Capítulo 10 — O Castelo do Rei do Gelo
TOPÁZIO:
O gigantesco dragão de gelo atravessava as nuvens.
Suas enormes asas espalhavam neve por onde passavam.
Lá embaixo…
O Reino de Esmeralda desaparecia lentamente entre a tempestade.
Naveen não olhou para trás.
Nem uma única vez.
Seu passado havia ficado para trás.
Seus pais.
Seu irmão.
Seu povo.
Nada mais importava.
Naveen (pensamento):
“Adeus…”
“Nunca mais voltarei para aquela prisão.”
O dragão continuou voando durante horas.
Cada vez mais alto.
Cada vez mais distante.
Até chegar às montanhas mais altas do reino.
Ali…
O vento era tão forte que nenhuma árvore conseguia crescer.
As montanhas eram cobertas apenas por gelo e neve.
Um lugar onde nenhum ser humano ousava viver.
O lugar perfeito para o Rei do Gelo.
O dragão pousou sobre o pico da maior montanha.
O silêncio dominava tudo.
Não havia vozes.
Não havia pessoas.
Não havia medo.
Apenas o vento.
Naveen desceu lentamente das costas da criatura.
Observou o horizonte pela primeira vez sem grades, portas ou paredes à sua frente.
Respirou profundamente.
Então…
Fechou os olhos.
Naveen:
“…Estou livre.”
O vento ficou mais forte.
Seus cabelos prateados balançavam.
Um pequeno sorriso surgiu em seu rosto.
O primeiro em muitos anos.
Não era um sorriso de felicidade.
Era um sorriso de alívio.
Naveen (pensamento):
“Ninguém vai me prender novamente.”
“Ninguém vai esconder quem eu sou.”
“Aqui…”
“Não preciso sentir medo.”
Ele ergueu lentamente as duas mãos.
A neve começou a girar ao seu redor.
Cristais de gelo surgiram no céu.
A montanha inteira começou a tremer.
Naveen:
“Se o mundo não me aceita…”
“Então construirei o meu próprio reino.”
Uma enorme coluna de gelo surgiu do chão.
Depois outra.
E mais outra.
Os pilares cresceram em direção ao céu.
Escadarias cristalinas apareceram diante dele.
Torres enormes começaram a tomar forma.
Paredes transparentes brilhavam sob a luz da lua.
Janelas feitas de puro cristal refletiam milhares de cores.
Pontes de gelo ligavam uma torre à outra.
Varandas surgiam sobre o abismo.
Estátuas congeladas apareciam diante da entrada principal.
O castelo continuava crescendo.
Cada detalhe era criado pela magia de Naveen.
Em poucos minutos…
No topo da montanha existia um palácio gigantesco.
Um castelo completamente feito de gelo.
Majestoso.
Belo.
E solitário.
O dragão rugiu para o céu.
Como se saudasse seu rei.
Naveen caminhou lentamente até os grandes portões.
Eles se abriram sozinhos.
Lá dentro…
Tudo era silencioso.
Um enorme salão de cristal.
Escadarias brilhantes.
Lustres feitos de gelo.
Um trono esculpido em um único bloco cristalino.
Nenhuma chama.
Nenhum calor.
Apenas o frio.
Naveen aproximou-se do trono.
Passou a mão sobre o gelo.
Depois sentou-se.
Observou o enorme salão vazio.
Naveen (pensamento):
“Nenhum grito.”
“Nenhum olhar de medo.”
“Nenhuma mentira.”
“Aqui…”
“Estou sozinho.”
“E isso é suficiente.”
Ele apoiou o rosto sobre uma das mãos.
Olhou pela grande janela do castelo.
A tempestade continuava cobrindo Esmeralda.
Naveen:
“Que o inverno nunca termine.”
Lá fora…
O dragão de gelo permaneceu de guarda diante do castelo.
Enquanto isso, a neve continuava caindo sobre todo o reino.
E, no alto das montanhas…
O Rei do Gelo finalmente havia encontrado um lugar que chamava de lar.
Mesmo que esse lar fosse feito apenas de gelo… silêncio… e solidão.
Capítulo 10 — O Castelo do Rei do Gelo
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TOPÁZIO O Rei do Gelo
No poderoso Reino de Esmeralda, o príncipe Kori nasceu com um dom tão belo quanto perigoso: o poder de controlar o gelo e a neve. Ainda criança, um terrível acidente causado por sua magia tira...