Capítulo 2 — Um sonho chamado liberdade
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Topázio:
Enquanto eu visto roupas bordadas com ouro, existe alguém, em algum lugar do reino, que acorda antes do nascer do sol para conquistar o próprio pão.
Eu ainda não conheço seu nome.
Mas, sem saber, nossas vidas caminham na direção uma da outra.
O sino da cidade toca logo pela manhã.
As ruas começam a ficar movimentadas. Comerciantes montam suas barracas, crianças correm pela praça e o cheiro de pão recém-assado invade o ar.
Na pequena loja de costura da cidade, um jovem termina de passar a linha pela agulha.
Madame Carp: — Rubi! Essas mangas ainda não ficaram prontas?
O rapaz levanta a cabeça rapidamente.
Rubi: — Mais um minuto, senhora! Estou terminando os últimos pontos.
Madame Carp cruza os braços.
Madame Carp: — Você sempre diz “mais um minuto”.
Rubi sorri.
Rubi: — Porque sempre funciona.
Ela tenta manter a expressão séria, mas acaba rindo.
Madame Carp: — Você tem sorte de ser o melhor costureiro desta loja.
Rubi termina a costura e entrega o vestido.
Rubi: — Pronto.
Madame Carp examina cada detalhe.
Passa os dedos pelas mangas.
Observa os bordados.
Depois sorri discretamente.
Madame Carp: — Como sempre… impecável.
Rubi faz uma pequena reverência exagerada.
Rubi: — O artista agradece.
Os dois riem.
Naquele instante, um miado ecoa pela loja.
— Miau!
Um gato cinzento entra correndo.
Rubi: — Wolfie!
O gato pula direto nos braços do jovem, balançando a cauda como se fosse um cachorro.
Madame Carp: — Esse gato definitivamente esqueceu que é um gato.
Rubi faz carinho em sua cabeça.
Rubi: — Eu também acho.
Wolfie lambe o rosto de Rubi.
Rubi: — Ei! Isso faz cócegas!
Madame Carp ri novamente.
Madame Carp: — Levem essa bagunça para fora da minha loja.
Rubi: — Sim, senhora!
Algumas horas depois…
O movimento diminui.
Rubi sai para a praça carregando um pequeno violão.
Senta-se perto da fonte.
Respira fundo.
Começa a cantar.
Sua voz é doce e cheia de emoção.
Aos poucos, as pessoas se aproximam.
Uma criança sorri.
Um casal para para ouvir.
Um senhor fecha os olhos, apreciando a música.
Quando a canção termina, a praça explode em aplausos.
Senhora: — Você canta lindamente!
Homem: — Um dia você será famoso!
Rubi sorri, um pouco envergonhado.
Rubi: — Obrigado. Cantar faz meu coração se sentir livre.
Enquanto guarda o violão, seus olhos se voltam para o castelo, no alto da colina.
As torres brilham sob a luz do sol.
Rubi: — Deve ser estranho morar lá…
Ele sorri sozinho.
Rubi: — Aposto que o príncipe nunca precisou costurar uma roupa inteira para pagar o jantar.
Wolfie solta um miado, como se respondesse.
Rubi: — Mas quem sabe? Talvez ele também tenha sonhos que ninguém conhece.
Sem imaginar, Rubi acaba de pensar na única pessoa que mudará sua vida para sempre.
E, naquele mesmo instante, no castelo, o verdadeiro príncipe também sente que seu destino está prestes a mudar.
Capítulo 2 — Um sonho chamado liberdade
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TOPÁZIO O Príncipe e o Plebeu
Em um reino encantado, o príncipe Topázio vive preso às responsabilidades da realeza, enquanto Rubi, um jovem plebeu talentoso e trabalhador, luta para sobreviver como costureiro e cantor....