Capítulo 11 – O Lago dos Cisnes
Os primeiros raios de sol atravessaram a copa das árvores.
A floresta parecia completamente diferente durante o dia.
As flores brilhavam com pequenas partículas douradas.
Borboletas coloridas voavam entre os galhos.
O canto dos pássaros enchia o ar.
Apolo acordou à beira do lago.
Ainda não havia se acostumado com seu novo corpo.
Olhou para as próprias asas.
Bateu uma delas contra o chão, irritado.
Apolo: — Crii…
Aurora pousou suavemente sobre uma pedra.
Aurora: — Dormiu bem?
Apolo apenas virou o rosto.
A coruja sorriu de leve.
Aurora: — Imaginei.
Logo depois, Lumi apareceu carregando um pequeno balde feito de madeira.
Dentro havia água cristalina.
Lumi: — Bom dia, Apolo!
O coelhinho colocou o balde ao lado dele.
Lumi: — Trouxe água bem fresquinha.
Apolo nem sequer olhou.
Félix chegou logo atrás.
Félix: — Um “obrigado” não faria mal.
Apolo permaneceu em silêncio.
Branor aproximou-se calmamente.
Branor: — Hoje vamos mostrar um lugar importante da floresta.
Lumi abriu um grande sorriso.
Lumi: — Você vai gostar!
Apolo soltou um pequeno som de desinteresse.
Mesmo assim, levantou-se e começou a segui-los.
…
Depois de caminharem por algum tempo, chegaram diante de um lago enorme.
Suas águas eram tão transparentes que refletiam o céu como um espelho.
Lírios brancos flutuavam sobre a superfície.
No centro havia uma pequena ilha cercada por juncos.
Apolo ficou observando.
Foi então que percebeu dezenas de cisnes.
Brancos.
Negros.
Cinzentos.
Todos nadavam juntos em perfeita harmonia.
Assim que viram Apolo, alguns cisnes aproximaram-se.
Uma elegante cisne branca tomou a dianteira.
Alba: — Então você é o novo Cisne Negro.
Apolo apenas a encarou.
Alba: — Seja bem-vindo ao Lago dos Cisnes.
Apolo virou o rosto.
Apolo: — Crii…
Aurora explicou calmamente.
Aurora: — Ainda levará algum tempo até que ele compreenda a linguagem da floresta.
Alba sorriu.
Alba: — Não tem problema.
Ela olhou novamente para Apolo.
Alba: — Todos os cisnes que chegam aqui carregam alguma tristeza.
Alguns aprendem rapidamente.
Outros demoram mais.
Apolo olhou para a água.
Seu reflexo mostrava apenas um belo cisne negro.
Nenhum sinal do jovem bailarino que um dia fora.
Por um instante, sua expressão endureceu.
Lumi aproximou-se lentamente.
Lumi: — Você sente falta da sua vida… não sente?
Apolo permaneceu imóvel.
Era a primeira vez que alguém fazia uma pergunta que ele não conseguia ignorar completamente.
Sem responder, continuou olhando para o lago.
Ao longe, escondido entre as árvores, Morcant observava em silêncio.
O feiticeiro sorriu discretamente.
Morcant: — A saudade abre caminhos que o orgulho nunca consegue enxergar.
Enquanto uma leve brisa atravessava o Lago dos Cisnes, o coração de Apolo começava, pela primeira vez, a demonstrar uma pequena rachadura em sua armadura de arrogância.
Capítulo 11 – O Lago dos Cisnes
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TOPÁZIO em O Cisne Negro
O renomado ator Topázio interpreta Apolo, um jovem bailarino admirado por todos por seu talento extraordinário. No entanto, por trás dos aplausos, Apolo é arrogante, cruel e trata todos com...