Capítulo 7 — A Fuga da Madrugada
A mansão estava mergulhada em um silêncio absoluto.
O relógio ao lado da cama marcava 3h17 da manhã.
Mateus abriu os olhos lentamente.
Por um instante, esqueceu onde estava.
Mas, ao ver o quarto desconhecido, a lembrança voltou como um golpe.
Ele estava na mansão de Otávio.
Virou a cabeça devagar.
Otávio dormia profundamente do outro lado da cama.
A respiração do alfa era calma e regular.
Mateus levantou o mais silenciosamente que conseguiu.
Colocou os sapatos nas mãos para não fazer barulho e caminhou na ponta dos pés até a porta.
Segurou a maçaneta.
Abriu a porta bem devagar.
Nenhum som.
Ele saiu para o corredor e fechou a porta atrás de si.
— Só preciso encontrar a saída… — sussurrou para si mesmo.
Desceu as escadas com cuidado, olhando para todos os lados.
A mansão era enorme.
Cada corredor parecia igual ao outro.
Depois de alguns minutos, encontrou a porta principal.
Um pequeno sorriso apareceu em seu rosto.
Mateus: Consegui…
Ele girou a maçaneta.
A porta estava trancada.
Mateus olhou ao redor.
Sobre uma mesa próxima havia um molho de chaves.
Correu até ele e começou a procurar a chave certa.
Suas mãos tremiam de nervosismo.
Depois de tentar várias, finalmente ouviu o clique da fechadura.
A porta se abriu.
O ar frio da madrugada invadiu a mansão.
Mateus saiu correndo.
Atravessou o jardim o mais rápido que podia.
O enorme portão de ferro estava logo à frente.
Ele acreditou que conseguiria.
Mas, quando estava a poucos metros da saída…
Os refletores do jardim se acenderam de uma só vez.
A claridade o fez parar.
Dois seguranças apareceram bloqueando o caminho.
Antes que pudesse mudar de direção, ouviu uma voz calma atrás dele.
Otávio: Eu imaginava que você tentaria fugir.
Mateus fechou os olhos por um instante.
Reconheceria aquela voz em qualquer lugar.
Virou-se lentamente.
Otávio estava parado alguns metros atrás, vestindo apenas uma calça de moletom e uma camiseta preta.
Sua expressão permanecia séria.
Mateus respirou fundo.
Mateus: Eu não vou desistir.
Otávio o encarou por alguns segundos.
Otávio: Eu sei.
Mateus: Então por que continua me impedindo?
Otávio fez um gesto discreto.
Os seguranças se afastaram, mas continuaram atentos.
Otávio: Porque, neste momento, sair daqui é mais perigoso do que ficar.
Mateus balançou a cabeça.
Mateus: Eu prefiro correr esse risco.
Otávio permaneceu em silêncio por alguns instantes.
Então respondeu:
Otávio: Ainda não.
Sem gritar ou ameaçá-lo, começou a caminhar de volta para a mansão.
Depois de alguns passos, falou sem olhar para trás.
Otávio: Venha.
Mateus permaneceu parado.
Sabia que ainda não havia encontrado uma forma de escapar.
Mas, enquanto seguia Otávio de volta para dentro da mansão, fez uma promessa silenciosa:
Na próxima vez, ele não seria pego.
Capítulo 7 — A Fuga da Madrugada
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