Capítulo 21 — A fuga
Topázio:
Não sei quanto tempo fiquei sentado naquele quarto.
Depois de ouvir Preminger dizer que havia descoberto a existência de Rubi, percebi que precisava escapar.
Não podia continuar esperando.
Rubi estava em perigo.
Julian também.
E minha mãe sequer sabia onde eu estava.
Levanto-me e começo a observar o quarto.
A janela.
A porta.
As paredes.
Então percebo que a fechadura não está completamente presa.
Talvez, na pressa, o guarda tenha deixado uma brecha.
Aproximo-me lentamente.
Topázio: — Vamos…
Tento mexer na maçaneta.
Nada.
Tento novamente.
A porta se abre alguns centímetros.
Meu coração dispara.
Topázio: — Funcionou.
Olho para o corredor.
Está vazio.
Saio rapidamente.
Não penso duas vezes.
Começo a correr.
Desço por uma escadaria estreita e encontro uma porta nos fundos do esconderijo.
Abro.
O ar frio da noite bate no meu rosto.
Pela primeira vez em dias, consigo respirar profundamente.
Estou livre.
Mas não posso parar.
Corro pela estrada.
Meus pés doem.
Minha roupa está suja.
Estou cansado.
Mesmo assim, continuo.
Topázio (pensando): Preciso chegar ao castelo.
Preciso encontrar Rubi.
Preciso chegar antes que seja tarde demais.
Depois de muito tempo correndo, finalmente consigo ver as torres do meu reino ao longe.
Meu coração aperta.
O castelo.
Minha casa.
Acelero o passo.
Topázio: — Só mais um pouco…
Continuo correndo.
Mas algo está errado.
Há muitos guardas nos portões.
E consigo ouvir pessoas falando.
O palácio está em confusão.
Topázio (pensando): O que aconteceu?
Corro até os portões.
Um guarda coloca a mão na espada.
Guarda: — Pare!
Levanto as mãos.
Topázio: — Sou eu!
O guarda me encara.
Guarda: — Quem é você?
Respiro com dificuldade.
Topázio: — Topázio.
Ele fica imóvel.
Guarda: — O príncipe?
Topázio: — Sim!
Outro guarda se aproxima.
Ele olha para meu rosto.
Depois arregala os olhos.
Segundo guarda: — É ele!
O primeiro guarda fica completamente surpreso.
Guarda: — Sua Alteza…
Não espero mais.
Passo pelos portões correndo.
Topázio: — Onde está minha mãe?
O guarda aponta para o palácio.
Guarda: — No salão, Majestade. Houve uma grande confusão.
Meu coração dispara.
Topázio: — Rubi…
Corro novamente.
No salão
As portas se abrem de repente.
Todos se viram.
A Rainha Genevieve fica imóvel.
Dominick também.
Julian arregala os olhos.
E Rubi…
Rubi fica completamente pálido.
Eu entro no salão, cansado, sujo e sem forças.
Olho para todos.
Depois para Rubi.
Por alguns segundos, nenhum de nós consegue falar.
Então sorrio.
Topázio: — Rubi…
Ele leva a mão à boca.
Rubi: — Topázio…
Corro até ele.
E nós dois nos abraçamos.
Topázio: — Você está bem?
Rubi: — Estou. E você?
Topázio: — Agora estou.
Julian se aproxima, visivelmente emocionado.
Julian: — Topázio…
Olho para ele.
Topázio: — Julian.
Ele sorri aliviado.
Mas, atrás de nós, Preminger permanece parado.
Seu rosto perde completamente a cor.
Porque agora todos podem ver a verdade.
Existem dois jovens idênticos no salão.
E, finalmente, o verdadeiro príncipe está de volta.
Capítulo 21 — A fuga
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TOPÁZIO O Príncipe e o Plebeu
Em um reino encantado, o príncipe Topázio vive preso às responsabilidades da realeza, enquanto Rubi, um jovem plebeu talentoso e trabalhador, luta para sobreviver como costureiro e cantor....