só deturpava a mente!

E ainda por cima, uma cópia pirata! Pior ainda!

Tendo aprendido com as próprias experiências amargas, Xia Ge decidiu que, para evitar a perversão do caráter do seu irmãozinho, ela mesma testaria as águas primeiro. Iria ler o livro por conta própria. Assim, teria uma noção melhor da poluição que ameaçava seu irmão e, dessa forma — poderia tomar as medidas apropriadas!

Ah, se ela pudesse voltar no tempo, se pudesse transmigrar de novo, se ao menos…

Xia Ge com certeza penduraria Xia–Compro Livros Piratas–Wuyin de cabeça pra baixo e daria uma surra nele cem vezes!

Cem vezes!

A verdade é que Xia–Cidadã de Bem–Ge, embora fingisse abominar esse tipo de literatura vulgar, ficava bastante feliz em ler romances picantes e se deliciava com histórias viciantes.

Dizia uma coisa, mas fazia outra. Sua estante já tinha abrigado vários romances masculinos lixo, confiscados do seu irmão mais novo.

Na internet, os protagonistas desses romances eram chamados carinhosamente de—

Cachorros de dois pesos e duas medidas.

Naquela época, Xia–Dois Pesos–Ge não tinha consciência de que “dois pesos e duas medidas” era algo tão indisciplinado. Ela apenas sentia falta de seus antigos livros “top de linha” que tinham sumido sem deixar vestígios.

Porque no passado, ela jogava no lixo aquelas porcarias de romances de harém estilo “Jack Sue”, e geralmente guardava apenas os romances de “amor verdadeiro”.

Ainda assim, seus livros de “amor verdadeiro” tinham desaparecido, e não estavam na estante do irmão. Isso significava que o único romance viciante que restava para Xia Ge devorar e matar o tempo era — A Beleza Infinita do Vento e da Lua.

O título parecia romântico o bastante. Talvez o conteúdo não fosse tão ruim assim, o gosto do irmão não deveria ser tão…

Aff. Isso era uma doença sem cura? Ler sobre esses garanhões incorrigíveis e mulheres tapadas?

Xia Ge ia só dar uma espiadinha…

Xia Ge: “……”

Quase fazendo uma denúncia formal às autoridades, Xia Ge sentiu que a situação era desesperadora. Seu irmão estava perdido, e agora até ela mesma podia estar fatalmente infectada.

Asfixiante.

Se não fosse pela recomendação médica, ela já estaria no celular naquela hora…

Se ao menos sua coleção de livros de qualidade não tivesse desaparecido…

Se não fossem os dias intermináveis de recuperação e tédio…

O olhar de Xia Ge percorreu os títulos variados na estante do irmão: Economia XX, Crônicas dos 5000 Anos da História Chinesa, Direito Econômico Prático…

Até seus olhos voltarem a repousar sobre o exemplar de A Beleza Infinita do Vento e da Lua em suas mãos.

Xia Ge: “……”

Tudo bem, o irmão estava passando por dificuldades.

Mas ainda assim, ler esse tipo de romance de garanhão em que tudo dá certo pro protagonista… por que perder tempo com isso?

E Xia Ge não conseguia se lembrar de outro protagonista tão ressentido como aquele.

O pior é que ainda era um romance de harém!

Como é que personagens femininas tão maravilhosas acabavam com um protagonista masculino tão lixo?!

A raiva interminável do protagonista era visível só de passar os olhos no esqueleto do texto. Talvez fosse por isso que o Mestre da Seita XX soube, com um único olhar, que aquele protagonista tinha talento e seria alguém grandioso?!

E que protagonista mais molenga! Olhar sempre baixo, mas sonhando com as estrelas e o mar. Não é à toa que virou o líder da Seita XX. Enquanto isso, Xia Ge era uma pobre alma atropelada ao sair de casa. Ah, a diferença entre as pessoas… hahaha.

Com o rosto inexpressivo, Xia Ge continuou folheando as páginas.

O que havia de errado com os olhos dessas personagens femininas?

Como conseguiam se apaixonar por tanta baboseira?

Insistindo, Xia Ge leu mais um pouco.

Havia pontos baixos demais no começo, mas depois a história até que ficou aceitável.

A trama geral era sobre um protagonista fracassado cuja família inteira tinha sido exterminada. Com a percepção afiada de um mestre de seita e um amuleto pessoal, ele entrou para uma seita de cultivo, ficou cada vez mais incrível, cada vez mais confiante, até que mais e mais personagens femininas se apaixonaram por ele.

Xia Ge levou uns três ou quatro dias para terminar o romance.

Por que ela se deu ao trabalho de ler tudo?

Principalmente porque os personagens que orbitavam o protagonista eram fodas demais, até inspiradores. Não eram só uns Sues sem cérebro.

…Embora garotas demais tenham sido jogadas no harém, o que deixou Xia Ge desconfortável e irritada.

Por que cada mulher incrível do romance acabava com aquele canalha?

O ponto principal é que Xia Ge ainda se sentia incomodada e um pouco revoltada. A escrita do autor era muito boa. O protagonista masculino, inicialmente fraco, covarde e um pouco tsundere, também valorizava a lealdade, tinha paciência e era gentil com as irmãs mais novas—

Mas depois que ficou forte, virou um verdadeiro desgraçado. O demônio perverso sussurrando no seu coração o fazia contar calcinhas de garotas, enquanto por fora o monstro usava o sorriso amável de um cavalheiro respeitável.

Sim, o sorriso simpático de um galanteador.

Depois disso, como era de se esperar, o autor fez o protagonista colecionar todos os tipos de irmãzinhas.

Uma por uma, elas se jogavam nos braços dele, dizendo bobagens como:
— “Não importa. Eu sei que você não gosta de mim, mas me deixa gostar de você.”
— “Eu só gosto de você!”
— “Não tem problema se eu morrer por você… quem mandou eu te amar?”

E por aí vai…

Tsc. Tantas flores, e o protagonista não deixou passar uma.

Protagonista masculino: — “Foi o autor que me fez aceitar todas!”

Xia Ge: “……”

Bom, a culpa era mesmo do autor.

Originalmente, Xia Ge tinha lido o romance só pra passar o tempo. No fim das contas, por mais forçado que fosse, o livro era divertido. O autor X empurrou o harém goela abaixo, e o público engoliu. Mesmo que isso irritasse Xia Ge, ela não podia apagar a memória. Só restava rir.

Afinal, era um romance de garanhão.

E essa era a moral de um romance de garanhão. Aceita que dói menos.

Apesar disso, Xia Ge ficou surpresa consigo mesma (um modelo de virtude!), por ter lido esse tipo de livro lixo. E ainda por cima o livro inteiro!

Além disso, mesmo detestando o ponto de vista do protagonista, ela tinha até gostado da história.

Sorriso desaparecendo do rosto.jpg
Não aceito.jpg
Nunca mais leio romance de garanhão.jpg
Irmãozinho, leia de novo e vai ter as pernas quebradas.jpg

Ainda assim, como diz o ditado: “Quando Deus fecha uma porta, Ele abre uma janela.” E se Deus esquecer de abrir a janela, e você ficar tateando por aí procurando uma saída, sempre pode achar um buraco de cachorro pra escapar.

Quando Xia Ge transmigrou para esse mundo pela primeira vez, ela virou uma pequena mendiga. Infelizmente, Deus não estava prestando atenção e não abriu nenhuma janela. Até que, finalmente, depois de dois ou três anos de mendicância miserável, Deus finalmente lembrou de cavar um buraco de cachorro pra ela… Quer dizer, lembrou de lhe dar alguma esperança de vida.

Ela deu de cara com o protagonista masculino.

Ye ★ Mendigo ★ Ze ★ Protagonista

Virando mendigo depois de ter a família inteira exterminada… o protagonista masculino.

Xia Ge: “……”

Haha. Depois de amargar pedindo comida num mundo cheio de canalhas, finalmente, no terceiro ano, Xia Ge entendeu onde estava.

Ela não tinha transmigrado para outro mundo, mas para dentro de um romance.

O mesmo que tinha lido antes de transmigrar, o romance de garanhão A Beleza Infinita do Vento e da Lua.

E então, depois de encontrar o protagonista—

[Ding! Pessoa-chave encontrada – Sistema Carregando √]

[Ding! Sistema de Marionete carregado! Bem-vindo, Hospedeiro – Você chegou ao livro — A Beleza Infinita do Vento e da Lua —]

Não, você tá errado, Sistema. Aqui não tem beleza infinita da natureza… só dívida infinita, mendicância infinita, e fome infinita.
Desespero e agonia.

Creque.

O fluxo de pensamento de Xia Ge foi interrompido de repente.

A porta de madeira do Pavilhão Siguo, antes fechada, foi empurrada silenciosamente.

Um jovem de expressão severa entrou com outra pilha de papéis, caminhando até o lado da mesa de madeira de pereira, o rosto bastante sombrio.
Arrancando-se das memórias dolorosas, Xia Ge levantou o olhar com uma expressão de “nada mais importa”:
— Ah, Ye Ze.

Sim, era ele mesmo. O protagonista masculino ilimitado, o garanhão canalha em pessoa, Ye Ze.

 

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Love from the Male Protagonist’s Harem

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Vestindo o sistema de upgrade de jogo dentro de um romance stallion, Xia Ge sentiu que estava sufocando. Depois de pensar muito, Xia Ge, que conhecia bem o enredo, decidiu agarrar...

Chapters

  • Capítulo 10 – Continente do Vento e da Lua
  • Capítulo 9 — Um Pãozinho no Vapor Por Dia
  • Capítulo 8 — Sem Verdade, Não Há Confiança
  • Capítulo 7 – Ossos Maravilhosos
  • Capítulo 6 – Roupas Encantadas
  • Capítulo 5 – Arroz Frito com Frango
  • Capítulo 4 – Reflexão Séria Sobre As Próprias Falhas
  • Capítulo 3 – A Origem do Garanhão
  • Capítulo 2-Peixe Tropical Salgado
  • Capítulo 1 - Atividade Ilícita

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