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A VILÃ É MINHA IRMÃ!

Capítulo 05

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Era uma manhã ensolarada quando me preparava mentalmente para um dia que prometia ser mais desafiador do que um campo de batalha.

Olhei ao redor da sala grande e requintada, era tudo muito limpo e organizado. Particularmente bonito. Estava sentando, tremia minha perna de impaciência e ansiedade. Olhei para a porta assim que elas se abriram e uma figura alegre adentrou de braços abertos.

— Bom dia, meu amor! — exclamou Castilho, surgindo como um raio de sol, com um sorriso que poderia iluminar uma caverna. Ele se lançou em minha direção, dei apenas um passo para o lado, evitando o abraço que poderia me esmagar.

Ele era o tipo de pessoa que parecia um romântico incorrigível, mas na verdade era um grudento de primeira. E hoje, teria que suportá-lo por um dia inteiro. Enquanto viver no papel de Edgar, tenho a obrigação de manter as aparências.

Principalmente porque sou obrigado a continuar com o noivado. Castilho, além de grudento e muito rico, sabia de coisas que Edgar queria manter em segredo. Agora carrego dentro de mim as mesmas ansiedades, afinal, estou na pele dele e quem pode se dar mal sou eu!

— No que está pensando, querido? — Castilho sorri e passa sua mão grande e macia na minha bochecha. Aquele toque me deu susto, não me acostumei com esses gestos.

— N-Nada, Castilho. — respondi, tentando manter a compostura. — Pronto para a nossa aventura?

— Sempre! — Castilho respondeu, com os olhos brilhando como os de um filhote. — Vamos aproveitar o dia juntinhos!

Castilho me levou para a porta da sua mansão, uma carruagem nos esperava lá. Assim, subimos na carruagem, que parecia ter sido feita para um desfile de época, com suas cores escuras e modelo antigo. Assim que a carruagem começou a se mover, Castilho se inclinou, tentando colar seu rosto ao meu.

— Você sabe que eu amo quando você está perto de mim, não sabe? — disse Castilho, com um olhar tão intenso que poderia derreter aço. — Você andou estranho, parou de me visitar, pensei que não gostasse mais de mim. Isso me preocupou. — Eu tremi inteiro quando sua mão desabotoou um botão da minha camisa.

Eu sabia onde ele queria chegar, para entreter seu noivo, Edgar muitas vezes o satisfaz com seu corpo. Lembro de ler muitos capítulos assim, a lembrança me deu calafrios.

— O que está dizendo! Não é nada disso, você bem sabe que não estive bem, Beatrice lhe disse. — respondi, desviando rapidamente para pegar um pouco de ar na janela. — Olha, um pássaro!

Castilho virou a cabeça para olhar, e aproveitei a brecha para me afastar. Mas o destino tinha outros planos. A carruagem, que já estava balançando como um barco em mar revolto, passou por um buraco e deu um solavanco que quase o jogou sobre mim.

— Cuidado! — gritei, se segurando no banco.

Castilho, em sua tentativa de ajudar, esticou os braços e acabou me puxando para perto, quase fui sufocado.

— Desculpe! Eu só queria te proteger! — disse Castilho, com um olhar de preocupação genuína.

— Eu sei! Mas talvez você possa me proteger a uma distância segura? — Sugeri cautelosamente, tentando escapar do abraço que parecia mais uma armadilha.

Finalmente, após uma viagem cheia de balançadas e toques atrevidos, chegamos numa rua movimentada, cheia de barracas, decorações e muita música. Castilho parecia animado quando me puxou para fora da carruagem.

— Pensei que você ia gostar de passear! — ele disse, segurando a minha mão com força. — Ultimamente, notei que você anda tenso. Um pouco de diversão irá te fazer bem.

O parque estava cheio de flores, crianças correndo e uma atmosfera de alegria. Começamos a caminhar, olhando em volta. Talvez eu conseguisse me divertir sozinho. Apesar de Castilho ter um único foco: colar-se em mim, como um chiclete no sapato.

— Olha, um banco! — disse Castilho, me puxando para se sentar. Mas, antes que pudesse me acomodar, Castilho já estava tentando me envolver num abraço.

— Ah, não! — desviei com um movimento rápido, como se estivesse fugindo de um ataque de abelhas. — Vamos ver as flores primeiro. — dei uma desculpa.

Enquanto caminhavam, Castilho tentava a todo momento me puxar para perto. A cada tentativa de abraço, eu me esquivava como um mestre em artes marciais.

— Você está me evitando? — perguntou Castilho, com uma expressão estranha.

— Não, eu só gosto de manter um espaço pessoal. — respondi, rindo enquanto me afastava.

Dito isso, Castilho assumiu uma postura diferente. Uma expressão que nunca vi antes e começou a falar, consciente de onde estávamos. Cercados por pedestres e vendedores.

— Que bom…. — tocou meu rosto com seus dedos finos. — Essas pessoas não iam gostar de saber que você é o verdadeiro culpado pela morte do Lord Edward e Lady Patrícia. — Seus dedos subiram para meus cabelos. Não consegui evitar de arregalar meus olhos. — Beatrice sabe, mas essas pessoas aqui, não. — seus olhos foram de mim para as pessoas, olhando em volta.

Aquela situação me fez lembrar os três motivos pelo qual Edgar escolheu Castilho. Primeiro, ele é doido. Segundo, ele é muito obsessivo e riquíssimo. Terceiro, alem de Beatrice, ele era a terceira e última pessoa sabendo do assassinato dos pais de Edgar.

O casal era o braço direito do Império, financiando diversos programas, obras e reformas, isso afirmou a posição que eles tinham e aumentou a gratidão da população por eles.

Entretanto, Beatrice odiava ser dependente dos seus pais. Desde pequena esse sentimento de insatisfação dominava seu coração. E assim que chegou na adolescência, a ambição a fez elaborar um plano.

Certo dia, a filha mais velha da família secretamente ordenou que quebrassem a carruagem dos seus próprios pais. Acidentes assim são comuns e não levantam suspeitas.

Naquele dia, para sua má sorte, Edgar viu tudo. Como ainda era criança, sabia que ninguém o ouviria. Sua tentativa desesperada foi correr para evitar que seus pais embarcassem. Mas foi tarde demais. A carruagem já estava em movimento. Então, ele continuou correndo, correu até que pôde parar diante da carruagem com seus bracinhos estendidos.

Os cavalos tentaram desviar, o cocheiro se atrapalhou e a carruagem tombou, todos a bordo morreram. A culpa caiu sobre o Edgar. O único inocente de tudo tornou-se o culpado.

Quanto à verdadeira culpada, Beatrice descobriu o que seu irmão tentou fazer, isso deu fruto ao ódio mortal entre irmãos. Por pouco, Edgar não pôs fim ao seu plano de assassinato. Após herdar todos os bens, como a mais velha, por obsessão, para evitar perder a fortuna e a chance de brincar com seu irmão, Beatrice divulgou que tudo não passou de um acidente, um triste, um infeliz acidente.

Castilho sabia de tudo, o próprio Edgar contou tudo, seu noivo prometeu cuidar dele e guardar esse incidente.

Ao passar por um grupo de crianças brincando, um dos pequenos soltou um balão que voou diretamente em minha direção. Em um reflexo, me virei rapidamente para evitá-lo e, dessa vez, acabei caindo diretamente nos braços de Castilho.

— Eu te peguei! — exclamou, triunfante. Então tropeçamos um no pé do outro e caímos juntos.

— Saia de cima da minha perna! — protestei, tentando se desvencilhar. Mas Castilho estava decidido a continuar assim, e acabamos rolando no chão, só ele achava graça daquela situação.

— Você é meu agora! — brincou Castilho, me segurando no chão, com um sorriso tão largo que parecia explodir de felicidade. Ele era realmente doidinho.

— Ok, ok! Se já se satisfez, agora me larga — O empurrei, meus dedos quase perfurando seus olhos. Ele estava perto demais.

Depois de levantarmos, sujos, decidimos que era hora de ir embora. Na carruagem de volta, Castilho, com um brilho nos olhos, tentou novamente colar-se em mim. Aquilo era insuportável.

— Não fique aborrecido, você sabe que eu gosto de você. — disse, com um sorriso travesso.

— E eu sou bom em escapar! — respondi, com um olhar desafiador.

Assim, a carruagem balançava de um lado para o outro, enquanto me esquivava de cada tentativa de abraço dele, ele realmente queria aproveitar cada momento daquela hilariante convivência.

E assim, chegamos na mansão de Beatrice e aquela convivência terminou — e eu pude, finalmente, deixar aquele grudento para trás.

 

 

 

Capítulo 05
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A VILÃ É MINHA IRMÃ!

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Um assalariado desperta em uma web-novel, ele terá que lutar contra os caprichos da vilã. Quem chega até o final?

Capa por:...

Chapters

  • Capítulo 05
  • Capítulo 04
  • Capítulo 03
  • Capítulo 02
  • Capítulo 01

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