Capítulo 15 – O Jardim da Esperança
O grupo continua caminhando pela floresta depois do acidente na ponte.
O sol já está se pondo, pintando o céu de dourado e lilás.
Lumi segue ao lado de Apolo.
De vez em quando, olha para o cisne negro e sorri.
Lumi: — Obrigado por ter salvado a minha vida.
Apolo apenas continua andando.
Mas, desta vez, não vira o rosto.
Félix percebe.
Um pequeno sorriso aparece em seu focinho.
Félix: — Acho que alguém está começando a ficar menos rabugento.
Aurora ri baixinho.
Aurora: — Cada gesto de bondade transforma um pouco o coração.
Depois de alguns minutos, Branor para diante de um enorme portão de madeira coberto por trepadeiras floridas.
Ele empurra o portão com os chifres.
Branor: — Bem-vindos ao Jardim da Esperança.
Apolo observa o lugar.
Centenas de flores coloridas cobrem o jardim.
Borboletas luminosas voam entre as pétalas.
Pássaros de plumagem azul cantam alegremente.
No centro do jardim cresce uma enorme árvore de folhas prateadas.
Sua copa parece tocar o céu.
Lumi corre até ela.
Lumi: — Esta é a Árvore da Esperança!
Aurora pousa em um dos galhos.
Aurora: — Enquanto esta árvore floresce, a magia da floresta permanece viva.
Félix aponta para pequenos brotos que começam a nascer ao redor do tronco.
Félix: — Ela cresce um pouco mais toda vez que alguém realiza um verdadeiro ato de bondade.
Apolo observa a árvore em silêncio.
Branor aproxima-se dele.
Branor: — Quando você salvou Lumi, um novo broto nasceu.
Apolo levanta a cabeça, surpreso.
Pela primeira vez, ele olha atentamente para o pequeno broto verde surgindo ao lado das raízes.
Lumi sorri.
Lumi: — Está vendo?
— Sua bondade fez diferença.
Apolo permanece calado.
Seu olhar já não demonstra a mesma frieza de antes.
Naquele instante, uma pequena andorinha cai de um galho.
Ela bate a asa machucada no chão e pia de dor.
Andorinha: — Piu… piu…
Lumi corre para ajudá-la.
Lumi: — A asa dela está ferida!
Aurora examina a pequena ave.
Aurora: — Ela precisará de folhas de prata para se recuperar.
Branor olha para o alto da árvore.
As folhas de prata crescem apenas nos galhos mais altos.
Nenhum dos animais consegue alcançá-las.
Todos ficam em silêncio.
Os olhares se voltam lentamente para Apolo.
Com suas grandes asas, ele é o único capaz de voar até o topo da árvore.
Apolo observa a andorinha tremendo de dor.
Por alguns segundos, permanece imóvel.
Então abre lentamente suas asas negras.
Sem dizer uma única palavra, ele levanta voo em direção aos galhos mais altos da Árvore da Esperança.
Enquanto sobe pelo céu dourado, um discreto brilho prateado aparece na ponta de uma de suas penas, sinal de que a magia da floresta continua respondendo às mudanças em seu coração.
Capítulo 15 – O Jardim da Esperança
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TOPÁZIO em O Cisne Negro
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