Capítulo 14 – O Despertar
Kaio caminha lentamente pelas ruas da Ala Esquecida.
Cada passo ecoa no silêncio.
Os prédios antigos parecem abandonados há séculos.
As vitrines estão vazias.
Os relógios permanecem parados.
O céu continua cinzento.
Kaio observa tudo ao seu redor.
Kaio: — Onde eu vim parar?
Ele continua andando.
Ao dobrar uma esquina, para imediatamente.
No meio da rua existem dezenas de pessoas.
Mas elas são diferentes.
Seus corpos parecem feitos de vidro transparente.
Dentro de cada uma delas, imagens se repetem sem parar, como lembranças presas no tempo.
Uma menina de vidro tenta alcançar um balão que desaparece antes que ela consiga tocá-lo.
Um senhor de vidro estende a mão para alguém que nunca chega.
Um rapaz permanece sentado sozinho, olhando para uma porta que nunca se abre.
Nenhum deles fala.
Nenhum deles percebe a presença de Kaio.
Todos continuam presos em seus próprios sonhos mais dolorosos.
Kaio aproxima-se de uma das figuras.
Estende a mão.
Seus dedos tocam delicadamente o vidro.
A figura racha por um instante…
Mas logo volta ao normal.
Kaio recua.
Kaio: — Eles estão… presos.
Uma voz baixa ecoa pelas ruas.
Voz Misteriosa: — Eles nunca deixaram seus próprios sonhos.
Kaio olha para todos os lados.
Não encontra ninguém.
As pessoas de vidro continuam revivendo as mesmas lembranças, incapazes de seguir em frente.
Kaio sente um aperto no peito.
Kaio: — Onde eu vim parar?
Nesse instante…
Um estalo alto rompe o silêncio.
TEC!
Tudo ao redor começa a tremer.
As ruas racham.
Os prédios desaparecem como fumaça.
As pessoas de vidro transformam-se em pequenos fragmentos de luz.
A Ala Esquecida começa a desaparecer.
Kaio fecha os olhos.
Um clarão branco toma conta de tudo.
…
Ele abre os olhos rapidamente.
Está deitado em sua cama.
A luz da manhã entra pela janela de seu quarto.
Os pássaros cantam lá fora.
Seu relógio desperta sobre a mesa de cabeceira.
PI… PI… PI…
Kaio senta-se na cama, respirando ofegante.
Olha para as próprias mãos.
Kaio: — Foi… um sonho?
Ele se levanta e caminha até a janela.
A cidade parece exatamente como sempre.
Por um instante, acredita que tudo acabou.
Mas, ao olhar para sua escrivaninha…
Ele encontra uma pequena pena luminosa azul.
A mesma que existe em DreamCore.
Kaio a pega cuidadosamente.
Ela brilha por alguns segundos antes de perder a luz.
Kaio sorri, intrigado.
Kaio: — Então… DreamCore é real.
Sem saber que Lumi e Orion ainda o procuram desesperadamente naquele mundo mágico, Kaio percebe que sua aventura está longe de terminar.
Capítulo 14 – O Despertar
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TOPÁZIO em DreamCore
Todas as noites, quando fecha os olhos, Kaio desperta em um lugar impossível.
Um mundo chamado DreamCore, onde o céu muda de cor a cada emoção, portas aparecem no meio do nada, trens...