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Doce Inanição

Capítulo 15

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A suíte do hotel era mergulhada em uma penumbra dourada, iluminada apenas pelo brilho discreto dos abajures e pelas luzes da cidade filtrando-se pelas janelas amplas. O jantar ainda pairava na memória, impregnado de risadas abafadas, toques roubados e olhares prolongados demais para serem apenas casuais. Nathan sentia a gravata frouxa em seu pescoço, a camisa parcialmente aberta, enquanto recostava-se na poltrona ao pé da cama, tentando, em vão, acalmar o ritmo do próprio coração.

A porta do banheiro se abriu com um clique quase inaudível.

Nathan ergueu o olhar — e o ar simplesmente deixou seus pulmões.

Cael surgiu à porta, envolto em sombras e promessas. Vestia uma lingerie preta, delicadamente florido, feita sob medida para tentá-lo: A parte de cima deixava o peito exposto, enquadrado por rendas finas que apenas sugeriam contenção. A parte de baixo, rendada e suave, exibia uma abertura em forma de coração, um detalhe quase inocente que, no entanto, incendiava tudo ao redor.

Usava também meias longas, do mesmo padrão minuciosamente florido, que completava o contraste entre vulnerabilidade calculada e provocação silenciosa.

Uma corrente delicada ligava os piercings dos mamilos entre si — as pequenas argolas de prata agora adornadas com pedras semelhantes.

Cael permaneceu ali, imóvel por um instante, como se lhe desse tempo para absorver a visão. Seus chifres curvavam-se elegantemente para trás, lustrosos sob a luz tênue e a longa cauda balançava preguiçosamente. As unhas, alongadas e negras, e os olhos bicolores — incandescentes e impiedosos em sua beleza.

Nathan não conseguia se mover. Nem respirar.

— Então… — a voz de Cael soou baixa, carregada de um deleite nervoso — gostou do seu presente de aniversário?

Nathan abriu a boca, mas nenhum som saiu. Apenas assentiu, com uma lentidão reverente.

Cael caminhou até ele com passos suaves, deliberados. Cada movimento parecia medir o espaço entre eles como algo precioso. Quando parou diante de Nathan, inclinou-se ligeiramente.

Nathan, ainda sentado na beirada da cama, observou quando Cael passou uma perna de cada lado, posicionando-se sobre ele, sem ainda se sentar; a proximidade permitiu que Nathan o admirasse sem barreiras.

Ele ergueu as mãos como se temesse quebrá-lo, tocando primeiro os quadris, depois deslizando os dedos pelas tiras das meias, pela cinta-liga, a lingerie, sentindo a textura e o calor da pele sob a seda fina.

— Vai encarar por quanto tempo? Eu cobro por minuto, sabia?

Nathan piscou.

— Você o quê?

— Brincadeira. — Cael inclinou-se um pouco mais, suas mãos repousando sobre os ombros dele.

— Você está… inacreditável — sussurrou, com a voz rouca de emoção crua. — E essa… abertura… — Sua mão hesitou, parando sobre a peça intima, os dedos traçando o detalhe lascivo em formato de coração. Nathan puxou-a levemente para cima, apenas o suficiente para testar a elasticidade do tecido.

Cael soltou uma risada abafada, os olhos cintilando com uma malícia gentil.

— Nem precisa tirar, não é? — murmurou, com a boca perigosamente próxima à de Nathan.

— Não… — Nathan engoliu em seco. — Não quero tirar nada. Quero… — parou, incapaz de traduzir o que sentia em palavras.

Cael roçou o nariz contra o dele, num gesto surpreendentemente doce para quem vestia uma armadilha lasciva.

— Então você gosta de lingerie. — A voz impregnada de uma inocência ensaiada que só tornava tudo pior para Nathan.

— Gosto… muito. — A resposta veio como uma confissão, carregada de desejo e algo mais profundo, algo que Nathan nem sabia nomear. — Você fica… lindo. Como sempre.

Cael sorriu, mas havia algo a mais ali — um reconhecimento profundo. Pela primeira vez, ele se permitia estar bonito não para ser desejado, mas para se sentir desejável na própria pele. Para que Nathan o visse. E era visto.

— Não quero que seja a última vez. — Nathan confessou, quase em um sussurro. — Quero te ver assim… quantas vezes você quiser se mostrar.

Cael deslizou as mãos pelos ombros de Nathan com preguiça felina. De repente, se acomodou no colo dele, arrancando um suspiro surpreso de Nathan. Os olhos semicerrados, convidando e desafiando ao mesmo tempo.

— Então me veja. — Murmurou entre um beijo e outro. — Porque isso tudo… é só seu agora.

Com um movimento natural, Cael inclinou-se para beijar Nathan, não com urgência, mas com a vontade pura de sentir seus lábios. Depois, guiou-o suavemente para trás, até que Nathan estivesse deitado sobre o travesseiro e Cael, em cima dele, apoiado nos antebraços.

— Você é mesmo um pervertido. — disse, com um tom de voz doce demais para a provocação.

O olhar não tinha acusação, apenas diversão contida, como se estivesse descobrindo mais um detalhe precioso sobre o outro.

Nathan riu, ainda corado, passando a mão pelos cabelos como quem tenta dissipar o embaraço.

— Aparentemente, sou. — Murmurou, com uma honestidade tímida. — Mas é… divertido. Mesmo sem termos feito nada ainda. Isso… — olhou para Cael, como se buscasse palavras para algo que não era físico — isso é bom.

Cael inclinou a cabeça, tocado pela suavidade daquele reconhecimento. Ele podia ver a tensão nos ombros de Nathan, a rigidez de quem estava vulnerável, mas também disposto. Era um gesto pequeno, quase imperceptível, mas para Cael, dizia tudo.

— É bom…. mas seria ainda melhor se você usasse uma lingerie também. — disse de repente, com o mesmo tom casual de quem comenta o clima.

Nathan engasgou no próprio riso, arregalando os olhos.

— Você perdeu a cabeça?

Cael arqueou uma sobrancelha, a boca curvando-se em provocação pura.

— Claro que não. Eu adoraria ver você com algo rendado… talvez rosa, pra combinar com seus olhos. — A mão dele subiu pelo peito de Nathan com uma deliberação meticulosa. — Posso até ajudar a escolher o modelo. Um que valorize… — o olhar desceu descaradamente — os seus glúteos torneados, seu abdômen sarado, suas coxas…. Você fala de mim como se eu fosse o único bonito. Você também é bonito, sabia?

Nathan suspirou, claramente tentando manter alguma dignidade, mas o rubor havia tomado conta do rosto.

— Eu… não tenho nenhuma lingerie. E as suas provavelmente não serviriam em mim.

— É verdade… — Cael assentiu, pensativo, antes de dar o golpe final. — Mas tudo bem. Eu vou providenciar uma pra você. E você vai usar.

Nathan arregalou os olhos outra vez, mas agora havia um sorriso ali, tímido, quase resignado, como se soubesse que, eventualmente, acabaria cedendo.

A atmosfera entre eles era diferente de tudo que haviam vivido antes. Havia desejo, sim, mas não apenas isso. Era um tipo de leveza nova, quase doméstica, construída na confiança.

Não testavam mais os limites um do outro — estavam aprendendo a ocupá-los juntos, com humor, carinho e aquele tipo de intimidade que não se aprende com séculos de sedução, mas que brota em gestos pequenos, espontâneos e reais.

As mãos de Nathan deslizaram para a roupa intima de Cael, seus dedos encontraram o piercing pela abertura, tocando-o com cuidado antes de provocá-lo, tirando um gemido suave de Cael.

— Cael… posso perguntar uma coisa?

Cael arqueou uma sobrancelha, o sorriso brincando no canto dos lábios.

— Claro, o que é?

Nathan hesitou um instante, como se ponderasse a melhor forma de colocar em palavras.

— É que… — coçou a nuca, visivelmente desconfortável — eu fiquei curioso… você disse que tem um corpo diferente… Então… tecnicamente… você poderia… engravidar? Nós nunca usamos camisinha, afinal.

O silêncio que se seguiu foi cheio de possibilidades não ditas.

Cael piscou, depois soltou uma risada baixa, maliciosa, que subiu pela garganta como vinho quente.

— Talvez. — disse, como quem joga gasolina na fogueira.

Nathan franziu o cenho, indignado de forma adorável.

— “Talvez” não é uma resposta! — protestou, erguendo as mãos em frustração contida. — Se você pode engravidar, então a gente tem que se proteger. Não é uma coisa que dá pra deixar no “vamos ver no que dá”!

Cael, com toda a calma do mundo, se inclinou, o balanço leve da lingerie roçando contra suas coxas. Seus lábios se curvando em pura provocação, mas havia também uma ternura sutil nos olhos.

— Em todos os meus duzentos e sessenta e quatro anos de vida… — disse, a voz baixa e ritmada como uma canção —, eu nunca engravidei.

Nathan abriu a boca para retrucar, mas Cael se adiantou, deslizando a ponta do dedo pelo peito dele em círculos preguiçosos.

— Então você pode relaxar. — murmurou, inclinando-se para perto, a respiração acariciando o ouvido de Nathan.

O rubor que subiu pelas orelhas de Nathan foi instantâneo, arrancando uma risada divertida de Cael, que recuou meio passo para admirar o efeito que causara.

Nathan cobriu o rosto com uma mão, murmurando algo ininteligível.

— A verdade é que eu não sei. — disse, com uma honestidade nua que raramente permitia escapar. — Não sei se tenho um útero de verdade… ou algo que funcione como um. Eu fui criado artificialmente, então quem me fez podia fazer o que quisesse. Se Arael quisesse que eu engravidasse, ele teria feito isso. Mas… eu acho que não foi o caso… Se eu tivesse esse tipo de estrutura… já teria acontecido há muito tempo.

Nathan ficou em silêncio por um momento, absorvendo aquela informação. Havia algo profundamente surreal em saber que o corpo de Cael fora meticulosamente planejado, cada traço, cada limite e possibilidade, definidos por outro.

— Isso é… surreal — murmurou — seu corpo foi feito exatamente como ele quis. Se ele tivesse escolhido outra coisa, você seria completamente diferente. — Seu olhar suavizou, como se tocasse uma ferida invisível. — Você nunca… quis saber mais? Sobre você mesmo?

Cael deu de ombros, uma sombra de tristeza passando veloz por seu sorriso. Ele podia sentir o cheiro da pele de Nathan, seu suor, a salinidade de seu pescoço – era inebriante, enlouquecedor.

— Nunca me importei o suficiente. — Confessou. — Arael dizia o que queria que eu soubesse, e o resto… não parecia importante.

Nathan se aproximou mais, seus dedos roçando de leve a mão de Cael, uma oferta silenciosa de apoio.

— Se um dia você quiser saber… — disse suavemente — ainda pode descobrir.

Cael curvou os labios, um sorriso pequeno e quase vulnerável, antes de desviar o olhar, como quem esconde uma faísca de emoção que não sabe muito bem como carregar.

Depois de um instante, com uma voz mais baixa, quase conspiratória, ele acrescentou:

— Mas sabe… ouvi falar de um método para engravidar súcubos e íncubos.

Nathan arqueou uma sobrancelha, intrigado.

— É mesmo?

— Sim. — Cael sussurrou, como se contasse um segredo proibido. — No caso de íncubos… seria possível criar um útero artificial. Tornaria a gravidez possível.

Nathan piscou, assimilando a ideia, o rosto tingido de um misto de surpresa e incredulidade.

— Isso é… isso é meio insano.

— Bem-vindo ao meu mundo, querido. — Cael brincou, piscando para ele. — Mas fique tranquilo. Não estou planejando te pedir filhos. — acrescentou, com uma risada suave, só para vê-lo corar de novo.

— Você é impossível.

— Eu sei. — Cael respondeu, inclinou o corpo de leve e passando os dedos preguiçosamente pela lateral do rosto dele. — E você é muito, muito adorável quando tenta ser responsável. — Respondeu Cael, genuinamente tocado pela preocupação desajeitada.

Nathan respirou fundo e baixou a mão, os olhos brilhando com uma mistura de exasperação e um afeto silencioso.

Cael se inclinou, seus lábios roçando a curva do pescoço de Nathan; os dentes, mais atrevidos, arranharam a pele macia. Sentiu o corpo de Nathan estremecer sob si, como se um fio invisível os puxasse ainda mais juntos, a entrega vindo instintiva, sem reservas.

Com um rosnado baixo e possessivo, Cael afundou os dentes no pescoço dele.

Nathan gemeu, um som entre o prazer e a dor, e suas mãos se cravaram nos quadris de Cael, puxando-o contra si como se o espaço entre eles fosse intolerável.

A língua de Cael deslizou sobre a marca recém-feita, acariciando a pele sensível, enquanto o gosto de Nathan ainda vibrava em sua boca.

— Você é um íncubo, Cael… não um vampiro — murmurou Nathan, a voz rouca, entre risos e arfadas. — Por que está me mordendo tanto?

— Seu gosto é bom.

“Eu nunca me cansei dele… Nunca me cansei de sentir o gosto dele na minha boca e na minha pele. Eu não quero só o corpo dele… Eu quero tudo.”

Cael nunca tinha se sentido tão conectado a alguém. Não era só o gosto — era a forma como Nathan reagia a ele, como se cada toque fosse uma promessa. Como se Cael fosse a única pessoa no mundo que poderia fazê-lo sentir daquele jeito.

E isso o deixava sem palavras. Porque, pela primeira vez, ele não queria fugir. Ele queria se entregar.

Cael fechou os olhos, tentando conter o impulso que latejava em suas veias, quente e urgente. O controle, porém, escorregou como água. Ele deslizou para baixo, buscando um ponto que conhecia bem — e mordeu ali, com uma audácia que o fez estremecer.

Movendo-se com intenção, deixou os lábios percorrerem a pele de Nathan como um toque de seda até alcançar um dos mamilos. Não mordeu de imediato. Primeiro, provocou: seus lábios se fecharam ao redor da pele sensível, a língua bifurcada girando em torno do bico, quente, úmida, explorando cada nervo com precisão. Ao mesmo tempo, seus dedos beliscaram o outro mamilo, na medida exata para arrancar de Nathan um suspiro trêmulo, surpreendido.

Então Cael mordeu — não com violência, mas com uma ousadia deliciosa, que arrancou de Nathan um gemido áspero, quase um soluço. Suas presas pressionaram apenas o suficiente para desorientar, nunca para ferir. O som que Nathan fez o satisfez a ponto de Cael curvar os lábios contra sua pele.

Mas aquilo não bastava. Não ainda. Ele ergueu o rosto, os lábios brilhando.

— Só que… eu quero sentir seu gosto lá embaixo — sussurrou, a voz velada, misturando fome e uma vulnerabilidade quase imperceptível. Havia algo novo em seu olhar, algo que tremia entre o desejo e uma entrega que ele ainda não sabia nomear.

Com um movimento fluido, Cael reposicionou-se até que ficassem alinhados, espelhados — cada um com acesso ao prazer do outro. Ele puxou a toalha da cintura de Nathan, revelando um pênis ainda semi-ereto, mas já respondendo ao toque como se o corpo soubesse exatamente ao que estava prestes a ceder.

— Pode olhar bem — provocou Cael, com suavidade maliciosa. — Já que você gostou tanto.

“Eu quero que ele me veja… Quero que ele saiba que eu sou dele. Porque eu não tenho medo disso. Não tenho medo de me entregar a ele”

Da posição em que estava, Nathan tinha uma visão limpa — e devastadora. A abertura em forma de coração de Cael era mais do que sugestiva; era uma tentação impossível de ignorar. A intimidade, úmida e convidativa, criava um decote suave entre suas coxas, como se o convidasse a se perder ali.

Cael abaixou a cabeça e passou a língua bifurcada por toda a extensão do pênis de Nathan, da base à ponta. O corpo de Nathan estremeceu, um som involuntário escapando de seus lábios, algo entre um suspiro e um gemido. Cael sorriu contra a pele, cúmplice.

Ele adorava isso — ser a causa exata do descontrole daquele homem.

Levou a glande à boca, não a engolindo de imediato; deixou que sua língua bifurcada envolvesse o ponto mais sensível, saboreando o gosto único — doce, quente, profundo e perigosamente viciante — que deixaria sua boca marcada para sempre. Trabalhou lenta e meticulosamente, usando as duas pontas de sua língua para traçar a veia proeminente na parte inferior, antes de lamber a fenda com cuidado. Nathan endureceu contra sua língua, engrossando, alongando-se, cedendo aos estímulos.

Abaixo, Nathan mal respirava. A abertura de Cael revelava tudo: o tremor minúsculo dos músculos internos, já se contraindo em busca de preenchimento. A umidade espessa que começava a se acumular, deixando suas dobras brilhantes na penumbra quente do quarto.

As mãos grandes de Nathan agarraram as coxas de Cael, os polegares afundando na pele delicada da parte interna. Ele estendeu a língua até alcançar o piercing do íncubo, sugando o pequeno botão rígido, roçando-o levemente com os dentes antes de acalmá-lo com a língua. Cael gritou, o corpo arqueando, as coxas tremendo contra a cabeça de Nathan. Ele o manteve ali, firme, a língua operando uma provocação precisa e implacável.

Cael tomou Nathan mais fundo, deixando sua mandíbula relaxar conforme recebia a rigidez crescente. Saboreou o gosto, o calor, cada pulsação. Uma mão acariciou os testículos pesados de Nathan, rolando-os devagar, enquanto a outra deslizava por tudo que sua boca ainda não alcançava.

Os sons preenchiam o ar — sucções úmidas e ritmadas, a respiração ofegante de Nathan, gemidos baixos e guturais que escapavam de seus lábios a cada movimento preciso da língua bifurcada de Cael. Era uma música dissonante e perfeita, cada nota arrancada do lugar exato.

Nathan soltou o clitóris de Cael com um estalo úmido e empurrou gentilmente suas coxas para abri-lo ainda mais. A visão era devastadora: a maneira como o corpo de Cael já se preparava para receber, ansioso pelo toque perdido. Os lábios internos, rosados e inchados, separaram-se num convite silencioso, revelando as profundezas úmidas e escuras que pulsavam com excitação renovada.

Cael sentiu a pressão repentina — dois dedos de Nathan em sua entrada, penetrando-o com firmeza e profundidade, no mesmo ritmo que sua boca impunha ao pênis dele. Não era um toque suave; era uma marca, uma promessa. Mas durou pouco. Nathan os retirou logo em seguida, deixando Cael vazio e arfante. Ele nunca teve a intenção de levá-lo ao clímax com os dedos. Seu plano era outro.

Cael se entregou completamente, guiado pelo prazer de fazê-lo reagir. Sentiu o momento exato em que Nathan começou a mover os quadris, empurrando-se contra sua boca, buscando mais. Nathan estava completamente duro agora, rígido e ansioso entre seus lábios, as veias pulsantes sob sua a língua.

Então Nathan se inclinou e devorou Cael.

Sua língua não explorava; tomava. Mergulhou entre os lábios úmidos, traçando a borda sensível da entrada com uma fome que fez Cael perder o fôlego.

“Ele está me devorando. E eu não quero que ele pare. Porque isso é… é tudo. Tudo o que eu nunca soube que precisava. Porque, com ele, eu não tenho medo. Eu só quero mais…”

Cada movimento enviava ondas de prazer pelo corpo de Cael. Ele nunca tinha se sentido tão exposto, tão vulnerável. Mas, ao mesmo tempo, nunca tinha se sentido tão seguro.  Nathan não estava apenas tocando-o — ele estava adorando cada parte dele, como se ele fosse algo raro e precioso. E isso o deixava sem defesas.

Cael arfou com força, a boca ainda cheia, os quadris movendo-se em círculos desesperados, buscando mais pressão. Nathan o segurou firme, implacável, enquanto sua língua penetrava a entrada quente, com cadência úmida, certeira e irresistível. O íncubo gemeu alto, o som abafado pela rigidez que ainda ocupava sua boca.

As pernas de Cael tremiam. Os músculos internos se fechavam e abriam em espasmos cada vez mais rápidos. Ele estava à beira.

“Eu estou tão perto. Tão perto de me perder nele”

Nathan sentia as pernas de Cael tremerem, os músculos internos se fechando, preparando-se para o golpe final. O orgasmo o tomou sem aviso — silencioso no início, mas devastador, rasgando cada fibra de seu corpo. Suas paredes internas se contraiam ritmicamente ao redor da língua de Nathan, os espasmos quentes e nítidos, a umidade brilhando entre suas dobras enquanto o prazer o atravessava por inteiro.

Nathan lambeu as dobras trêmulas uma última vez, saboreando cada espasmo do orgasmo do íncubo antes de se afastar. Ao erguer os olhos, encontrou uma visão devastadora: Cael o recebia fundo na garganta. A protuberância suave denunciava o quão fundo ele o acomodava — fundo demais para qualquer pretensão de controle. Bastaram poucos movimentos para que Nathan atingisse o limite.

Um gemido rouco escapou dele quando gozou, o sêmen escorrendo pela base do pênis enquanto Cael afundava até as bolas, recolhendo cada jato com uma fome disciplinada, quase reverente.

A língua do íncubo envolveu o membro de Nathan como se o estivesse ordenhando, extraindo não apenas prazer, mas rendição. Quando finalmente se afastou, foi com um estalo molhado, os lábios fechando-se em torno da glande num beijo lento, luxurioso. A ponta da língua pressionou a abertura delicada da uretra — uma última provocação, como se quisesse sugar até o eco final do prazer.

Cael respirou fundo, arfando, o gosto de Nathan marcado na garganta como algo que desejaria guardar para sempre. A satisfação aquecia seu peito, mas a fome — aquela fome antiga, adormecida — reacendia com intensidade nova. Algo em seu corpo pedia mais.

“Ahh… o gosto dele…  Quero que ele me marque por dentro, até que eu não consiga mais me lembrar de como era viver sem isso”

Ele se moveu, sentando-se no colo de Nathan, de costas, escondendo o rosto para ocultar o que transbordava em sua expressão. Mas Nathan sentiu a mudança no ar. Nada dramático, mas profundo, quase instintivo — como atravessar uma fronteira que não sabia existir.

A respiração de Cael vinha curta, irregular, batendo quente contra a pele de Nathan. O coração do íncubo parecia tentar acompanhar um ritmo impossível. Ele realmente achou que esconderia aquilo. Achou que o calor subindo até o rosto ficaria oculto pela posição. Mas Nathan sempre percebia tudo.

Ele se ergueu, trazendo Cael junto, segurando-o pelas coxas com uma firmeza que contrastava com o cuidado do gesto. Colou o corpo do íncubo ao seu, apoiando o queixo no ombro exposto enquanto sentia a respiração de Cael se quebrar contra o ar fresco da madrugada.

— Ei… — murmurou, tentando soar firme, mas a preocupação escapando por entre as palavras. — Você está bem?

— Estou bem…

O aceno de Cael veio, mas a voz que o acompanhou era um sussurro rouco, instável, revelando exatamente o contrário.

Nathan não acreditou. Levou a mão ao rosto de Cael, virando-o para si com cuidado — e então viu.

A pele quente demais.

A respiração pesada, quase febril.

Os lábios entreabertos, implorando por ar e toque ao mesmo tempo.

E os olhos… aqueles olhos que sempre traíam o que Cael tentava esconder — famintos e perigosamente próximos do que ele fora quando se conheceram. A língua úmida escapava sem que Cael percebesse, denunciando o quanto estava à beira de perder o controle.

Nathan enrijeceu — preocupação, sim, mas também algo mais, uma onda quente de reconhecimento, como um estalo na espinha.

“Droga… acho que deixei ele no cio.”

A ideia surgiu com humor involuntário, arrancando quase um riso dele.

Cael não se alimentava havia tempo. Dizia que estava bem — e em parte estava —, mas Nathan começava a enxergar as rachaduras nessa segurança. Beijos longos o acalmavam. Toques demorados traziam brilho a seus olhos. A proximidade o sustentava… mas nada disso o saciava no sentido mais profundo.

Agora a fome despertava de vez — tão intensa quanto no início, quando ele ainda não entendia seu próprio corpo.

— Cael… — disse Nathan, mais suave. — Você ainda quer me convencer de que não estava com fome?

O íncubo riu baixo, um som curto e quente que oscilou entre provocação e constrangimento. Virou o rosto até quase tocar a boca de Nathan.

— Estou só… com saudade — murmurou, com um tom que fazia qualquer saudade parecer pecado.

Nathan ergueu uma sobrancelha, cético.

— Saudade? É assim que você vai chamar isso?

Cael inclinou a cabeça, um sorriso pequeno crescendo no canto da boca.

— Quer que eu use outra palavra? — sussurrou. — Tenho algumas… nada inocentes.

Nathan riu abafado e apoiou a testa na lateral da cabeça dele.

— Você está tentando me enrolar.

Cael deixou a mão descer até onde o pênis de Nathan roçava sua intimidade, quente, insistente.
Seus dedos deslizaram preguiçosos, provocadores, uma expressão maliciosa se curvando em seus lábios.

— Já parece bem enrolado para mim.

Nathan soltou um suspiro fundo, oscilando entre o desejo e o instinto protetor que Cael sempre despertava.

— Quero que você diga a verdade. Sem brincadeira.

Cael fechou os olhos. O sorriso se suavizou, diluiu-se em algo mais frágil. Quando falou, a voz veio nua.

— Eu… estou faminto, Nathan. Mas não do jeito que você está imaginando. — Ele inspirou, tremendo, como se cada palavra abrisse uma fresta nova. — Eu não sabia que ficaria assim quando começássemos. Quando não estávamos fazendo nada, eu estava bem… mas agora parece que aquela fome do início voltou.

— Então você se sentiu assim no começo? — perguntou Nathan, entre o humor e o choque.

— Sim — admitiu Cael, roçando o nariz no pescoço dele. — Depois de perder a virgindade… foi só ladeira abaixo.

Nathan riu, puxando-o mais perto, como se o abraço pudesse estabilizar o corpo febril do íncubo.

— E vai ficar tudo bem… desde que você não desista… Mesmo sendo esse humano incrivelmente frágil que insiste em achar que aguenta um íncubo faminto.

Nathan apertou a cintura dele.

— Não esquece que você se deu pra mim de aniversário — murmurou, a boca quase roçando sua pele. — E eu pretendo aproveitar isso muito bem.

Cael riu baixinho, a respiração ainda quente, ainda trêmula.

Os lábios dele tomaram os de Nathan num beijo ardente, arrancando qualquer palavra restante.
Os dedos se enroscaram nos cabelos do humano, puxando-o para si, os corpos encontrando novamente o mesmo ritmo voraz de antes.

“Eu não consigo me controlar com ele. Nunca consegui. Cada toque, cada beijo, me faz querer mais.”

Nathan respondia ao beijo com a mesma intensidade, como se também não conseguisse se conter. Cael adorava isso — a forma como Nathan o desejava, como se ele fosse a única coisa que importava.

A língua de Nathan deslizou entre os lábios de Cael, exigindo abertura, exigindo entrega, enquanto suas mãos exploravam a pele do íncubo com um fervor que misturava desejo e necessidade.

Quando Nathan encontrou seu clitóris outra vez, estimulando o piercing com precisão implacável, o corpo de Cael arqueou, gemidos abafados contra a boca dele.

— Nathan… — ofegou o íncubo, a voz desfeita. — Eu preciso de você…

Os lábios de Nathan se curvaram num sorriso contra os seus, a voz grave, quase um rosnado.

A cabeça de Cael tombou para trás quando a boca de Nathan encontrou seu pescoço, os dentes roçando a pele sensível num toque que enviou um arrepio elétrico por sua coluna.

Um grito rouco escapou dele — involuntário, urgente, inevitável.

As sensações o atingiram como uma onda destrutiva — quente, lenta, irresistível. Cada movimento parecia puxar os nervos de Cael até o limite, deixando sua pele em brasas, o corpo implodindo em necessidade. O íncubo engoliu um suspiro quando sentiu o membro de Nathan pressionar-se contra si, o calor subindo pelo ventre como uma labareda. Seu corpo reagiu sozinho, buscando mais, sempre mais.

“Eu nunca precisei de ninguém assim…. Nunca me permiti querer isso. Agora que eu tenho é incrível… Ele é incrível. Me sinto… completo. É tão assustador… Porque eu não quero que isso acabe.”

Nathan deixou escapar um gemido grave ao deslizar as mãos pelas meias de Cael, subindo e descendo com uma reverência silenciosa, como se memorizasse a textura rendada, a pele quente sob ela. Quando alcançou a calcinha, ele a puxou para cima com dois dedos, expondo ainda mais a abertura provocante — sem tirá-la, como se o gesto calculado o excitasse ainda mais.

— Cael… — sua voz saiu baixa, arranhada. — Cavalgue em mim. De frente. Quero ver cada detalhe seu…

O sorriso que curvou os lábios de Cael trouxe um brilho travesso aos seus olhos. Ele se posicionou devagar, esfregando a intimidade úmida contra a rigidez de Nathan, a pequena abertura em forma de coração de sua lingerie parecendo inocente demais para o que provocava. Centímetros de tecido apenas tornavam tudo mais obsceno. O atrito arrancou suspiros roucos dos dois.

Nathan deslizou as mãos pela cintura dele, depois pelos quadris, explorando com uma atenção quase ritual. Seus polegares delinearam as bordas do recorte rendado, como se adorasse aquele detalhe.

— Você gosta…? — Cael provocou, a voz densa de malícia.

Nathan sorriu, os olhos semicerrados.

— Gosto muito.

A risada curta de Cael vibrou contra o peito de Nathan enquanto ele rebolava sutilmente, espalhando mais umidade contra o membro rígido sob ele.

— Então vou precisar aprender a costurar — murmurou perto de sua mandíbula — e fazer esse corte em todas as minhas roupas.

Nathan apertou seus quadris, a tensão percorrendo seus braços. O olhar preso nele era quase devoto — como se cada pequena provocação desmontasse algo que Nathan tentava manter controle.

Cael se ajeitou, sentindo a ponta do pênis dele roçar diretamente na própria entrada, apenas o tecido mínimo entre eles. A antecipação era densa, o ar quente demais entre os dois.

— Agora… — sussurrou, sem fôlego. — Agora, Nathan…

Ele levou a mão até si mesmo, espalhando a própria umidade com uma carícia lenta, preparando-se. O corpo ainda vibrava com as memórias da língua de Nathan, do orgasmo recente, da sensação devastadora que ainda ecoava em seus músculos.

Apoiou as mãos no peito do humano e guiou a glande para si, esfregando-a para cima e para baixo em suas dobras sensíveis. O pré-ejaculatório de Nathan misturou-se à sua umidade, deixando tudo mais escorregadio, mais urgente.

E então, com uma lentidão que fez seus pulmões falharem, começou a se abaixar.

A pressão o partiu ao meio. Era calor, era queimação, era prazer quase cruel. Seu corpo, ainda sensibilizado, apertou ao redor de cada centímetro, reconhecendo cada veia que pulsava dentro dele. Cael arqueou, um gemido trêmulo saindo de sua garganta.

As mãos de Nathan seguraram suas coxas com firmeza, mas havia cuidado no toque — cuidado que Cael não queria.

Ele se afundou mais.

Quando finalmente o engoliu por completo, ficou imóvel por um instante, respirando rápido, tentando se ajustar ao tamanho, ao alongamento, à invasão deliciosa que o fazia tremer.

Os polegares de Nathan acariciaram distraidamente sua cintura enquanto Cael enfiava as unhas no peito dele e começava a se mover. Lento. Profundo. Ascendendo quase até sair, descendo outra vez com precisão dolorosa. Os movimentos enviavam ondas de prazer que ricocheteavam por todo seu corpo.

Os cabelos lilases de Cael caíram em cortinas sedosas ao redor do rosto ruborizado, seus olhos faiscando com um desejo quase feroz.

— Mova esses quadris… — sussurrou, a voz arranhada. — Por favor, Nathan…

“Tão fundo… ele está exatamente onde eu quero”

Nathan não hesitou. Apertou suas ancas, ergueu-se e encontrou cada descida com estocadas firmes que arrancaram gemidos sufocados de Cael.

O ritmo se intensificou. O quarto se encheu do som de pele contra pele, dos suspiros desesperados de Cael, do ranger sutil da cama. Cada investida fazia a glande de Nathan atingir aquele ponto profundo que arrancava dele tremores involuntários.

Logo, os músculos internos de Cael começaram a pulsar, apertando-se ao redor de Nathan em espasmos ritmados, o prelúdio de mais um clímax devastador.

— Nathan… estou perto… — ofegou, quase sem voz.

Nathan ergueu os quadris contra ele e se enterrou fundo — fundo o bastante para arrancar um grito rouco de Cael quando o orgasmo o atingiu como um choque elétrico, seu corpo se contraindo violentamente.

Ele mal teve tempo de respirar antes de sentir Nathan vacilar dentro dele — e então a primeira pulsação quente o inundou. Um fluxo espesso, intenso, profundo demais.

Era calor. Era excesso. Era demais logo após um orgasmo tão brutal.

Outra onda menor o tomou, prazer-dor que arrepiou cada centímetro de sua pele.

Cael desabou contra o peito de Nathan, ainda tremendo, os batimentos do humano ecoando sob sua orelha como um tambor forte e constante. Ele podia sentir cada pulsação final dentro de si, a plenitude quente o preenchendo por completo.

Nathan se moveu apenas um pouco — um gesto quase imperceptível dos quadris.

Cael arqueou como se tivesse levado um choque.

— Sensível? — Nathan murmurou, a voz rouca, satisfeita.

— S-sim… — Cael arfou, manhoso, sem tentativa de esconder. Seu corpo reagia a Nathan como se tivesse sido moldado para ele.

Os dois se inclinaram para um beijo lento, mas faminto. Cada gemido que escapava de Cael era engolido por Nathan, e cada toque era uma confissão silenciosa. As mãos do humano apertavam sua cintura com uma promessa muda — a de que ainda não tinha terminado com ele.

 

—–

 

A luz suave da manhã infiltrava-se pelas cortinas pesadas, tingindo o quarto de um dourado pálido.

O silêncio era confortável, quebrado apenas pelo som tranquilo da respiração de Nathan. Ainda mergulhado no sono, ele se mexeu ao lado de Cael, seu corpo musculoso aquecido contra o dele.

Cael observava-o com uma ternura silenciosa. Seus dedos passeavam distraidamente pela linha do ombro exposto de Nathan, desenhando padrões invisíveis. Seu cabelo lilás estava uma bagunça, espalhado sobre o travesseiro, e a lingerie de renda preta que usara para Nathan grudava em sua pele, levemente úmida de suor. Espreguiçou-se, sentindo as marcas que Nathan deixara em sua pele pálida — leves hematomas e mordidas que contavam a história de sua fome compartilhada.

O cabelo loiro de Nathan estava despenteado, e seus olhos rosa-claros se abriram um momento depois — piscando preguiçosamente contra a claridade — até encontrar Cael já acordado.

— Bom dia — murmurou Nathan, a voz rouca de sono.

Cael inclinou-se para roçar um beijo leve no canto de sua boca antes de responder:

— Bom dia. — Pausou, mordendo o lábio inferior como se ponderasse algo. — Dormiu bem?

Nathan riu baixinho, estendendo a mão para afastar uma mecha de cabelo do rosto de Cael.

— Mais do que bem. E você?

Os lábios de Cael se curvaram em um sorriso malicioso.

— Hum, eu poderia ter dormido melhor se alguém não tivesse sido tão insaciável ontem à noite. — Inclinou-se, capturando os lábios de Nathan em um beijo lento e demorado. Sua língua roçou a de Nathan, provocante e tentadora.

Quando se separaram, os olhos de Nathan estavam escurecidos de desejo, mas ele balançou a cabeça, rindo baixinho. Cael se moveu, montando nos quadris de Nathan, a renda da lingerie roçando na pele quente do alfa.

— O que você acha? Começar o dia bem?

Nathan gemeu, suas mãos pousando nos quadris de Cael.

— Quem está sendo insaciável agora?

— Faz parte do meu charme — ronronou Cael, esfregando-se deliberadamente. Ele podia sentir o corpo de Nathan respondendo, mas a determinação dele não vacilou.

— Cael… — A voz de Nathan era firme agora, embora suas mãos permanecessem nos quadris de Cael. — A noite passada foi o suficiente… Você não está com fome, está?

Cael fez beicinho, seus lábios formando uma curva perfeita e petulante.

— Não, eu só quero você.

Nathan sorriu, esfregando círculos nos quadris de Cael com os polegares.

— Você acabou comigo, sua criatura profana. Eu preciso descansar.

Cael suspirou dramaticamente, jogando-se de volta na cama ao lado de Nathan.

— Você não é divertido. Os humanos são mesmo fracos.

Nathan riu, o som caloroso e genuíno. Estendeu a mão, puxando o cobertor para cobrir o corpo exposto de Cael.

— Você deveria se trocar. Está quase na hora de sair.

Os olhos de Cael brilharam de malícia quando ele se sentou, deixando o cobertor cair novamente. A renda preta grudava em seu corpo, acentuando cada curva e plano. Passou a mão pelos cabelos, deixando-os cair em cascata sobre o ombro.

— Qual o problema, Nathan? Você não gosta do que vê?

O maxilar de Nathan se apertou, seus olhos percorrendo o corpo de Cael. Era claro que ele estava lutando para manter a compostura.

— Você sabe que eu gosto — disse ele, em voz baixa. — Mas isso não significa que eu vou ceder.

Cael se inclinou mais perto, seu hálito quente contra o ouvido de Nathan.

— Nem um pouco? — sussurrou, a voz um ronronar sensual.

Nathan fechou os olhos, respirando fundo.

— Não.

Cael se afastou, com um sorriso triunfante nos lábios. Sabia que estava afetando Nathan, e adorou cada segundo. Levantou-se lentamente, esticando os braços acima da cabeça, deixando a lingerie se mover e se agarrar ao seu corpo nos lugares certos.

— Tudo bem — disse, em um tom leve e brincalhão. — Vou me trocar. Mas não me culpe se se arrepender depois.

Nathan o observou enquanto caminhava em direção ao banheiro, o olhar se demorando na forma como a renda abraçava os quadris de Cael. Resmungou, mas seguiu o movimento com preguiça metódica.

Tomaram banho juntos — sem pressa, mas também sem maiores provocações — e, depois de se arrumarem, desceram para o restaurante do hotel para um café da manhã tardio.

O domingo se estendia diante deles como uma promessa de normalidade tranquila.

Planejavam caminhar pela cidade, talvez visitar alguma galeria ou parque, apenas estar juntos — sem peso, sem urgência.

A leveza entre eles era nova, mas não desconfortável — como se, finalmente, tivessem encontrado uma forma de se encaixar no espaço um do outro sem se ferirem.

Capítulo 15
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Doce Inanição

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Nathan jamais esperou encontrar o amor na forma de um íncubo. Muito menos descobrir que ele tinha um lado doce, um senso de humor duvidoso e uma tendência incorrigível a usar lingerie como forma...

Chapters

  • Vol 1
      • Capa
        Capítulo 18 Uma Tarde Na Praia
      • Capa
        Capítulo 17 Pais, esse é Meu Namorado Incubus
      • Capa
        Capítulo 16 De Onde Vim, Afinal
      • Capa
        Capítulo 15 O Presente Perfeito Para o Aniversariante
      • Capa
        Capítulo 14 Sim, Eu Sou o Namorado Dele
      • Capa
        Capítulo 13 Você Sobreviveu. Agora Vai Viver
      • Capa
        Capítulo 12 O Amor Dito Pela Primeira Vez
      • Capa
        Capítulo 11 Eu Quis Te Esquecer, Mas Só Soube Te Procurar
      • Capa
        Capítulo 10 A Primeira Vez Que Você Foi Amado
      • Capa
        Capítulo 9 Manual Paranormal de Como Reagir a um Incubus
      • Capa
        Capítulo 8 Memórias que Não Dormem
      • Capa
        Capítulo 7 Entre o Pecado e a Paz
      • Capa
        Capítulo 6 Dias de Fome, Noites de Amor
      • Capa
        Capítulo 5 Como Seduzir e Motivar um Universitário em 3 Passos
      • Capa
        Capítulo 4 Uma Versão Peluda do Meu Criador
      • Capa
        Capítulo 3 Onde Moram as Fomes Antigas
      • Capa
        Capítulo 2 Um Íncubo no Meu Sofá
      • Capa
        Capítulo 1 Me Deixe Provar um Pouco

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