Capítulo 8: O Dever de um Príncipe
O castelo estava tranquilo naquela manhã.
A luz do sol entrava pelas grandes janelas de pedra, iluminando os corredores onde criados caminhavam em silêncio.
No alto da torre, o Príncipe Eric observava o oceano.
Mesmo depois de vários dias, ele ainda pensava na tempestade.
Pensava no navio perdido.
Pensava nos marinheiros.
E principalmente…
Pensava em Rubi.
Aquela voz continuava em sua memória.
De repente, um guarda apareceu na porta.
Guarda:
— Príncipe Eric.
Eric se virou.
Príncipe Eric:
— Sim?
Guarda:
— Seu pai deseja falar com o senhor no salão real.
Eric respirou fundo.
Ele sabia que uma conversa com o rei não seria simples.
Príncipe Eric:
— Eu já vou.
No grande salão do castelo, o Rei Arthur, pai de Eric, esperava perto de uma grande janela.
Ele era um rei experiente, conhecido por proteger seu povo e seu reino.
Quando Eric entrou, o rei olhou para o filho.
Rei Arthur:
— Eric.
Príncipe Eric:
— Pai.
Por alguns segundos, os dois ficaram em silêncio.
O rei observava que o filho havia mudado depois da tempestade.
Rei Arthur:
— Você quase morreu.
Eric abaixou o olhar.
Príncipe Eric:
— Eu sei.
Rei Arthur:
— Um navio destruído. Uma tempestade impossível. E você desaparecido no oceano.
O rei se aproximou.
Rei Arthur:
— Você entende a preocupação que causou?
Eric olhou para o pai.
Príncipe Eric:
— Eu entendo.
O rei suspirou.
Rei Arthur:
— Você sempre foi aventureiro. Desde criança queria conhecer o mundo.
Eric sorriu levemente.
Príncipe Eric:
— Porque existe muito que ainda não conhecemos.
O rei ficou sério.
Rei Arthur:
— E às vezes o desconhecido é perigoso.
Eric ficou em silêncio.
Ele sabia que o pai falava dos perigos do mar.
Rei Arthur:
— Os oceanos são imprevisíveis. Existem histórias antigas sobre criaturas que vivem nas profundezas.
Eric lembrou de Rubi.
Mas não contou.
Príncipe Eric:
— Pai… e se algumas dessas histórias estiverem erradas?
O rei ficou surpreso.
Rei Arthur:
— Por que está dizendo isso?
Eric olhou pela janela.
Príncipe Eric:
— Porque naquela noite alguém me salvou.
O rei se aproximou.
Rei Arthur:
— Os marinheiros disseram que foi uma pessoa da ilha.
Eric balançou a cabeça.
Príncipe Eric:
— Não foi.
O rei ficou curioso.
Rei Arthur:
— Então quem foi?
Eric hesitou.
Como explicar algo que parecia impossível?
Príncipe Eric:
— Eu não sei.
Ele lembrou do rosto borrado pela luz do amanhecer.
Príncipe Eric:
— Mas sei que era alguém diferente.
O rei observou o filho.
Rei Arthur:
— Eric, você está procurando respostas em um lugar onde pode encontrar perigo.
Príncipe Eric:
— Talvez.
Ele olhou para o oceano.
Príncipe Eric:
— Mas talvez também exista algo lá que nós nunca tentamos entender.
O rei ficou preocupado.
Ele conhecia o espírito do filho.
Quando Eric colocava algo na cabeça, era difícil fazê-lo desistir.
Rei Arthur:
— Prometa que terá cuidado.
Eric olhou para o pai.
Príncipe Eric:
— Eu prometo.
Mas no fundo, ele sabia.
Ele ainda queria voltar ao mar.
Ele precisava descobrir quem era Rubi.
Enquanto isso, longe dali…
Nas profundezas do oceano, Rubi também olhava para a superfície.
Ele segurava uma pequena lembrança que encontrou na ilha.
Um pedaço de tecido da roupa de Eric.
Linguado:
— Você ainda está pensando nele, não está?
Rubi se assustou.
Rubi:
— Linguado…
O peixe olhou para o amigo.
Linguado:
— Você sabe que isso pode trazer problemas.
Rubi olhou para cima.
Rubi:
— Eu sei.
Mas seu coração já havia escolhido uma direção.
E, no castelo, Eric sentia a mesma coisa.
Dois mundos separados pelo oceano estavam começando a se aproximar.
E ninguém sabia que essa aproximação mudaria o destino de todos.
Capítulo 8: O Dever de um Príncipe
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TOPÁZIO e o Pequeno Príncipe
Em TOPÁZIO e o Pequeno Príncipe
Ano: 1830
No ano de 1830, humanos e habitantes do mar vivem separados pelo medo e pelo preconceito. Enquanto expedições caçam sereias e tritões,...