Capítulo 15 — O Jantar
Os carros atravessaram as ruas iluminadas da cidade em silêncio.
Mateus observava tudo pela janela.
Fazia apenas uma semana que estava na mansão, mas parecia uma eternidade desde a última vez que havia saído.
Depois de alguns minutos, o comboio parou em frente a um restaurante discreto e elegante.
Vinícius desceu primeiro.
Olhou atentamente para os arredores antes de abrir a porta do carro.
Vinícius: Está tudo certo.
Otávio saiu do veículo.
Em seguida, Mateus desceu e olhou ao redor.
Mateus: Fazia tempo que eu não saía…
Otávio apenas respondeu:
Otávio: Vamos entrar.
Os dois caminharam até o restaurante.
Um funcionário os recebeu imediatamente e os conduziu até uma mesa mais reservada, afastada dos outros clientes.
Assim que se sentaram, um garçom entregou os cardápios.
Mateus começou a folheá-lo.
Mateus: Tem muita coisa…
Otávio fechou o cardápio rapidamente.
Otávio: Peça o que quiser.
Mateus levantou os olhos.
Mateus: Sério?
Otávio assentiu.
Otávio: Sim.
Depois que fizeram os pedidos, o silêncio voltou a tomar conta da mesa.
Foi Mateus quem resolveu quebrá-lo.
Mateus: Posso fazer uma pergunta?
Otávio: Pode.
Mateus: Você sempre foi assim… tão sério?
Otávio ficou alguns segundos sem responder.
Otávio: Nem sempre.
Mateus demonstrou curiosidade.
Mateus: Então o que aconteceu?
Otávio pegou o copo de água e deu um pequeno gole.
Otávio: Um dia talvez eu conte.
Mateus fez uma careta.
Mateus: Você gosta de responder sem responder.
Pela primeira vez, um leve sorriso apareceu no rosto de Otávio.
Foi discreto e desapareceu quase no mesmo instante.
Mateus arregalou os olhos.
Mateus: Espera… você sabe sorrir?
Otávio soltou um pequeno suspiro.
Otávio: Não se acostume.
Mateus riu baixinho.
Otávio observou o jovem por alguns segundos.
Era a primeira vez que via Mateus rir desde que chegou à mansão.
Pouco depois, o garçom trouxe os pratos.
Enquanto jantavam, a conversa continuou de forma mais tranquila.
Pela primeira vez, os dois conseguiram compartilhar uma refeição sem discutir.
No entanto, do outro lado da rua, um homem parado dentro de um carro escuro observava atentamente o restaurante.
Ele pegou o celular e fez uma ligação.
Homem: Eles chegaram.
Do outro lado da linha, uma voz respondeu friamente:
Voz: Não tire os olhos deles.
Sem saber, Mateus e Otávio estavam sendo observados.
Capítulo 15 — O Jantar
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