Capítulo 6 — Um Visitante na Aldeia
Mar caminha pela pequena estrada de terra com Enzo ao seu lado.
O cesto de palha continua pendurado em seu braço, enquanto ele aponta para cada cantinho da ilha com um entusiasmo contagiante.
Para Mar, aquele lugar é o mais bonito do mundo.
Mar: — Aqui é a nossa aldeia.
Enzo observa tudo ao redor.
As casas são simples, construídas de madeira e pedra. Algumas têm pequenos jardins com flores coloridas. Redes de pesca secam penduradas em varais, enquanto barcos de madeira balançam suavemente no píer.
O cheiro de peixe fresco se mistura com a brisa do mar.
É um lugar humilde, mas cheio de vida.
Mar: — Todo mundo se conhece aqui.
Enzo sorri discretamente.
Enzo: — Parece uma comunidade muito unida.
Mar concorda com a cabeça.
Mar: — Quando alguém precisa de ajuda… todo mundo ajuda.
Enquanto caminham, alguns moradores interrompem seus afazeres para observar o visitante.
Ninguém reconhece Enzo.
Mas é evidente que ele não pertence àquela ilha.
Suas roupas, seu relógio e sua postura chamam atenção.
Duas senhoras conversam baixinho na porta de uma casa.
Senhora Park: — Você conhece aquele rapaz que está com o Mar?
Senhora Yumi: — Nunca vi por aqui.
Um pescador que conserta uma rede também levanta a cabeça.
Pescador Han: — Deve ser alguém da cidade.
Outro homem responde:
Pescador Jae: — Dá para perceber de longe.
Mar continua andando, completamente alheio aos olhares curiosos.
Ele para em frente a uma pequena padaria artesanal.
Uma senhora idosa sorri assim que o vê.
Dona Mi-ra: — Mar!
Mar abre um grande sorriso.
Mar: — Bom dia, dona Mi-ra!
A senhora pega um pão ainda quente.
Dona Mi-ra: — Acabei de tirar do forno. Leve para seus avós.
Mar balança a cabeça.
Mar: — Eu não tenho dinheiro hoje…
A senhora ri com carinho.
Dona Mi-ra: — Quem falou em dinheiro? É um presente.
Mar segura o pão com cuidado.
Mar: — Muito obrigado!
Ele faz uma reverência respeitosa.
Enzo observa aquela cena em silêncio.
Na cidade, quase tudo tem um preço.
Naquela aldeia, a gentileza parece fazer parte da rotina.
Pouco mais à frente, um grupo de crianças corre até Mar.
Crianças: — Mar! Mar!
Elas param ao ver Enzo.
Uma delas puxa discretamente a camisa de Mar.
Menino: — Quem é ele?
Mar sorri.
Mar: — É um visitante. Estou mostrando a nossa ilha.
As crianças fazem uma reverência tímida para Enzo.
Crianças: — Olá!
Enzo responde com educação.
Enzo: — Olá.
As crianças voltam a brincar, mas continuam olhando para ele de vez em quando, curiosas.
Daniel se aproxima discretamente.
Daniel: — Acho que todos perceberam que não somos daqui.
Enzo olha ao redor.
Os moradores realmente os observam, mas sem desconfiança ou hostilidade.
Há apenas curiosidade.
Mar, sem perceber a atenção que desperta, continua mostrando cada cantinho da aldeia.
Mar: — Ali fica o poço de onde buscamos água.
Aponta para outro lado.
Mar: — E naquela árvore eu costumava subir quando era criança.
Ele ri da própria lembrança.
Enzo acompanha cada palavra.
Capítulo 6 — Um Visitante na Aldeia
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MAR
Em uma pequena ilha distante da costa da Coreia, vive Mar, um jovem ômega de coração puro que nunca conheceu o luxo, a leitura ou os costumes da cidade grande. Criado pelos avós em uma cabana...