A Tarde de Sexta_20260721_222025_0000

A tarde de Sexta que mudou a minha vida

capítulo 23

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🟡 Em breve

A fatídica tarde de quinta-feira chegou.

Sentia meu corpo pesado, como se estivesse carregando o peso do mundo nas minhas costas. Quanto mais eu pensava em me afastar do Timy, mais eu me sentia frustrado e confuso.

Minha mãe estava bem melhor, já tinha voltado ao seu humor habitual e, como de costume, me pediu para levar sua receita nova para a Dona Marta. Tomei um pouco de fôlego, criei coragem e fui.

Timy, a princípio, tinha ficado confuso com o convite inesperado , que na verdade foi a minha tentativa de fuga para não ficar sozinho com a Elisa. Mas agora ele estava animado com a ideia, e me mandou várias mensagens com referências e teorias sobre a história do filme. Ele ficava muito fofo quando estava empolgado com algo: seus olhos ganhavam um brilho especial, destacando aquele tom verde lindo com as pupilas dilatadas. Eu amava ouvi-lo falar, amava vê-lo empolgado. Quanto mais ele falava, mais eu encurtava a minha fala só para poder ouvi-lo mais um pouco e observar, por mais alguns segundos, seus olhos brilhantes.

Mas agora eu precisava lutar contra isso. Eu já cedi demais; fui baixando minha guarda e agora está cada vez mais difícil me ver longe dele.

Cheguei ao portão do sobrado azul de janelas amarelas.

Timy surgiu na porta da frente abrindo um sorriso. Entregou a nova receita da Dona Janete para sua mãe e seguimos o caminho em direção à casa da Elisa. Ele estava superansioso e empolgado, involuntariamente dava pulinhos enquanto falava, me perguntando se eu preferia pipoca doce ou salgada, chocolates ou amendoins, e qual era meu refrigerante favorito. Por um breve momento, acabei esquecendo das minhas preocupações. O Timy tinha esse dom: apesar de me causar um certo caos emocional, também me trazia uma paz incrível. Eu passaria horas em sua companhia; só de observá-lo, eu já me sentia bem.

Chegamos à casa da Elisa e os dois foram lado a lado conversando. Eu fiquei mais atrás, fazendo apenas pequenas participações quando me perguntavam algo.

Chegamos para a sessão. Eu comprei os ingressos, o Timy comprou as pipocas e a Elisa comprou os doces.

— Você está bem, Wil? Está meio calado hoje!

 

Elisa disse. Ela tinha tentado puxar assunto ao longo do caminho, mas eu agradeci tanto por o Timy tomar a minha frente e distraí-la.

 

— Estou bem sim, só ansioso para o filme! Vocês comentaram a semana inteira sobre isso, fiquei curioso.

Ela deu um meio sorriso. Não parecia convencida da minha resposta, mas decidiu aceitar.

Entramos na sala de cinema. Eu fiquei no meio, Elisa de um lado e Timy do outro. O filme começou e o Timy estava totalmente concentrado, com os olhos vidrados na tela sem perder nenhum detalhe. Elisa, por outro lado, estava inquieta. Mexia-se na cadeira, parecendo ansiosa, e senti que ela se aproximava cada vez mais de mim. Sua perna pressionou a minha e, por instinto, fui reclinando meu corpo em direção à cadeira do Timy.

Eu não conseguia me concentrar no filme. Estava em extremo estado de alerta, só querendo fugir daquela situação da melhor forma possível. Tentei me focar na tela; estava chegando a parte que o Timy tinha comentado a semana inteira. De repente, Elisa pegou na minha mão. Dei um pequeno pulo por reflexo, mas ela continuou com sua mão sobre a minha e encostou a cabeça no meu braço, parecendo superconfortável. Eu, por outro lado, estava totalmente incomodado. Queria sair dali, mas não sabia como. Estava petrificado, tenso, com o coração acelerado e suando frio. Mas era totalmente diferente do turbilhão de emoções que eu sentia com o Timy: ali, eu só queria fugir.

De repente, o Timy cortou meus pensamentos:

— Wil, eu vou ao banheiro. Quer que eu traga alguma coisa?

Aproveitei a deixa e dei um salto, acompanhando-o:

— Eu vou com você.

Timy não questionou, só seguiu em frente. Elisa ficou surpresa com a minha atitude repentina, mas também não disse nada; só virou o rosto em direção à tela e permaneceu assim.

Chegamos ao banheiro e eu finalmente consegui respirar. Olhei-me no espelho; meu rosto estava pálido.

— Se você não gosta dessas atitudes dela, deveria falar. E se não gosta dela, deveria ser direto. Até quando vai ficar se torturando só para ser educado?

Olhei para ele, surpreso:

— Você percebeu? Achei que estivesse concentrado no filme!

— Você estava totalmente desconfortável. E na sua casa você teve a mesma reação. Por que você não é sincero com ela?

— Sempre que sou sincero, acabo tratando ela mal ou sendo rude. Aí minha consciência pesa, eu acabo contornando a situação e voltando à estaca zero.

— É… bem que o pessoal fala que você é péssimo para lidar com garotas.

— Poxa, Timy, até você? Me ajuda! O que eu faço? Como lido com isso?

— Você não gosta nem um pouco dela? Será que o que você sente não é nervosismo ou algo assim? Em algumas situações, quando gostamos de alguém, no primeiro momento a gente quer fugir, o coração acelera e não sabemos como agir… Você já passou por isso? Wil, você já namorou alguém?

“Ah, sério? Não me diga! Nunca imaginaria que ficamos assim quando gostamos de alguém… os exatos sentimentos que estou me desdobrando para lidar há semanas, e agora ele me vem com esse discurso?!”

— Achei que você iria me ajudar, não me interrogar. Para que tanta pergunta?

— Só estou tentando te ajudar!

— É… então, eu nunca namorei ninguém, não. Mas eu não sinto nada por ela. Não é nervosismo, é incômodo mesmo. E sim, eu sei como é quando gostamos de alguém.

— Você já tentou falar para ela que não sente nada? Ah… então você está gostando de alguém? Conta essa história aí, Wil!

— Eu já dei algumas indiretas, mas ela parece simplesmente não entender. Ei! Eu não disse que estou gostando de alguém, não muda de assunto.

— Há, tá bom, vou fingir que acredito! Bom, já que é esse o caso, fala para ela que você já está interessado em alguém.

— Mas eu já disse que não estou interessado em ninguém, Timy!

 

Falei, exaltando a voz. Algumas pessoas ao redor olharam, assustadas.

 

— Calma, Wil! Ela não precisa saber disso.

— Desculpa, não foi minha intenção gritar com você… Mas será que isso vai dar certo?

— Acredito que seja a sua única solução no momento, amigo.

capítulo 23
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A tarde de Sexta que mudou a minha vida

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Sipnose:

Conta a história de Wil um garoto tímido, sempre rodeado de amigos, que de repente vê sua vida virada de cabeça para baixo com a chegada...

Chapters

  • capítulo 25
  • capítulo 24
  • capítulo 23
  • capítulo 22
  • capítulo 21
  • capítulo 20
  • capítulo 19
  • capítulo 18
  • capítulo 17
  • capítulo 16
  • capítulo 15
  • capítulo 14
  • capítulo 13
  • capítulo 12 (Timy)
  • capítulo 11 (Timy)
  • capítulo 10
  • capítulo 09
  • capítulo 08
  • capítulo 07
  • capítulo 06
  • capítulo 05
  • capítulo 04
  • capítulo 03
  • capítulo 02
  • Capítulo 01
 

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