Capítulo 10
No primeiro dia de aula, ele estava um pouco nervoso quando saiu de casa pela manhã. Sabia que, de modo geral, arruaceiros como Liang Bing não acordariam tão cedo, mas se o sujeito nem tivesse dormido, aí já era difícil dizer.
Quando saiu do prédio, olhou para a esquerda e para a direita.
Sua mãe também saiu para trabalhar naquele dia, vindo logo atrás dele:
“Por que você não está indo? O que está enrolando aí?”
“Uhum”, respondeu Chu Yi.
A mãe não lhe deu mais atenção e foi embora pedalando sua bicicleta.
Chu Yi caminhou rapidamente para longe. Não seguiu sua rota habitual; fez um pequeno desvio para chegar à avenida principal por outro cruzamento antes de seguir para a escola.
Sua mãe não prestou atenção ao seu comportamento, talvez nem tivesse percebido.
Mas fazia muitos anos desde a última vez que contou à família que era constantemente intimidado. Quanto tempo exatamente…? Provavelmente desde o jardim de infância.
Depois que a avó brigou com o diretor do jardim de infância de peito aberto, fazendo um escândalo, mesmo que outras crianças o agredissem, ele não dizia uma palavra.
Mas, de alguma forma, a avó sempre acabava descobrindo. E, mesmo quando não descobria, alguém corria para contar, só para provocá-la e se divertir vendo a confusão.
Então, quando chegava em casa, a avó o repreendia, o avô fingia não ouvir, a mãe zombava dele e o pai… se estivesse em casa, comprava alguma comida ou alguma coisa para confortá-lo.
Desde pequeno, Chu Yi sabia que era improvável receber ajuda ou uma sensação de segurança dentro de casa. Precisava enfrentar e resolver tudo sozinho.
Quando resistir não adiantava e a comunicação amigável fracassava, a única solução em que conseguia pensar era permanecer em silêncio e suportar, tentando se tornar o mais discreto possível. Por exemplo, naquele dia ele ainda estava usando seu antigo uniforme escolar.
Alguém que usava o mesmo uniforme velho o ano inteiro certamente chamaria atenção e arranjaria problemas se aparecesse de repente usando um agasalho novo e mal ajustado.
Felizmente, depois de tanto tempo, ele já havia se acostumado com aquele estado de invisibilidade.
A primeira vez que viu Yan Hang mascarado transmitindo ao vivo descaradamente enquanto derrubava Li Zihao e os outros, o choque que sentiu foi indescritível.
Provavelmente jamais teria a presença que Yan Hang possuía.
Aquela confiança absoluta.
Ele não precisava da proteção de Yan Hang, mas ainda assim queria se aproximar dele. Sob aquela aparência arrogante e ousada, existia uma pessoa calma e descontraída.
Fazia muito tempo que ninguém falava com ele daquela maneira, em interações comuns, extremamente comuns e banais.
Além disso, Yan Hang era diferente dos seus colegas de classe. Havia nele uma qualidade única que Chu Yi nunca tinha visto antes.
Algo que nem os bons alunos nem os maus alunos possuíam.
Era uma pena.
Se ao menos não tivesse se aproximado de Yan Hang desde o início, então não precisaria se preocupar com o fato de que um dia ele iria embora.
Ganhar algo e depois perder… não. Ganhar algo sabendo que irá perdê-lo, mas sem saber quando, era ainda mais decepcionante do que nunca tê-lo tido.
“Chu Yi!”
Alguém o chamou por trás.
Chu Yi continuou com a cabeça baixa e não reagiu. Nem precisava olhar para saber que era Li Zihao pela voz.
A rua estava movimentada, cheia de pessoas indo para o trabalho e para a escola. Li Zihao não faria nada contra ele; no máximo, zombaria algumas vezes. Bastava permanecer em silêncio.
Ele nem precisava correr.
“Ficou surdo?” Li Zihao emparelhou ao seu lado de bicicleta. “Seu chefe não veio te escoltar até a escola?”
Chu Yi continuou andando.
“Seu chefe acha que me bater uma vez resolveu tudo?” disse Li Zihao.
Bater?
Yan Hang bateu em Li Zihao?
Chu Yi ficou um pouco surpreso.
“Se meu pai não tivesse me impedido”, continuou Li Zihao, “você acha que ele teria passado esses últimos dois dias tão tranquilamente?”
Chu Yi não conseguiu evitar lançar um olhar para ele.
“É só um garçom na loja do meu pai. Do que ele está se achando?” Li Zihao zombou com crueldade. “Agora foi demitido. Vai saber em qual restaurante foi parar lavando pratos.”
O pai de Li Zihao administrava uma cafeteria naquela rua. A maioria dos alunos da escola sabia disso. Mas Chu Yi não imaginava que o lugar onde Yan Hang trabalhava fosse justamente a loja da família de Li Zihao.
E ele tinha batido em Li Zihao?
E depois foi demitido?
“Você ouviu o que eu falei?” Li Zihao estendeu a mão e deu um tapa na cabeça de Chu Yi.
Chu Yi parou abruptamente.
“O quê?” Li Zihao olhou para ele, surpreso. “Opa, quer brigar comigo?”
Chu Yi não disse nada. Após uma breve pausa, voltou a caminhar.
Li Zihao estava sozinho, diferente do habitual, quando sempre tinha alguns seguidores ao seu redor. Sua presença parecia muito menos intimidadora. Quando viu que Chu Yi não reagiria, perdeu o interesse e foi embora pedalando.
Somente depois de vê-lo desaparecer ao longe Chu Yi parou novamente.
Curvou-se para frente, apoiando as mãos nos joelhos, e respirou fundo algumas vezes.
Li Zihao havia se surpreendido, e ele próprio também.
Fazia muito tempo desde a última vez que sentiu vontade de agarrar alguma coisa e esmagá-la na cabeça de Li Zihao.
Depois de tantos anos, já estava acostumado e havia aceitado aquele tipo de vida. Também encontrara uma forma de ao menos proteger a si mesmo naquela fase.
Não importava que tipo de humilhação ou dano sofresse, conseguia permanecer calmo.
Aquilo fazia parte da sua vida. Se não conseguisse manter a calma, então não haveria como continuar vivendo.
Mas naquele dia suas emoções oscilaram de forma tão intensa que até ele mesmo ficou assustado.
Yan Hang não dormiu a noite inteira.
Somente depois do amanhecer cochilou um pouco, mas não durou muito, menos de uma hora.
Seu corpo inteiro doía de tanto ficar deitado. Sem escolha, levantou-se da cama.
O horário de pico para trabalho e escola já tinha passado. Ao olhar pela janela, havia poucas pessoas na rua.
Mas o sol estava agradável e o ar carregava um leve calor.
Depois de se lavar, sentiu-se um pouco mais desperto. Trocou de roupa e saiu.
Deu uma volta, comprando pão de forma, ovos, pimenta-do-reino e ketchup.
Quando voltou para casa, preparou para si mesmo uma refinada torrada com ovo, serviu um copo de leite e sentou-se no parapeito da janela para comer devagar e metodicamente.
Quando estava entediado ou de mau humor, fazer algo com extremo cuidado ajudava a aliviar bastante.
Foi o que seu pai lhe ensinou.
Normalmente esse truque funcionava razoavelmente bem.
Mas hoje… apenas mais ou menos.
Depois de terminar a torrada, ainda se sentia deprimido.
Afinal, aquilo era diferente do estado ao qual estava acostumado.
Aquela carta escondida sob a mesa de centro era como um pote cobrindo sua cabeça.
Depois do café da manhã, saiu novamente, planejando dar uma volta pelos arredores e ver se encontrava algum lugar adequado para trabalhar meio período.
A rua comercial onde ficava a cafeteria continuava bastante movimentada.
No outro dia, Chu Yi não tinha podido passear pelo outro lado da ponte porque estava procurando tesouros no rio.
Hoje, Yan Hang foi até lá e descobriu que o lugar era muito bom.
Moderno.
Yan Hang tinha um objetivo claro ao procurar trabalho: algo relacionado à culinária ocidental. Sempre quis trabalhar com esse tipo de cozinha. Embora não tivesse condições agora, faria o possível para permanecer nesse ambiente. Tudo o que via, ouvia e com que entrava em contato estava relacionado ao que desejava fazer. Podia aprender muita coisa.
Ao lado da praça comercial havia uma rua extremamente moderna, repleta de restaurantes chineses e ocidentais.
Yan Hang entrou nela e caminhou lentamente.
Depois de percorrer metade da rua, viu um restaurante ocidental procurando garçons.
Então entrou.
“Eu perco meu emprego várias vezes por ano”, disse Yan Hang. “Você ainda vai ter que suspirar pelo menos mais umas oito vezes.”
Chu Yi olhou para ele.
“Além disso, isso não tem nada a ver com você. Por que está tão chateado?” disse Yan Hang. “Quando eu brigo, eu brigo pra valer. Se eu não gosto da cara de alguém, eu bato. Nem sempre precisa existir um motivo.”
“Eu realmente in-, invejo você”, disse Chu Yi.
“Inveja o quê?” perguntou Yan Hang. “Brigar?”
“Não, nã-, não isso.” Chu Yi olhou para ele. “Você é muito… livre.”
Yan Hang também olhou para ele.
Por um longo tempo, não disse nada. Por fim, sorriu e deu um leve tapinha em seu braço.
“Você não entende porra nenhuma. Vai pra casa comer. Se chegar atrasado de novo, vai levar sermão.”
Chu Yi chegou em casa sem se atrasar. Sua mãe estava cozinhando na cozinha, e o cheiro era bastante apetitoso.
Ele largou a mochila e entrou na cozinha. Antes mesmo que a mãe pudesse dizer qualquer coisa, lavou a tigela que tinha acabado de ser usada para bater ovos.
“Vai fazer sua lição de casa”, disse a mãe. “Já estou quase terminando aqui. Se você tivesse chegado um pouco mais tarde, eu já poderia ter te servido direto.”
Chu Yi não respondeu. Amarrou o saco de lixo que já estava cheio, colocou outro saco plástico no cesto e então saiu da cozinha.
A avó estava ocupada demais para prestar atenção nele naquele dia. Sentada no sofá, falava ao telefone:
“Vai lá fazer barraco. Se você não fizer escândalo duas ou três vezes, quem vai resolver isso pra você?… Que poucos dias úteis o quê, não acredita neles! Estão só enganando a gente… Estou te dizendo, vai lá fazer barraco! Senta no chão do saguão deles! Quero ver se vão continuar te ignorando!”
Chu Yi entrou em seu quarto e sentou-se na cama.
O agasalho esportivo de ontem ainda não tinha sido lavado. Quando foi pegá-lo para lavar, descobriu que o dinheiro que estava nos bolsos havia sido retirado e colocado sobre a mesa de cabeceira.
Ele congelou.
Sem nem verificar se faltava dinheiro, estendeu a mão e começou a mexer nas moedas. Depois de confirmar que não havia nenhuma moeda de um jiao entre o troco, levantou-se de repente.
As únicas pessoas da casa que mexeriam no dinheiro dos seus bolsos eram sua mãe e sua avó.
A avó estava ao telefone… E mesmo que não estivesse, ele não teria coragem de perguntar.
Só podia ir até a cozinha.
“Mãe.”
“O quê?” respondeu ela, impaciente.
“O di-, di-, dinheiro no bo-, bo-, bolso do meu aga-, agasalho…” perguntou Chu Yi em voz baixa. “Foi… foi vo-, vo-, vo…”
“Peguei seis yuans para comprar molho de soja na loja de conveniência. Faltavam seis yuans”, respondeu a mãe, virando a cabeça para a sala e aumentando a voz. “Sua avó nem tinha seis yuans em troco! Então peguei os seus.”
Chu Yi não disse nada.
Virou-se e saiu correndo da cozinha. Sem trocar os sapatos e sem avisar a avó para onde ia, disparou porta afora.
Ele não se importava nem um pouco que a mãe pegasse seu dinheiro.
Afinal, a mesada tinha sido dada por ela.
Mas aqueles seis yuans de hoje não podiam.
Seis yuans.
Uma nota de cinco yuans e, com certeza, uma moeda de um jiao.
Aquilo não era uma moeda comum de um jiao.
Era a moeda da sorte que Yan Hang tinha lhe dado!
Embora Yan Hang tivesse dito que todas as moedas de um jiao eram moedas da sorte, aquela não era uma moeda comum.
Era uma moeda da sorte espiritual.
Chu Yi correu até a loja de conveniência sem sequer recuperar o fôlego.
Bateu a mão no balcão.
“A mo-, moeda de um jiao!”
“Ei! O que você está fazendo?” O dono levou um susto.
“Minha mãe acabou de co-, comprar molho de soja!” Chu Yi raramente sentia que sua gagueira era inconveniente. Normalmente bastava falar menos ou falar devagar. Só naquele momento percebeu o quanto ela podia ser angustiante. “Não ti-, tinha uma mo-, moeda de um jiao?”
O dono começou a procurar na caixa de troco, parecendo confuso.
“Provavelmente tinha. Acabei de guardar o dinheiro. Tem só um pouco mais de vinte yuans aqui… e só esta moeda de um jiao.”
“Me dá ela!” gritou Chu Yi.
Ele tirou uma nota de um yuan do bolso.
“Eu te dou es-, esta.”
“Por que está tão desesperado?” O dono pegou a moeda e a examinou. “Se as pessoas não soubessem, achariam que essa moeda é de ouro.”
Chu Yi pegou a moeda de volta da mão dele e abaixou a cabeça para observá-la atentamente.
Na verdade, não havia nenhuma marca especial nela.
Ele apenas se sentiu aliviado por o dono ter recebido somente aquela moeda até o momento.
“Obrigado”, disse Chu Yi. “De-, desculpe o in-, incômodo.”
“Sem problemas, sem problemas”, respondeu o dono. “Mas por que você ficou tão aflito por causa disso?”
É uma moeda da sorte!
Como ele não ficaria aflito?
Chu Yi apertou a moeda da sorte com força na mão e voltou para casa.
Assim que entrou pela porta, a avó apontou para ele e começou a repreendê-lo sem parar.
Ele já não sentia muita coisa.
De qualquer forma, quando a avó o repreendia, normalmente ele nem pensava muito a respeito.
Só depois de guardar a moeda dentro do estojo é que se sentiu tranquilo.
Deitou-se na cama e não quis se mexer nem um pouco.
O céu foi escurecendo aos poucos.
Yan Hang tinha cochilado um pouco ao meio-dia.
Quando acordou, já passava das três da tarde.
Ele simplesmente ficou sentado no parapeito da janela por horas, observando o céu distante.
Às vezes, quando você encara o céu por tempo suficiente, consegue perceber cada mudança quadro a quadro conforme ele passa do claro para o escuro.
Até mesmo uma leve gagueira entre a luz e a escuridão.
Talvez apenas alguém tão entediado e inquieto quanto ele fizesse observações tão sem sentido.
Depois do horário de pico da noite, as pessoas e os veículos que iam e vinham desapareceram pouco a pouco na escuridão, e a paisagem diante dele pareceu vazia.
Curiosamente, ele não viu Chu Yi quando as aulas terminaram naquela tarde.
Saltou do parapeito e enviou uma mensagem.
— Você não voltou para casa?
— Voltei, peguei outro caminho.
— Ah. Achei que tinha ficado preso em algum lugar de novo.
Yan Hang tomou um gole de água, pensando se deveria preparar alguma coisa para o jantar.
Então chegou outra mensagem de Chu Yi.
— Você vai correr hoje à noite? Eu vou te procurar.
— Que horas?
— Talvez às dez. Tenho que terminar a li-, li-, lição antes de poder sair.
— Sem problema. Até meia-noite está valendo.
— Então me es-, espere.
— Tá bom.
Espere.
Essa palavra tinha um significado diferente para Yan Hang.
Ele sempre esteve esperando.
Esperando partir.
Esperando chegar.
Esperando o pai voltar.
Esperando enfrentar um novo ambiente.
Esperando pelo dia em que pudesse parar.
Esperando pelo dia em que seu pai lhe contaria o motivo.
Ele não tinha almoçado.
Agora estava com um pouco de fome.
Parece que realmente precisava jantar.
Abriu a geladeira e observou os ingredientes.
Queijo, manteiga, cebolas, batatas, bacon.
Tudo bastante completo.
Então decidiu fazer uma caçarola de bacon.
Ligou a transmissão ao vivo no celular, um hábito antigo.
Posicionou o aparelho, colocou a máscara, abaixou a cabeça e começou a cozinhar sem dizer uma palavra.
Alguns fãs antigos ainda conversavam animadamente na tela.
— Primeiro vou venerar essas mãos lambendo elas.
— O rapaz bonito não veio hoje?
— Primeiro dia sem o rapaz bonito. Que saudade.
— O irmão Xiao Tian parece estar de mau humor hoje.
— Dá pra perceber o humor dele mesmo com essa máscara enorme?
“O arroz é de ontem”, disse Yan Hang enquanto colocava a manteiga na panela. “Depois que a manteiga derreter, é só jogar dentro tudo o que vocês quiserem comer…”
— Brutal.
— Muito estilo andarilho.
“Aí mexe, mexe, mexe, mistura, mistura, mistura…”
Yan Hang despejou os ingredientes e o arroz na panela.
— Achei que você tinha começado a gaguejar também.
— Foi contaminado pelo rapaz bonito? Hahahaha.
Yan Hang sorriu.
“Depois de misturar tudo uniformemente, coloque numa tigela e pressione bem. Então polvilhe queijo ralado por cima… Pronto. Leve ao forno a cento e oitenta graus por quinze minutos e está pronto para comer.”
Ele encerrou a transmissão ao vivo e jogou o celular de lado.
Ficou olhando para a tigela de arroz e ingredientes por um longo tempo.
Só quando ouviu um barulho vindo da porta é que virou a cabeça de repente e pegou a faca que estava ao lado.
Ele não sabia por que reagia daquela forma.
Mas, sob o treinamento intencional ou não de seu pai, reações assim já estavam gravadas em seu corpo, assim como aquela vaga sensação de inquietação.
“Meu querido príncipe herdeiro!” veio a voz do pai da sala. “Meu bebê, está em casa?”
Yan Hang colocou a faca de lado e saiu da cozinha.
“Estou fazendo o jantar.”
“Tem pra mim também?” perguntou o pai, chutando os sapatos para um canto.
“Caçarola. Quer?”
Yan Hang olhou para ele e sentiu que o pai parecia exausto.
“Quero.”
O pai caminhou até ele e ficou observando-o por um longo momento.
“Hang…”
“Hum”, respondeu Yan Hang.
“De repente sinto que você cresceu.”
“Então você é meio lento”, respondeu Yan Hang. “Eu sinto que nunca fui jovem.”
O pai começou a rir.
Riu por um bom tempo antes de abrir os braços e abraçar Yan Hang.
“Sempre senti que falhei com você.”
Yan Hang ficou imóvel por um instante.
Então também abraçou o pai e rapidamente o apalpou de cima a baixo.
“Sem ferimentos”, disse o pai.
Yan Hang continuou abraçando-o.
Depois de um momento de silêncio, ainda não conseguiu conter aquelas palavras.
“Pai.”
“Hm?” O pai deu um tapinha em suas costas.
“Eu estou com medo”, disse Yan Hang baixinho.
Capítulo 10
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