Capítulo 11 — Esperança na Estrada
Uma semana se passa.
Na pequena ilha, a vida continua a mesma.
Todas as manhãs, Mar ajuda o avô na pesca.
À tarde, recolhe conchas na praia e cuida da pequena horta ao lado da choupana.
Mas existe uma pequena mudança.
Sem perceber, todos os dias ele olha para a estrada de terra que leva ao píer.
Como se esperasse alguém.
Naquela tarde, Mar termina de estender uma rede de pesca para secar.
Depois caminha até a cerca de madeira da choupana.
Seus olhos se voltam para a estrada.
Ela está vazia.
Apenas o vento levanta um pouco de poeira.
Mar permanece ali por alguns instantes.
A avó Hana sai da cozinha carregando um cesto com roupas lavadas.
Ela observa o neto olhando para a estrada.
Sorri de maneira carinhosa.
Vovó Hana: — Está esperando alguém, meu filho?
Mar se assusta um pouco.
Mar: — Eu?
A avó se aproxima.
Vovó Hana: — Sim.
Você olha para essa estrada todos os dias.
Mar abaixa a cabeça, um pouco envergonhado.
Mar: — Eu só…
Ele sorri sem jeito.
Mar: — Fico pensando se aquele moço da cidade voltou para Seul em segurança.
A avó acaricia seus cabelos.
Vovó Hana: — Tenho certeza de que sim, meu filho.
Mar continua olhando para a estrada.
Mar: — Ele foi muito gentil com a gente.
A avó sorri.
Vovó Hana: — Foi mesmo.
Mar respira fundo.
Mar: — Será que um dia ele volta para visitar a ilha?
A senhora olha para o horizonte.
Vovó Hana: — Se o destino quiser… ele volta.
Mar abre um pequeno sorriso.
Sem perceber, seu coração alimenta uma esperança simples.
Enquanto isso, muito longe dali, em Seul, Enzo observa sobre sua mesa a pequena concha branca que Mar lhe deu.
Ele a segura delicadamente e toma uma decisão.
Era hora de voltar à ilha.
Capítulo 11 — Esperança na Estrada
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MAR
Em uma pequena ilha distante da costa da Coreia, vive Mar, um jovem ômega de coração puro que nunca conheceu o luxo, a leitura ou os costumes da cidade grande. Criado pelos avós em uma cabana...