Capítulo 2 — Um Segredo no Inverno
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TOPÁZIO:
A vida no castelo continua tranquila.
Ninguém imagina que existe um segredo escondido entre estas paredes.
Nem os habitantes de Aurora.
Nem os nobres.
Nem os criados.
Nem mesmo meu irmão.
Apenas meus pais conhecem a verdade.
E eles fazem de tudo para protegê-la.
Depois do café da manhã, caminho pelos corredores segurando um livro de histórias.
Adriel corre atrás de mim carregando uma espada de madeira.
ADRIEL: — Topázio!
Continuo andando.
TOPÁZIO: — O que foi agora?
Ele ergue a espada.
ADRIEL: — Hoje você é o dragão!
Dou uma risada.
TOPÁZIO: — Ontem eu também fui.
ADRIEL: — Porque você é muito bom!
Reviro os olhos, fingindo estar cansado.
TOPÁZIO: — Então vamos.
Corremos pelos jardins do castelo.
Adriel aponta sua espada para mim.
ADRIEL: — Monstro! Eu vou salvar o reino!
Levanto as mãos dramaticamente.
TOPÁZIO: — Nunca!
Saio correndo.
Ele vem atrás de mim gargalhando.
Os guardas observam a brincadeira com sorrisos.
As empregadas comentam entre si.
— Os príncipes são inseparáveis.
Elas têm razão.
Não consigo imaginar minha vida sem Adriel.
Depois de muito correr, paramos perto do lago.
Adriel se senta na neve.
Respira ofegante.
ADRIEL: — Quando você crescer…
Olho para ele.
TOPÁZIO: — Sim?
ADRIEL: — Você vai ser rei.
Faço um pequeno sorriso.
TOPÁZIO: — Acho que sim.
Ele olha para o castelo.
ADRIEL: — E eu vou ser seu ajudante.
Rio.
TOPÁZIO: — Vai?
Ele faz que sim com a cabeça.
ADRIEL: — Eu nunca vou deixar você sozinho.
Meu coração se aquece.
Sento ao lado dele.
TOPÁZIO: — Obrigado.
No fim da tarde, minha mãe me chama discretamente.
RAINHA: — Topázio… venha comigo.
Ela olha ao redor para ter certeza de que ninguém está ouvindo.
Principalmente Adriel.
Seguimos até uma antiga sala nos fundos do castelo.
A porta é fechada.
As cortinas permanecem fechadas.
Meu pai já está esperando.
Ele sorri para mim.
REI: — Está pronto?
Assinto.
Mesmo sendo pequeno…
Já entendo por que fazemos isso escondidos.
Meu pai coloca um pequeno vaso de barro sobre a mesa.
REI: — Concentre-se.
Respiro fundo.
Olho para o vaso.
Estendo lentamente a mão.
No início…
Nada acontece.
Então pequenos cristais de gelo surgem na ponta dos meus dedos.
Eles brilham como diamantes.
Uma fina camada de gelo cobre o vaso.
Logo depois, delicados flocos de neve começam a cair dentro da sala.
Minha mãe observa emocionada.
Meu pai sorri orgulhoso.
RAINHA: — Está ficando cada vez mais forte.
Olho para minhas mãos.
Ainda não entendo completamente esse poder.
Só sei que nasceu comigo.
Meu pai se ajoelha diante de mim.
REI: — Escute com atenção, filho.
Faço que sim.
REI: — Este dom é especial.
RAINHA: — Mas nem todas as pessoas compreenderiam.
Meu pai segura meus ombros.
REI: — Por isso ninguém pode saber.
Ninguém.
Assinto em silêncio.
TOPÁZIO: — Nem os criados?
REI: — Não.
TOPÁZIO: — Nem os guardas?
REI: — Não.
Olho para minha mãe.
TOPÁZIO: — Nem o Adriel?
Os dois trocam um olhar.
Minha mãe responde com carinho.
RAINHA: — Nem ele.
Baixo a cabeça.
TOPÁZIO: — Mas ele é meu irmão…
Ela acaricia meu rosto.
RAINHA: — Sabemos disso.
REI: — Um dia, quando chegar o momento certo, talvez possamos contar a verdade.
RAINHA: — Até lá, este segredo precisa permanecer apenas entre nós.
Assinto, embora meu coração fique pesado.
Nunca escondi nada de Adriel.
E agora preciso esconder a parte mais importante de quem eu sou.
Ao sair da sala, encontro Adriel esperando no corredor.
Ele sorri imediatamente.
ADRIEL: — Finalmente!
Corro até ele.
TOPÁZIO: — O que aconteceu?
Ele segura minha mão.
ADRIEL: — Vamos jantar!
Sorrio.
Por um instante, esqueço o peso daquele segredo.
Enquanto caminhamos lado a lado pelo corredor iluminado, faço uma promessa silenciosa.
Vou proteger meu irmão.
Mesmo que isso signifique esconder dele a verdade.
Fim do Capítulo 2.
Capítulo 2 — Um Segredo no Inverno
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TOPÁZIO o Rei do Gelo: O Coração Congelado
Após a coroação de Topázio como rei do reino de Aurora, seus poderes de controlar o gelo e a neve são revelados acidentalmente diante de toda a população. Convencido de que jamais será...