Capítulo 7 — A Choupana à Beira-Mar
Depois de caminhar pela aldeia, Mar sorri para Enzo.
Mar: — Agora eu quero mostrar a minha casa.
Enzo faz um leve aceno com a cabeça.
Enzo: — Vamos.
Os dois deixam a pequena vila e seguem por uma trilha estreita cercada por capim alto e flores silvestres.
O mar permanece ao lado deles durante todo o caminho.
Mar anda descalço sobre a areia e as pedras sem qualquer dificuldade.
De vez em quando, olha para trás para ter certeza de que Enzo ainda o acompanha.
Mar: — É só mais um pouquinho.
Enzo observa o jeito simples e espontâneo do jovem.
Mar não tenta impressioná-lo.
Apenas quer compartilhar o lugar onde vive.
Depois de alguns minutos, a pequena choupana aparece.
Ela fica isolada, de frente para o mar.
O telhado de madeira está gasto pelo tempo.
Algumas tábuas foram substituídas por outras de cores diferentes.
Uma rede de pesca seca pendurada ao lado da porta.
No pequeno quintal há uma horta com algumas verduras e ervas.
Mar sorri com orgulho.
Mar: — Chegamos.
Ele abre a pequena cerca de madeira.
Mar: — Pode entrar.
Enzo atravessa o portão devagar.
Ele observa cada detalhe.
A casa é muito mais simples do que imaginava.
Mesmo assim, tudo está extremamente limpo e organizado.
A porta se abre.
Uma senhora de cabelos grisalhos aparece com um avental simples.
Ao ver Mar, ela sorri imediatamente.
Vovó Hana: — Meu querido, você voltou.
Mar abraça a avó com carinho.
Mar: — Voltei, vó.
Depois se afasta um pouco.
Mar: — Esse é o Enzo.
Ele está conhecendo a ilha.
A senhora faz uma reverência educada.
Vovó Hana: — Seja bem-vindo à nossa casa.
Enzo retribui a reverência.
Enzo: — Obrigado por me receber.
Nesse instante, o avô Dae sai dos fundos da casa carregando uma rede de pesca.
Ele para ao notar o visitante.
Vovô Dae: — Temos visita?
Mar sorri.
Mar: — Sim, vovô.
Ele veio da cidade.
O velho aperta a mão de Enzo.
Vovô Dae: — Nossa casa é simples… mas o senhor é muito bem-vindo.
Enzo: — Eu agradeço.
Mar entra correndo na cozinha.
Poucos segundos depois, volta segurando uma bandeja com chá e alguns pedaços de batata-doce cozida.
Ele coloca tudo sobre a mesa.
Mar: — É o que a gente tem.
Espero que goste.
Enzo olha para a bandeja.
É uma refeição muito simples.
Mas percebe o cuidado com que Mar preparou tudo.
O jovem serve primeiro o avô.
Depois a avó.
Só então coloca uma xícara diante de Enzo.
Por último, serve a si mesmo.
Enzo observa aquele gesto em silêncio.
Há respeito.
Há educação.
Há bondade.
Mesmo sem nunca ter estudado ou aprendido etiqueta, Mar trata todos com uma delicadeza natural.
Enquanto conversam, os olhos de Enzo percorrem discretamente o interior da choupana.
Há poucos móveis.
Uma mesa antiga.
Quatro cadeiras diferentes.
Um fogão a lenha.
Livros não existem.
Televisão também não.
As roupas estão cuidadosamente remendadas.
A simplicidade da casa contrasta com a alegria de seus moradores.
Naquele momento, Enzo entende que Mar vive em condições muito difíceis.
E, pela primeira vez desde que chegou à ilha, surge um pensamento que não consegue afastar.
Enzo (pensando): “Um jovem tão puro… não deveria viver com tão pouco.”
Capítulo 7 — A Choupana à Beira-Mar
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MAR
Em uma pequena ilha distante da costa da Coreia, vive Mar, um jovem ômega de coração puro que nunca conheceu o luxo, a leitura ou os costumes da cidade grande. Criado pelos avós em uma cabana...