Capítulo 6 – A Floresta das Sombras
A noite caiu sobre a cidade.
Uma lua cheia iluminava o caminho que levava à antiga Floresta das Sombras. Quase ninguém se aproximava daquele lugar. As pessoas diziam que a floresta era encantada e que espíritos antigos protegiam seus segredos.
Mesmo assim, Apolo caminhava sem demonstrar medo.
A carta misteriosa permanecia em seu bolso.
Apolo: — Espero que esse velho tenha algo interessante para mostrar.
Ao chegar à entrada da floresta, ele encontrou um enorme arco de pedra coberto por cipós. O vento soprava entre as árvores, produzindo um som que parecia um sussurro.
Apolo: — Que lugar estranho…
Ele deu mais alguns passos.
As árvores eram tão altas que escondiam a luz da lua.
Tudo ficou silencioso.
Silêncio demais.
De repente…
Cloc… Cloc…
O som de um cajado batendo contra o chão ecoou entre as sombras.
Apolo olhou ao redor.
Apolo: — Quem está aí?
Uma figura de manto escuro surgiu lentamente entre a névoa.
Era o velho que observava Apolo havia dias.
Seu rosto transmitia calma, mas seus olhos verdes brilhavam intensamente.
Velho Misterioso: — Você veio.
Apolo sorriu com arrogância.
Apolo: — Foi você quem enviou aquela carta?
O velho fez um leve aceno com a cabeça.
Velho Misterioso: — Sim.
Apolo: — Então fale logo. Não gosto de perder tempo.
O velho permaneceu sereno.
Velho Misterioso: — Seu nome é Apolo.
— Um jovem bailarino de grande talento.
— Mas que usa esse dom para humilhar os outros.
Apolo cruzou os braços.
Apolo: — E daí?
Velho Misterioso: — A dança foi criada para inspirar.
— Não para ferir.
Apolo soltou uma risada.
Apolo: — Você me chamou até aqui para dar uma lição de moral?
O velho respirou fundo.
Velho Misterioso: — Ainda há bondade em seu coração.
Apolo respondeu friamente.
Apolo: — Você não sabe nada sobre mim.
O velho retirou lentamente o capuz.
Seus longos cabelos prateados refletiam a luz da lua.
Velho Misterioso: — Meu nome é Morcant.
— Sou um feiticeiro.
Apolo arqueou uma sobrancelha.
Depois começou a rir.
Apolo: — Um feiticeiro?
— Achei que essa história seria mais convincente.
Morcant apoiou o cajado no chão.
Uma leve energia percorreu a floresta.
As folhas das árvores começaram a brilhar.
Pequenas luzes azuis surgiram entre os galhos.
Apolo finalmente parou de rir.
Seu sorriso desapareceu.
Pela primeira vez, ele percebeu que aquele velho dizia a verdade.
Morcant olhou fixamente para o jovem.
Morcant: — Ainda lhe darei uma última oportunidade…
— Reconheça seus erros.
— Peça perdão àqueles que feriu.
— E siga um novo caminho.
Apolo encarou o feiticeiro sem hesitar.
Apolo: — Eu não tenho nada do que me arrepender.
O vento ficou mais forte.
As árvores balançaram.
Morcant fechou lentamente os olhos.
Morcant: — Então… que a magia ensine aquilo que as palavras não conseguiram.
O cajado começou a emitir uma intensa luz verde.
Apolo deu um passo para trás.
Sem saber, ele estava prestes a enfrentar a maldição que mudaria sua vida para sempre.
Capítulo 6 – A Floresta das Sombras
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TOPÁZIO em O Cisne Negro
O renomado ator Topázio interpreta Apolo, um jovem bailarino admirado por todos por seu talento extraordinário. No entanto, por trás dos aplausos, Apolo é arrogante, cruel e trata todos com...