Capítulo 17 — O Trenó da Esperança
TOPÁZIO:
A manhã chegou lentamente.
Mas o sol quase não aparecia.
O céu continuava coberto por nuvens escuras e a neve caía sobre as montanhas sem parar.
Mateu e Otávio seguiam viagem.
O caminho era difícil.
A cada passo, a neve ficava mais profunda.
O frio parecia tentar impedir que eles continuassem.
Mateu caminhava ao lado de Otávio.
O príncipe já não usava suas roupas elegantes de antes.
Sua capa estava pesada de neve e suas mãos estavam congeladas.
Otávio:
“Precisamos encontrar um lugar para descansar.”
“Se continuarmos assim, vamos chegar à montanha sem forças.”
Mateu olhou ao redor.
Entre a tempestade, uma pequena luz apareceu ao longe.
Mateu:
“Olhe.”
Os dois se aproximaram.
Era uma pequena loja de madeira no meio das montanhas.
Uma placa antiga balançava com o vento.
Dentro, havia mantimentos, roupas de inverno, ferramentas e alguns equipamentos para viagem.
Otávio abriu a porta.
Um sino tocou.
Dono da loja:
“Entrem rápido!”
“Antes que congelem do lado de fora.”
Mateu e Otávio entraram.
O calor do lugar fez Mateu respirar aliviado.
Ele observou as roupas penduradas.
Casacos grossos.
Botas resistentes.
Luvas.
Tudo que alguém precisaria para sobreviver àquele frio.
Otávio:
“Precisamos de equipamentos melhores.”
Mateu olhou para suas roupas.
Ainda eram roupas de príncipe.
Bonitas.
Elegantes.
Mas inúteis para uma jornada pelas montanhas.
Mateu:
“Você tem razão.”
O dono da loja aproximou-se.
Dono da loja:
“Procuram chegar a algum lugar específico?”
Mateu e Otávio trocaram olhares.
Mateu:
“Às montanhas mais altas.”
O homem ficou surpreso.
Dono da loja:
“Ninguém vai para lá.”
“É perigoso.”
Mateu permaneceu firme.
Mateu:
“Eu preciso ir.”
O dono da loja percebeu a determinação no olhar do jovem.
Depois de alguns minutos…
Mateu retirou sua capa real.
Olhou para ela por alguns instantes.
Aquela roupa representava seu passado.
O castelo.
A família.
A vida que deixou para trás.
Mateu (pensamento):
“Eu não preciso parecer um príncipe.”
“Preciso encontrar meu irmão.”
Ele trocou suas roupas nobres por roupas simples e quentes.
Uma nova capa.
Botas resistentes.
Luvas de viagem.
Agora ele parecia menos um príncipe…
E mais um viajante.
Otávio observou.
Otávio:
“Você deixou sua vida de principe para trás.”
Mateu olhou para suas novas roupas.
Mateu:
“Neste momento…”
“Eu sou apenas um irmão procurando outro irmão.”
Do lado de fora da loja…
O dono mostrou algo que chamou a atenção dos dois.
Um pequeno trenó.
E duas renas fortes preparadas para a neve.
Dono da loja:
“Com isso vocês chegarão mais rápido.”
Mateu se aproximou das renas.
Elas pareciam tranquilas.
Mateu:
“Elas vão conseguir subir a montanha?”
Dono da loja:
“São as melhores para esse clima.”
Otávio olhou para o trenó.
Otávio:
“Melhor do que continuar andando.”
Mateu sorriu.
Mateu:
“Então vamos.”
Os dois colocaram seus equipamentos no trenó.
Mateu segurou as rédeas.
As renas começaram a andar pela neve.
O trenó deslizou pelo caminho branco.
Enquanto avançavam…
Mateu olhou para o topo das montanhas.
Lá no alto…
O castelo de gelo de Naveen permanecia escondido entre as nuvens.
Mateu (pensamento):
“Estou chegando, Naveen.”
“Dessa vez…”
“Você não ficará sozinho.”
No castelo de gelo…
Naveen observava a tempestade através da janela.
Ele sentiu uma mudança no vento.
Como se seu próprio gelo estivesse avisando que alguém se aproximava.
Naveen:
“Alguém está vindo.”
Seus olhos ficaram frios.
Naveen:
“Então que venha.”
TOPÁZIO:
O caminho até o Rei do Gelo estava cada vez mais próximo.
Mateu seguia movido pelo amor.
Naveen permanecia preso pelo gelo que criou ao redor do próprio coração.
Capítulo 17 — O Trenó da Esperança
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TOPÁZIO O Rei do Gelo
No poderoso Reino de Esmeralda, o príncipe Kori nasceu com um dom tão belo quanto perigoso: o poder de controlar o gelo e a neve. Ainda criança, um terrível acidente causado por sua magia tira...