Capítulo 13 – A Ala Esquecida
Kaio afunda cada vez mais no Mar do Esquecimento.
A luz da superfície desaparece lentamente.
As águas tornam-se escuras e silenciosas.
Ele tenta nadar.
Mas as ondas parecem puxá-lo para baixo.
Cada vez mais fundo.
Cada vez mais longe.
As vozes continuam sussurrando.
Vozes: — Esqueça…
— Não lute…
— Descanse…
Kaio fecha os olhos por um instante.
Seu corpo continua descendo.
Então…
As águas começam a mudar.
O oceano se abre diante dele como um enorme portal.
Kaio é levado por uma forte correnteza.
Sem conseguir resistir, ele atravessa aquela passagem misteriosa.
De repente…
As águas desaparecem.
Kaio cai suavemente sobre um chão de pedra.
Ele abre os olhos.
Está respirando normalmente.
Confuso, levanta-se devagar.
Olha ao redor.
O lugar é completamente diferente do restante de DreamCore.
O céu é cinzento.
Não existem estrelas.
As árvores estão secas.
Casas antigas permanecem abandonadas.
Relógios quebrados estão espalhados pelas ruas.
Brinquedos cobertos de poeira repousam no chão.
Não existe vento.
Não existe música.
Não existe cor.
Kaio engole em seco.
Kaio: — Onde… eu estou?
Uma voz antiga ecoa pelas ruas vazias.
Voz Misteriosa: — Bem-vindo…
À Ala Esquecida.
Kaio se vira rapidamente.
Mas não encontra ninguém.
Ele começa a caminhar.
Em uma praça, vê um balanço enferrujado balançando sozinho.
Ao lado dele há um banco vazio.
Fotografias antigas voam lentamente pelo ar.
Kaio pega uma delas.
A imagem desaparece em suas mãos, transformando-se em poeira brilhante.
A voz retorna.
Voz Misteriosa: — Aqui vivem os sonhos abandonados…
Kaio observa o lugar com tristeza.
Kaio: — Sonhos… abandonados?
A voz responde.
Voz Misteriosa: — Pessoas que deixaram de acreditar.
Que esqueceram seus desejos.
Que nunca mais sonharam.
Cada sonho perdido encontrou seu último descanso neste lugar.
Kaio continua andando.
Ele vê uma enorme biblioteca.
Todos os livros estão vazios.
Mais à frente…
Há um parque de diversões.
A roda-gigante está parada.
O carrossel nunca mais gira.
Os cavalos de madeira permanecem imóveis.
Tudo transmite uma profunda tristeza.
Kaio abaixa a cabeça.
Kaio: — Parece que este lugar sofre há muito tempo…
Enquanto ele observa a cidade silenciosa, pequenas figuras feitas de névoa caminham lentamente pelas ruas.
Elas não possuem rosto.
Nem voz.
Apenas seguem em frente, como lembranças esquecidas.
Kaio sente um aperto no coração.
Kaio: — Será que… esse é o destino de DreamCore?
Ao longe, uma torre antiga surge entre a névoa.
Uma única janela ainda emite uma fraca luz azul.
Kaio fixa o olhar naquela direção.
Sem saber quem o espera naquele lugar, ele começa a caminhar, enquanto a Ala Esquecida observa, em silêncio, a chegada do primeiro visitante em muitos e muitos anos.
Capítulo 13 – A Ala Esquecida
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TOPÁZIO em DreamCore
Todas as noites, quando fecha os olhos, Kaio desperta em um lugar impossível.
Um mundo chamado DreamCore, onde o céu muda de cor a cada emoção, portas aparecem no meio do nada, trens...