Capítulo 5 — O Jovem Catador de Lixo
Seul, Coreia do Sul — Anos 1990
Enquanto a família Seok vivia cercada por luxo e conforto, em um bairro pobre da cidade, a realidade era completamente diferente.
Antes mesmo do nascer do sol, Sody já caminhava pelas ruas empurrando um velho carrinho de ferro cheio de sacos vazios. Vestia roupas simples, gastas pelo tempo, e usava luvas velhas para proteger as mãos enquanto recolhia materiais recicláveis.
Apesar da vida difícil, cumprimentava todos com um sorriso.
Sody: Bom dia, senhor Kim!
Senhor Kim: Bom dia, Sody. Trabalhando tão cedo outra vez?
Sody: Se eu começar cedo, consigo vender mais recicláveis antes do fim da tarde.
O idoso sorriu com admiração.
Senhor Kim: Você é um bom rapaz. Seus pais teriam muito orgulho de você.
Ao ouvir aquelas palavras, Sody abaixou a cabeça por alguns segundos.
Sody: Eu sinto muita saudade deles… Mas continuo seguindo em frente, como eles me ensinaram.
O senhor Kim colocou a mão em seu ombro.
Senhor Kim: Nunca perca essa bondade.
Sody: Não vou perder.
Sody continuou seu trabalho, recolhendo papelão, latas e garrafas espalhadas pelas ruas.
Algumas pessoas o tratavam com respeito.
Outras, porém, apenas o ignoravam.
Quando ele passou em frente a uma cafeteria, dois rapazes bem vestidos começaram a rir.
Rapaz 1: Olha só… vive do lixo.
Rapaz 2: Deve ser o pior trabalho do mundo.
Sody ouviu os comentários, mas preferiu não responder.
Apenas respirou fundo e continuou caminhando.
Pouco tempo depois, uma senhora deixou cair várias sacolas na calçada.
Sem pensar duas vezes, Sody correu para ajudá-la.
Senhora: Muito obrigada, meu filho.
Sody: Não foi nada. A senhora está bem?
Senhora: Estou, graças a você.
Ela retirou algumas notas da bolsa.
Senhora: Tome. É para agradecer.
Sody deu um passo para trás.
Sody: Não precisa. Fico feliz por poder ajudar.
A senhora sorriu, emocionada.
Senhora: Que Deus abençoe seu coração.
Sody: Obrigado.
Ao entardecer, Sody chegou ao depósito de reciclagem e vendeu tudo o que havia recolhido durante o dia.
Ao contar o dinheiro, percebeu que mal seria suficiente para comprar comida.
Mesmo assim, abriu um pequeno sorriso.
Sody: Amanhã será um dia melhor.
Capítulo 5 — O Jovem Catador de Lixo
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Entre Luxos e Mentiras
Período: Década de 1990.
Em uma época sem celulares, redes sociais ou aplicativos de mensagens, os sentimentos são expressos por cartas, telefonemas em telefones fixos e encontros...