Capítulo 5: O Segredo de Rubi
As águas de Atlântica brilhavam com os primeiros raios de sol.
Rubi nadava rapidamente de volta para o reino.
Seu coração ainda estava acelerado.
Ele não conseguia parar de pensar naquele momento na ilha.
O olhar do príncipe.
A voz dele.
A forma como ele não demonstrou medo.
Atrás dele, vinha Linguado, tentando acompanhar.
Linguado:
— Rubi! Espera!
Rubi continuou nadando.
Linguado:
— Você está louco, Rubi?!
Rubi parou e olhou para o amigo.
Rubi:
— O que foi?
Linguado chegou perto, ainda assustado.
Linguado:
— O que foi? Você quase foi descoberto!
Rubi ficou em silêncio.
Linguado:
— Ele quase te viu!
Rubi olhou para trás, lembrando do rosto de Eric sob a luz do amanhecer.
Rubi:
— Eu sei.
Linguado:
— Você sabe?!
Rubi:
— Sim.
Linguado:
— Rubi, aquele era um humano! Um humano de verdade! Você estava na frente dele!
Rubi sorriu levemente.
Rubi:
— E ele não tentou me machucar.
Linguado ficou confuso.
Linguado:
— Mas ele nem sabia o que você era.
Rubi continuou nadando lentamente.
Rubi:
— Talvez esse seja o problema.
Linguado:
— Como assim?
Rubi olhou para o palácio distante de Atlântica.
Rubi:
— Nós temos medo deles porque nunca conversamos com eles.
Linguado ficou pensativo.
Linguado:
— Mas se o Rei Tritão descobrir…
Rubi perdeu o sorriso.
Ele sabia que o amigo estava certo.
Seu pai jamais aceitaria que ele tivesse salvado um humano.
Muito menos que tivesse ficado cantando para ele na praia.
Eles chegaram aos jardins de coral de Atlântica.
Mas antes que pudessem entrar, uma voz conhecida apareceu.
Sebastião:
— Eu sabia.
Rubi e Linguado se assustaram.
Sebastião saiu de trás de uma formação de coral.
Sebastião:
— Eu sabia que vocês estavam escondendo alguma coisa.
Linguado tentou disfarçar.
Linguado:
— Escondendo? Nós? Nunca.
Sebastião olhou para ele.
Sebastião:
— Você é péssimo mentindo.
Rubi abaixou o olhar.
Sebastião:
— Rubi… o que aconteceu na superfície?
Rubi ficou em silêncio por alguns segundos.
Então respondeu.
Rubi:
— Eu encontrei um humano.
Sebastião arregalou os olhos.
Sebastião:
— Um humano?
Rubi:
— Ele estava ferido.
Sebastião:
— E você ajudou ele?
Rubi confirmou com a cabeça.
Sebastião suspirou.
Sebastião:
— Você tem o coração mais bondoso que eu conheço.
Ele olhou sério para Rubi.
Sebastião:
— Mas esse mesmo coração pode colocar você em perigo.
Antes que Rubi respondesse, uma corrente forte atravessou o reino.
Todos sentiram.
O tridente do Rei Tritão havia brilhado no palácio.
Ele sabia que algo estava errado.
No salão real, o Rei Tritão observava a entrada.
Ao lado dele estavam David, Angel e Bela.
David:
— Ele voltou.
Angel:
— Você acha que ele fez alguma coisa?
Bela:
— É o Rubi. Ele sempre segue o coração.
As portas se abriram.
Rubi entrou.
O rei olhou para o filho.
Rei Tritão:
— Onde você estava?
Rubi ficou parado.
Ele sabia que uma simples resposta poderia mudar tudo.
Enquanto isso, longe dali…
Na caverna escura, Ursula observava através de sua magia.
Ela viu o brilho nos olhos de Rubi.
Viu que o jovem tritão estava apaixonado por um mundo proibido.
Ursula:
— Continue sonhando, pequeno Rubi.
Ela sorriu.
Ursula:
— Quanto mais você desejar a superfície… mais fácil será fazer você entregar tudo.
Em Atlântica, Rubi estava diante de seu pai.
E o segredo que ele carregava estava prestes a ser revelado.
Capítulo 5: O Segredo de Rubi
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