file_00000000fd64720ebd2005dfd0d5f2ed

POCAHONTOS

Capítulo 4 — Ecos no Coração

  1. Home
  2. All Mangas
  3. POCAHONTOS
  4. Capítulo 4 — Ecos no Coração
Anterior
🟡 Em breve

A noite cai sobre a floresta.

Milhares de estrelas brilham no céu escuro.

A lua ilumina os rios e os caminhos entre as árvores.

Mas, naquela noite, duas pessoas em lados opostos da floresta não conseguem parar de pensar uma na outra.

Na aldeia dos Powhatan…

Pocahontos está sentado próximo ao fogo.

Ao seu redor, os membros da tribo conversam e compartilham histórias.

Mas ele mal escuta.

Sua mente volta repetidamente ao encontro na cachoeira.

Aos olhos azuis do estrangeiro.

Ao sorriso gentil.

À maneira como ele o observava.

NAKOMA: — Você está fazendo isso de novo.

Pocahontos pisca.

POCAHONTOS: — Fazendo o quê?

NAKOMA: — Olhando para o nada.

POCAHONTOS: — Eu não estava olhando para o nada.

NAKOMA: — Então para quem estava olhando?

Pocahontos fica em silêncio.

Nakoma estreita os olhos.

NAKOMA: — Ah, não…

POCAHONTOS: — O quê?

NAKOMA: — Você está pensando naquele estrangeiro.

Pocahontos quase deixa cair a tigela que segura.

POCAHONTOS: — Não estou!

NAKOMA: — Está sim.

POCAHONTOS: — Você nem estava lá.

NAKOMA: — E mesmo assim eu sei.

Nakoma sorri de maneira provocadora.

Pocahontos cruza os braços.

POCAHONTOS: — Eu só estou curioso.

NAKOMA: — Claro.

Muito curioso.

Pocahontos revira os olhos.

Mas não consegue esconder um pequeno sorriso.

Enquanto isso…

No acampamento inglês…

John Smith também está distraído.

Os colonizadores trabalham na construção do assentamento.

Mas John permanece sentado próximo à praia.

Observando a pequena flor azul que recebeu.

Um marinheiro se aproxima.

MARINHEIRO: — Você está olhando para essa flor há horas.

JOHN SMITH: — Não estou.

MARINHEIRO: — Está sim.

John suspira.

JOHN SMITH: — Talvez.

MARINHEIRO: — Encontrou alguém na floresta?

John sorri discretamente.

JOHN SMITH: — Talvez.

MARINHEIRO: — Você está impossível hoje.

JOHN SMITH: — Talvez.

O marinheiro balança a cabeça.

MARINHEIRO: — Definitivamente encontrou alguém.

Na manhã seguinte…

Chefe Powhatan reúne alguns guerreiros.

A notícia sobre os estrangeiros continua preocupando a tribo.

CHEFE POWHATAN: — Precisamos observá-los.

Mas não devemos provocar conflito.

Os guerreiros concordam.

Kocoum permanece atento.

KOCOUM: — Se representarem perigo, estaremos preparados.

CHEFE POWHATAN: — Espero que não seja necessário.

Pocahontos escuta tudo.

Em silêncio.

Mais tarde…

Ele volta à cachoeira.

Não admite para ninguém o motivo.

Nem para si mesmo.

Mas seu coração o trouxe até ali.

O som da água ecoa pelo vale.

O lugar está vazio.

Por um instante, ele sente uma pequena decepção.

Então…

Um galho se move.

Pocahontos se vira.

John Smith surge entre as árvores.

Os dois congelam.

E logo sorriem.

Como se já estivessem esperando por aquilo.

JOHN SMITH: — Pocahontos.

O jovem indígena reconhece seu nome.

Seus olhos brilham.

POCAHONTOS: — John.

John sorri.

Desta vez, a pronúncia está perfeita.

JOHN SMITH: — Você lembrou.

POCAHONTOS: — John.

John aponta para si mesmo.

JOHN SMITH: — John.

Depois aponta para Pocahontos.

JOHN SMITH: — Pocahontos.

Os dois riem.

Aos poucos, começam a se comunicar.

Com gestos.

Expressões.

Desenhos feitos na terra.

John desenha um navio.

Pocahontos observa curioso.

POCAHONTOS: — Navio.

John não entende a palavra.

Mas entende o significado.

Então repete:

JOHN SMITH: — Ship.

Pocahontos tenta imitar.

POCAHONTOS: — Xip.

John ri.

JOHN SMITH: — Quase.

Os dois continuam aprendendo um com o outro.

Sem perceber o tempo passar.

Mais tarde…

Pocahontos conduz John por uma trilha secreta.

Uma parte da floresta que poucos conhecem.

Luzes douradas atravessam as árvores.

Borboletas voam entre as flores.

John observa tudo maravilhado.

JOHN SMITH: — Beautiful.

Pocahontos não entende a palavra.

Mas entende o olhar.

John aponta para a floresta.

Depois para ele.

JOHN SMITH: — Beautiful.

Pocahontos sente o rosto esquentar.

E sorri timidamente.

Ao longe…

Escondido entre as árvores…

Kocoum observa.

Seu olhar fica sério.

Ele viu tudo.

O estrangeiro.

Pocahontos.

Os sorrisos.

A proximidade.

Kocoum não sente raiva.

Mas sente preocupação.

Muita preocupação.

KOCOUM: — Pocahontos…

Quando o sol começa a se pôr…

John e Pocahontos chegam novamente à cachoeira.

Nenhum dos dois parece querer ir embora.

O silêncio entre eles é confortável.

Gentil.

Como uma canção suave.

Então o vento sopra.

Movendo os cabelos dos dois.

Pocahontos fecha os olhos por um instante.

Quando os abre…

Percebe que John está olhando para ele.

Não para a floresta.

Não para a cachoeira.

Para ele.

E o coração de Pocahontos acelera.

Pela primeira vez…

Ele sente algo que nunca sentiu antes.

Algo novo.

Algo bonito.

Algo que o assusta um pouco.

E que, ao mesmo tempo, o faz sorrir.

NARRADOR:

Enquanto a amizade cresce entre os dois jovens…

As diferenças entre seus mundos continuam aumentando.

E muito em breve…

Eles precisarão decidir até onde estão dispostos a seguir seus corações.

Capítulo 4 — Ecos no Coração
Fonts
Text size
AA
Background

POCAHONTOS

67 Views 0 Subscribers

Em uma terra exuberante cercada por rios cristalinos e florestas encantadas, vive Pocahontos, um jovem indígena de 17 anos, sonhador, livre e profundamente conectado com os espíritos da...

Chapters

  • Capítulo 5 — Segredos ao Vento
  • Capítulo 4 — Ecos no Coração
  • Capítulo 3 — O Encontro
  • Capítulo 2 — Um Caminho Já Escolhido
  • Capítulo 1 — O Chamado do Vento
 

Login

Perdeu sua senha?

← Voltar BL Novels

Assinar

Registre-Se Para Este Site.

Leave the field below empty!

De registo em | Perdeu sua senha?

← Voltar BL Novels

Perdeu sua senha?

Por favor, digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail. Você receberá um link para criar uma nova senha via e-mail.

← VoltarBL Novels