Capítulo 18 — O Monstro
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TOPÁZIO:
O salão permanece congelado.
Ninguém diz uma palavra.
Só se ouve o vento e os flocos de neve caindo lentamente.
Olho ao redor.
Todos me encaram.
Alguns com medo.
Outros com espanto.
Então uma voz rompe o silêncio.
É o Duque de Esmeralda.
Ele aponta para mim.
DUQUE DE ESMERALDA: — Peguem ele!
Todos olham para o duque.
Ele continua gritando.
DUQUE DE ESMERALDA: — Ele é um monstro!
O salão inteiro mergulha no caos.
Os convidados começam a recuar.
Alguns guardas, assustados, levantam suas lanças.
Adriel dá um passo à frente.
ADRIEL: — Não!
Mas ninguém o escuta.
Meu coração dispara.
As palavras do duque ecoam na minha mente.
“Monstro…”
Era exatamente isso que eu sempre temi ouvir.
Dou um passo para trás.
Depois outro.
As lágrimas escorrem pelo meu rosto.
Viro as costas.
E começo a correr.
Corro pelos corredores do castelo.
Os criados saem do caminho.
As portas se abrem diante de mim.
Atrás de mim, escuto os gritos.
GUARDAS: — Peguem ele!
GUARDA: — Não deixem o rei fugir!
Corro mais rápido.
Já não consigo pensar.
Só quero ir embora.
Só quero desaparecer.
Empurro as enormes portas do castelo.
Elas se abrem com força.
Do lado de fora…
Toda Aurora está reunida.
Milhares de moradores aguardam para ver seu novo rei.
Quando me veem sair correndo…
O silêncio toma conta da praça.
As pessoas observam minhas mãos cobertas de gelo.
Veem a neve girando ao meu redor.
O medo aparece em seus rostos.
Dou mais um passo.
O chão congela imediatamente sob meus pés.
Uma trilha de gelo atravessa a praça.
Cristais cobrem as pedras.
Fontes congelam.
As árvores ficam brancas.
A magia escapa de mim sem controle.
Os moradores recuam.
Algumas crianças começam a chorar.
Os guardas correm em minha direção.
GUARDAS: — Peguem ele!
GUARDA: — Não deixem ele escapar!
Continuo correndo.
As lágrimas não param de cair.
Minha visão fica embaçada.
Tudo o que consigo ouvir é a palavra…
“Monstro…”
Deixo os portões de Aurora para trás.
Corro sem olhar para trás.
Na minha frente, apenas as montanhas e o grande fiorde.
Caio de joelhos na neve.
Minha respiração falha.
As lágrimas caem sobre o gelo.
TOPÁZIO: — Eu… só queria ser… como todo mundo…
Olho para minhas mãos.
Elas brilham com uma intensa luz azul.
Minha magia responde à minha dor.
O vento se torna mais forte.
A neve começa a cair violentamente.
Levanto lentamente a cabeça e olho para o fiorde à minha frente.
Estou sozinho.
Mais uma vez.
E, pela primeira vez, não fujo apenas do castelo.
Fujo de tudo o que um dia chamei de lar.
Fim do Capítulo 18.
Capítulo 18 — O Monstro
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TOPÁZIO o Rei do Gelo: O Coração Congelado
Após a coroação de Topázio como rei do reino de Aurora, seus poderes de controlar o gelo e a neve são revelados acidentalmente diante de toda a população. Convencido de que jamais será...