Capítulo 10 – O Refúgio dos Animais Mágicos
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A lua iluminava a Floresta das Sombras enquanto Branor conduzia o grupo por uma antiga trilha escondida entre árvores gigantes.
Apolo caminhava alguns metros atrás.
Embora ainda estivesse irritado com sua situação, preferiu permanecer em silêncio.
Aurora voava acima deles, observando tudo.
Lumi caminhava alegremente ao lado de Félix.
Depois de alguns minutos, a floresta começou a mudar.
As árvores secas deram lugar a enormes carvalhos cobertos por flores azuis que brilhavam suavemente.
Pequenos vaga-lumes dourados dançavam pelo ar.
No centro de uma clareira havia um lago cristalino.
Ao redor dele, pequenas casas de madeira estavam construídas entre as raízes das árvores.
Pontes de cipó ligavam um tronco ao outro.
Era um lugar acolhedor.
Apolo olhou em volta, surpreso.
Lumi: — Bem-vindo ao nosso lar!
Félix sorriu.
Félix: — Aqui nenhuma criatura das sombras consegue entrar.
Branor caminhou até o centro da clareira.
Branor: — Este lugar é protegido pela magia da floresta há muitos séculos.
Aurora pousou sobre uma pedra.
Aurora: — Todos os animais que vivem aqui ajudam uns aos outros.
Lumi olhou para Apolo com um sorriso.
Lumi: — Agora você também faz parte deste lugar.
Apolo virou a cabeça.
Apolo: — Eu não faço parte de lugar nenhum.
O silêncio tomou conta da clareira.
Félix suspirou.
Félix: — Ele realmente consegue estragar qualquer conversa.
Aurora lançou um olhar discreto para a raposa.
Aurora: — Tenha paciência.
Lumi caminhou até uma árvore e voltou carregando algumas frutas vermelhas.
Lumi: — Você deve estar com fome.
O pequeno coelho colocou as frutas diante de Apolo.
Apolo olhou para elas.
Depois empurrou as frutas para longe com a asa.
Apolo: — Não preciso da ajuda de ninguém.
Lumi abaixou lentamente as orelhas.
Seu sorriso desapareceu.
Lumi: — Eu… só queria ajudar.
Branor observou a cena.
Branor: — Bondade nunca é sinal de fraqueza, Apolo.
O cisne negro permaneceu calado.
Naquele momento, um pequeno esquilo desceu correndo por um galho.
Ele carregava uma cesta cheia de nozes.
Ao ver Apolo, sorriu.
Nico: — Então é ele?
Félix respondeu.
Félix: — Sim.
— O novo morador mais mal-humorado da floresta.
Nico aproximou-se.
Nico: — Prazer em conhecê-lo!
Apolo nem respondeu.
Nico ficou confuso.
Nico: — Acho que ele não gosta de conversar…
Félix deu uma risada.
Félix: — Você percebe rápido.
Todos riram, menos Apolo.
Ele caminhou até a margem do lago e observou seu reflexo.
As penas negras brilhavam sob a luz da lua.
Por um instante, lembrou-se de sua vida como bailarino.
Sem perceber, sentiu um aperto no peito.
Do alto de uma colina distante, Morcant observava a clareira em silêncio.
Morcant: — O caminho da mudança já começou…
— Mas ainda será longo.
Ele sorriu discretamente e desapareceu entre a névoa, enquanto, na clareira, Apolo passava sua primeira noite entre os animais mágicos, sem imaginar que aquele lugar mudaria sua vida para sempre.
Capítulo 10 – O Refúgio dos Animais Mágicos
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TOPÁZIO em O Cisne Negro
O renomado ator Topázio interpreta Apolo, um jovem bailarino admirado por todos por seu talento extraordinário. No entanto, por trás dos aplausos, Apolo é arrogante, cruel e trata todos com...