Capítulo 2 — O Verdadeiro Carlos
Naquela mesma tarde, Carlos chegou à academia de jiu-jítsu, onde era conhecido por seu talento e por sua personalidade arrogante.
Após o treino, ele e alguns amigos foram até uma lanchonete próxima.
Amigo 1: Carlos, ouvi dizer que seu pai anda ajudando qualquer pessoa que aparece.
Carlos: Meu pai tem um coração bom demais. Às vezes acho que ele confia nas pessoas com muita facilidade.
Todos riram.
Pouco depois, um rapaz humilde entrou no local para vender doces.
Rapaz: Boa tarde… Alguém gostaria de comprar um chocolate?
Carlos olhou para o rapaz com desdém.
Carlos: Você acha mesmo que este é o lugar para isso?
O rapaz abaixou a cabeça.
Rapaz: Desculpe… Eu só estou tentando trabalhar.
Carlos: Então procure outro lugar. Você está incomodando.
Os amigos de Carlos começaram a rir.
Amigo 2: Coitado…
O rapaz saiu do estabelecimento em silêncio.
Sara, que acabava de chegar, presenciou toda a cena.
Sara: Você continua o mesmo.
Carlos: E isso é um elogio?
Sara: Claro. Pessoas como nós não podem dar confiança para qualquer um.
Carlos: Se depender de mim, gente desse tipo nunca vai fazer parte da minha vida.
Os dois brindaram seus refrigerantes e riram da situação.
No fim da tarde, Carlos voltou para a mansão.
Fernando estava lendo alguns documentos no escritório.
Fernando: Como foi o treino?
Carlos: Normal.
Fernando: Espero que tenha tratado as pessoas com respeito. O dinheiro nunca torna ninguém melhor do que os outros.
Carlos deu de ombros.
Carlos: O senhor se preocupa demais com quem nem conhece.
Fernando olhou seriamente para o filho.
Fernando: Um dia você vai entender que o caráter vale muito mais do que a riqueza.
Carlos apenas sorriu com ironia e deixou o escritório.
Capítulo 2 — O Verdadeiro Carlos
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Entre Luxos e Mentiras
Período: Década de 1990.
Em uma época sem celulares, redes sociais ou aplicativos de mensagens, os sentimentos são expressos por cartas, telefonemas em telefones fixos e encontros...