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TOPÁZIO como RAPONZEL

Capítulo 1 — Antes de eu nascer

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🟡 Em breve

Topázio:

Antes de eu existir para o mundo, existia apenas uma história que meus pais conheciam.

A história de uma noite.

Uma noite que mudaria completamente a vida deles.

Era o ano de 1950.

O reino de Corona vivia um período tranquilo. O palácio real ficava no centro da capital, cercado por jardins enormes, fontes de água e grandes árvores.

Meu pai, o rei Augusto, passava a maior parte do tempo cuidando dos assuntos do reino.

Minha mãe, a rainha Helena, era conhecida por ser gentil e próxima do povo.

Eles eram casados havia alguns anos.

E, apesar de terem uma vida confortável, existia algo que os dois desejavam muito.

Um filho.

Naquela manhã, minha mãe estava no jardim do palácio.

Ela caminhava devagar entre as flores, acompanhada por uma criada.

Helena parou diante de uma roseira.

Helena: — Estão bonitas hoje.

Criada: — A senhora gosta dessas?

Helena: — São minhas favoritas.

Ela tocou delicadamente uma das rosas.

Mas, naquele dia, minha mãe parecia diferente.

Estava mais quieta.

A criada percebeu.

Criada: — Majestade, está se sentindo bem?

Helena olhou para ela.

Helena: — Estou.

Criada: — Tem certeza?

Helena: — Só estou um pouco cansada.

A criada assentiu.

Criada: — Então talvez seja melhor voltar para dentro.

Helena concordou.

Helena: — Talvez.

Ela começou a caminhar de volta para o palácio.

Mas, antes de chegar à porta, sentiu uma tontura.

Parou imediatamente.

Criada: — Majestade?

Helena segurou o braço dela.

Helena: — Espere um pouco.

Criada: — Quer que eu chame o médico?

Helena: — Não. Só preciso sentar.

A criada ajudou Helena a se sentar em um banco.

Depois de alguns minutos, ela se sentiu melhor.

Mas aquela não seria a última vez que sentiria aquilo.

Naquela noite, meu pai estava em seu escritório.

Havia vários documentos espalhados sobre a mesa.

Augusto estava lendo um relatório quando ouviu alguém bater na porta.

Augusto: — Entre.

Helena entrou.

Ele levantou os olhos imediatamente.

Augusto: — Você ainda está acordada?

Helena: — Não consegui dormir.

Augusto deixou o documento de lado.

Augusto: — Está se sentindo mal?

Helena caminhou até ele.

Helena: — Hoje eu passei mal no jardim.

Augusto ficou preocupado.

Augusto: — O que aconteceu?

Helena: — Tive uma tontura.

Augusto: — Você deveria ter chamado o médico.

Helena: — Eu sei.

Augusto se levantou.

Augusto: — Vou chamá-lo agora.

Helena segurou o braço dele.

Helena: — Espera.

Augusto: — Helena…

Helena: — Não precisa ficar tão preocupado.

Augusto: — Você passou mal.

Helena: — Foi só uma tontura.

Augusto continuou olhando para ela.

Helena: — E eu também tenho sentido enjoo nos últimos dias.

Ele ficou sério.

Augusto: — Enjoo?

Helena assentiu.

Helena: — De manhã principalmente.

Augusto pensou por alguns segundos.

Augusto: — Talvez devêssemos chamar o médico mesmo.

Helena respirou fundo.

Helena: — Eu acho que sim.

Augusto abriu a porta.

Augusto: — Chamem o médico.

Pouco tempo depois, o médico chegou aos aposentos reais.

Ele cumprimentou os dois e começou a fazer algumas perguntas.

Médico: — Quando começaram os enjoos?

Helena: — Há alguns dias.

Médico: — E a tontura?

Helena: — Hoje foi a primeira vez tão forte.

O médico fez alguns exames.

Minha mãe permaneceu sentada enquanto meu pai esperava ao lado.

Depois de alguns minutos, o médico ficou em silêncio.

Augusto percebeu.

Augusto: — Doutor?

O médico olhou para Helena.

Depois para o rei.

Um pequeno sorriso apareceu em seu rosto.

Médico: — Majestades, acredito que tenho uma boa notícia.

Helena ficou confusa.

Helena: — Boa notícia?

O médico assentiu.

Médico: — Sim.

Augusto se aproximou.

Augusto: — O que está acontecendo?

O médico respirou fundo.

Médico: — Rainha Helena, a senhora está grávida.

Silêncio.

Minha mãe simplesmente ficou olhando para ele.

Meu pai também.

Por alguns segundos, nenhum dos dois conseguiu falar.

Helena: — Grávida?

Médico: — Sim.

Ela levou a mão à boca.

Os olhos começaram a ficar marejados.

Helena: — Tem certeza?

Médico: — Tenho.

Augusto olhou para Helena.

Augusto: — Nós vamos ter um filho?

O médico sorriu.

Médico: — Vão.

Meu pai ficou emocionado.

Ele se aproximou de minha mãe e segurou suas mãos.

Augusto: — Helena…

Ela começou a chorar.

Mas era um choro de felicidade.

Helena: — Eu não acredito.

Augusto: — Eu também não.

Ele a abraçou.

Helena: — Nós vamos ser pais.

Augusto: — Sim.

Eles ficaram abraçados por alguns segundos.

Depois Helena começou a rir entre as lágrimas.

Helena: — Você está sorrindo.

Augusto: — É claro que estou.

Helena: — Nunca vi você tão feliz.

Augusto: — Porque essa é a melhor notícia que eu poderia receber.

O médico observou os dois.

Médico: — A gravidez ainda está no começo, então será necessário acompanhamento.

Augusto assentiu.

Augusto: — Tudo o que for necessário.

Helena colocou uma mão sobre a própria barriga.

Ainda não havia nenhuma mudança visível.

Mas, naquele momento, ela sabia que havia uma vida crescendo dentro dela.

Helena: — Tem alguém aqui.

Augusto colocou a mão sobre a barriga dela.

Augusto: — Nosso filho.

Helena sorriu.

Helena: — Ou nossa filha.

Augusto riu.

Augusto: — Eu só quero que seja saudável.

Helena: — Eu também.

O médico se despediu e deixou os dois sozinhos.

Augusto continuou com a mão sobre a barriga de Helena.

Augusto: — Você já pensou em nomes?

Ela riu.

Helena: — Já.

Augusto: — Tão rápido?

Helena: — Eu sempre pensei.

Augusto: — E qual seria?

Helena olhou para ele.

Helena: — Se for menino, Topázio.

Augusto sorriu.

Augusto: — Topázio?

Helena: — Sim.

Augusto: — Gostei.

Helena: — E se for menina?

Ela pensou.

Helena: — Ainda não decidi.

Augusto riu.

Augusto: — Então já temos o nome do menino.

Helena: — Temos.

Ela voltou a colocar a mão sobre a barriga.

Helena: — Topázio.

Naquele momento, meu nome foi escolhido.

Sem que eu soubesse.

Sem que ninguém pudesse imaginar tudo o que aconteceria depois.

Alguns meses depois

A gravidez avançava normalmente.

Minha mãe começou a mudar.

Sua barriga crescia pouco a pouco.

Meu pai estava cada vez mais cuidadoso.

Ele não permitia que ela carregasse nada pesado.

Também fazia questão de acompanhá-la nas consultas.

Certa tarde, os dois estavam caminhando pelo jardim.

Augusto: — Está cansada?

Helena: — Um pouco.

Augusto: — Vamos voltar.

Helena: — Augusto, eu consigo caminhar.

Augusto: — Eu sei. Só estou preocupado.

Ela sorriu.

Helena: — Você está preocupado demais.

Augusto: — Temos um filho a caminho.

Helena: — Nosso filho.

Augusto: — Exatamente.

Helena colocou a mão na barriga.

Helena: — Às vezes fico imaginando como ele será.

Augusto: — Espero que tenha seu jeito.

Helena: — E eu espero que tenha sua coragem.

Augusto sorriu.

Augusto: — Então ele vai ser perfeito.

Helena riu.

Helena: — Você já está se achando um ótimo pai.

Augusto: — Ainda nem nasceu e já estou treinando.

Ela encostou a cabeça no ombro dele.

Helena: — Eu quero que ele tenha uma vida feliz.

Augusto: — Ele terá.

Helena: — Quero que conheça o reino.

Augusto: — Vai conhecer.

Helena: — Quero que possa escolher o próprio caminho.

Augusto ficou em silêncio por um momento.

Augusto: — E quero que saiba que sempre terá uma família esperando por ele.

Minha mãe sorriu.

Ela não sabia que aquelas palavras seriam importantes muitos anos depois.

Porque, mesmo quando eu estivesse longe…

Mesmo quando não soubesse quem eles eram…

Eles continuariam esperando por mim.

E essa espera duraria dezessete anos.

Mas naquela época, ninguém pensava em tragédias.

Meus pais só pensavam no bebê que estava crescendo.

No filho que ainda não conheciam.

No pequeno Topázio que, em poucos meses, chegaria ao mundo.

E eu ainda não sabia que minha vida começaria cercada de amor…

Antes de ser roubado de tudo aquilo.

Capítulo 1 — Antes de eu nascer
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TOPÁZIO como RAPONZEL

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Em 1950, o príncipe Topázio, filho do Rei Augusto e da Rainha Helena, desaparece ainda bebê. Seus cabelos possuem um poder mágico capaz de curar e manter alguém jovem, fazendo com que Gothel o...

Chapters

  • Capítulo 4 — O sequestro do príncipe
  • Capítulo 3 — Os primeiros dias do príncipe
  • Capítulo 2 — O nascimento do príncipe Topázio
  • Capítulo 1 — Antes de eu nascer
 

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