Capítulo 16 — Olhos nas Sombras
Enquanto Mateus e Otávio terminavam o jantar, o homem que os observava permaneceu dentro do carro estacionado do outro lado da rua.
Ele mantinha os olhos fixos na entrada do restaurante.
Alguns segundos depois, seu celular vibrou.
Homem: Eles ainda estão aqui.
Voz: Não faça nada.
Homem: Entendido.
No restaurante, Mateus apoiou os cotovelos na mesa.
Mateus: A comida estava muito boa.
Otávio colocou o guardanapo sobre a mesa.
Otávio: Fico satisfeito que tenha gostado.
Mateus sorriu discretamente.
Mateus: Obrigado por ter me trazido.
Otávio apenas fez um breve aceno com a cabeça.
Os dois se levantaram.
Assim que saíram do restaurante, Vinícius aproximou-se.
Vinícius: Chefe.
Otávio: Algum problema?
Vinícius respondeu em voz baixa.
Vinícius: Um carro preto está parado do outro lado da rua desde que chegamos.
Mateus ouviu a conversa e olhou na direção indicada.
Otávio fez o mesmo.
Os vidros do veículo eram escuros.
Era impossível ver quem estava lá dentro.
Otávio permaneceu calmo.
Otávio: Todos para o carro. Agora.
Os seguranças imediatamente cercaram Mateus e Otávio.
Mateus sentiu o coração acelerar.
Mateus: O que está acontecendo?
Otávio respondeu sem tirar os olhos do carro.
Otávio: Pode ser que não seja nada.
Mateus percebeu que, apesar das palavras, Otávio estava completamente atento.
Assim que entraram no carro, o motorista deu partida.
No mesmo instante, o carro preto também ligou o motor.
Vinícius olhou pelo retrovisor.
Vinícius: Chefe… eles estão nos seguindo.
Mateus segurou o banco com força.
Mateus: Seguindo?
Otávio manteve a calma.
Otávio: Continue dirigindo.
O comboio acelerou pelas ruas da cidade.
O carro preto permaneceu logo atrás.
Dentro dele, o homem sorriu.
Homem: Encontramos você, Otávio…
A perseguição havia começado.
Capítulo 16 — Olhos nas Sombras
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