Capítulo 12 — A Decisão de Mateu
TOPÁZIO:
O inverno não parava de avançar.
Dia após dia…
A neve cobria mais vilarejos.
Os rios estavam completamente congelados.
As plantações morriam sob o gelo.
As árvores perdiam suas folhas.
O Reino de Esmeralda, antes cheio de vida, transformava-se lentamente em um deserto branco.
O povo sofria.
Crianças tremiam de frio.
Famílias se reuniam ao redor de pequenas fogueiras que já não eram suficientes para aquecê-las.
O medo dominava cada rua.
Dentro do castelo…
O clima era de luto.
O grande salão ainda permanecia destruído.
Colunas quebradas.
Janelas cobertas por gelo.
Marcas da destruição estavam por toda parte.
No centro daquele silêncio…
Mateu observava o trono vazio.
Mateu (pensamento):
“Você realmente foi embora…”
“Mas eu me recuso a acreditar que tudo terminou assim.”
O jovem príncipe fechou lentamente os olhos.
Lembrou-se do primeiro encontro com Naveen.
Da frieza em seu olhar.
Da tristeza escondida por trás daquele silêncio.
Mesmo depois de tudo…
Mateu ainda enxergava um irmão.
Naquele momento, o conselheiro aproximou-se.
Conselheiro:
“Príncipe Mateu…”
“O povo está desesperado.”
“As tempestades aumentam a cada dia.”
“Precisamos fazer alguma coisa.”
Mateu permaneceu olhando pela janela.
A neve caía sem parar.
Mateu:
“Existe apenas uma pessoa capaz de acabar com isso.”
Conselheiro:
“O Rei Naveen…”
Mateu fez um leve sinal de cabeça.
Mateu:
“Meu irmão.”
O conselheiro abaixou o olhar.
Conselheiro:
“Majestade… talvez seja tarde demais.”
Mateu virou-se imediatamente.
Mateu:
“Não.”
“Enquanto ele estiver vivo…”
“Eu não vou desistir dele.”
Naquele instante…
As enormes portas do salão se abriram.
O Rei Agnarr e a Rainha Iduna entraram lentamente.
Os dois carregavam no rosto o peso da culpa.
Rainha Iduna:
“Mateu…”
O príncipe aproximou-se da mãe.
Mateu:
“Mãe…”
“Eu vou encontrá-lo.”
Iduna segurou as mãos do filho.
Seus olhos estavam cheios de lágrimas.
Rainha Iduna:
“É perigoso.”
Mateu:
“Eu sei.”
Rei Agnarr:
“Ele controla um poder que ninguém consegue enfrentar.”
Mateu olhou para o pai.
Mateu:
“Talvez ninguém consiga enfrentar o Rei do Gelo.”
“Mas eu não vou enfrentá-lo.”
“Vou falar com meu irmão.”
O rei permaneceu em silêncio.
Sabia que não conseguiria impedir o filho.
Mateu caminhou até o antigo mapa do reino.
Seus olhos pararam sobre a Cordilheira do Norte.
As montanhas mais altas de Esmeralda.
Mateu (pensamento):
“Se eu estivesse fugindo do mundo…”
“Também escolheria o lugar mais distante de todos.”
Ele apontou para o mapa.
Mateu:
“É lá.”
“Tenho certeza de que Naveen está nas Montanhas do Norte.”
O conselheiro assentiu lentamente.
Conselheiro:
“Então preparemos uma expedição.”
Mateu balançou a cabeça.
Mateu:
“Não.”
“Quanto mais pessoas forem…”
“Maior será o perigo.”
“Eu irei sozinho.”
O silêncio tomou conta do salão.
Rainha Iduna:
“Sozinho?”
Mateu:
“Se eu levar um exército…”
“Naveen vai pensar que fui atacá-lo.”
“Mas eu quero apenas conversar.”
A rainha abraçou o filho com força.
Rainha Iduna:
“Volte para casa.”
Mateu:
“Vou voltar.”
“E vou trazer meu irmão comigo.”
Enquanto isso…
No alto das Montanhas do Norte…
Naveen permanecia sentado em seu trono de gelo.
O enorme castelo era silencioso.
O dragão de gelo descansava diante da entrada principal.
Flocos de neve dançavam pelos corredores cristalinos.
Naveen abriu lentamente os olhos.
Olhou pela enorme janela.
Lá embaixo…
Todo o reino estava coberto de branco.
Naveen (pensamento):
“Finalmente…”
“Tudo está como sempre deveria ter sido.”
“Silencioso…”
“Frio…”
“E vazio.”
TOPÁZIO:
Enquanto o Rei do Gelo acreditava ter encontrado a paz na solidão…
Seu irmão já havia tomado uma decisão.
A jornada até as montanhas estava prestes a começar.
E o destino dos dois irmãos voltaria a se cruzar.
Capítulo 12 — A Decisão de Mateu
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TOPÁZIO O Rei do Gelo
No poderoso Reino de Esmeralda, o príncipe Kori nasceu com um dom tão belo quanto perigoso: o poder de controlar o gelo e a neve. Ainda criança, um terrível acidente causado por sua magia tira...