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A VILÃ É MINHA IRMÃ!

Capítulo 08

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— Venha, venha! — Sófia puxava meu braço enquanto caminhávamos para uma pequena colina atrás da mansão de Beatrice. — Olha lá! — ela apontou para o belo jardim um pouco adiante. Alguns homens de meia-idade, com rostos sérios, se reuniam lá. — Hoje, Beatrice reuniu todos os figurões, os mais importantes. E nós vamos arruinar essa reunião. Essa é a nossa chance de acabar com a reputação dela com esses convidados de prestígio! — disse Sófia, piscando para mim. — E já está tudo em andamento.

Ela queria transformar aquela reunião entediante em um momento hilário.

— Como você planeja fazer isso? — perguntei com um sorriso de lado, desconfiado.

— A cozinheira anterior sumiu por uns dias, então aproveitei que a substituta é novata e não conhece bem o serviço. Peguei umas ervas bem estranhas do quintal para misturar no chá que estavam preparando, sem que ninguém percebesse. Não é veneno, mas tem um gosto tão estranho que ninguém consegue engolir. E tem mais! Paguei alguém para pegar uma cobra e soltá-la lá! — Aquilo me deu um susto!

— Você perdeu o juízo? E se for venenosa? — perguntei, assustado. — E com que dinheiro você pagou?

— Não se preocupe, o animal não é peçonhento — ela negou, sorrindo de orelha a orelha.  — Paguei com o seu dinheiro! Peguei um broche caro que encontrei nas suas roupas! — ela sorriu ainda mais, toda orgulhosa.

— Isso é roubo! Não faça mais isso.

— Mas eu sabia que você não ia se incomodar, porque o senhor não é mão de vaca como sua irmã. — justificou. — De qualquer forma, prometo que não vou mais pegar suas coisas sem permissão.

Nossa atenção foi tomada por Beatrice. Vestida com um vestido vermelho deslumbrante, com um olhar de soberania, dava as últimas instruções aos empregados ao redor. Ela estava radiante, parecia que suas negociações estavam dando certo.

— Sintam-se à vontade! — ela ordenou, gesticulando com entusiasmo. Era possível ouvir sua voz abafada, mesmo de longe. — Sirvam o chá. — Os empregados obedeceram e começaram a distribuir bandejas com xícaras fumegantes.

— Veja, senhor, está na hora! — disse Sófia, rindo baixinho, com os olhos negros vidrados nas pessoas.

Os convidados começaram a beber o chá e, logo, alguns começaram a fazer caretas, outros tossiram, e um até tentou disfarçar, mas não conseguiu esconder. Outros tentavam disfarçar suas reações cômicas enquanto Beatrice observava tudo, seu olhar cada vez mais nervoso.

— Está tudo bem? — ela perguntou, com um tom de desconfiança.

— Beatrice, esse chá está… estranho — comentou um convidado, arregalando os olhos.

— Horrível, isso está horrível! — exclamou outro, tentando não engasgar. — Água! Preciso de água para tirar esse sabor da boca!

Um terceiro, mais ousado, pulou da cadeira e gritou:

— Isso é uma falta de respeito com a gente! — E saiu andando furioso, deixando os outros boquiabertos.

Beatrice, desconfiada, pegou sua própria xícara e provou. Seus olhos se arregalaram de raiva.

— O que é isso?! — ela gritou, olhando para a xícara. Então, virou-se para a empregada perto dela. — Você! O que colocou no chá? — gritou.

A empregada se encolheu, gaguejando, repetindo várias vezes que não sabia de nada.

— O que é aquilo? — perguntou um homem de cabelos grisalhos, apontando para um arbusto. — Uma cobra! — ele pulou na cadeira, assustado, sua postura de homem forte indo pelo ralo.

— Corre, corre! — gritaram alguns, na correria. Um deles trombou com outro e derrubou a mesa! Ela caiu sobre os que ficaram, incluindo Beatrice, que ficou coberta de chá.

Os empregados imediatamente removeram a mesa, enquanto os convidados, furiosos, fugiam em confusão. Beatrice, toda suja, ficou lá, brava, enquanto os funcionários limpavam a bagunça.

— Viu aquilo, senhor? — Sófia tremia de tanto rir, os olhos brilhando. — Ela ficou sozinha, completamente desmoralizada. Olha só, agora ela está dando uma bofetada na criada e gritando com todo mundo! Nunca tinha visto ela assim! Está uma fera, uma verdadeira megera! — e, de repente, ela começou a rir ainda mais, apontando para Beatrice, jogando uma xícara no rosto da empregada. — Pobre coitada, olha ela jogando a xícara na cara da garota!

— Sófia, venha aqui. — sentei de costas para o jardim, sem vontade de ver aquilo. — Por que faz isso? Por que me ajuda?

— Porque sua irmã é malvada, ela usa o poder para oprimir todo mundo. Sofremos muito na mão dela — respondeu, séria, com uma expressão de quem relembra algo ruim. — Sua irmã é um monstro, uma megera.

— Você é uma pessoa particularmente curiosa! — sorri. — De todos aqui, você foi a única que se aproximou de mim.

— O senhor tem uma reputação terrível. Dizem que é um fraco, o mascote da sua irmã. Que se vendeu por dinheiro para o noivo! Mas sabemos que você é uma boa pessoa. — Ela olhou para mim, surpresa com minha expressão de espanto, enquanto falava de forma sincera. — Desculpe, não quis ofender! Eu só disse o que todos pensam.

— Não me ofende, não se preocupe. Quero te pedir uma coisa. — Olhei nos olhos dela e quebrei o silêncio pedindo: — Vá embora daqui.

— O quê? Por quê? — ela perguntou, surpresa. — É por causa do que eu disse agora pouco? Desculpe, não quis ofender!

Neguei com a cabeça.

— Daqui a dois dias vou me casar. Não posso te levar comigo. Muito menos quero que você fique aqui. Se Beatrice descobrir que você me ajudou, ela vai te matar. Peço que pegue minhas joias e fuja hoje mesmo. Me abandone e não volte mais. — Ela ficou ainda mais surpresa, mas, logo, seu rosto se fechou de tristeza.

— O senhor me ofende! — ela exclamou, zangada. — Quem é o senhor para me mandar embora? Se estou ajudando, é porque quero!

— Se peço isso, é porque gosto de você. Não quero te ofender. Por favor, vá embora e viva em paz. Quero a tranquilidade de saber que a única pessoa boa comigo está segura. — coloquei a mão no ombro dela, que não olhou mais para mim, estava muito chateada.

— Por que faz isso? — ela finalmente falou, com os olhos profundos fixos em mim. — Entendo que sua irmã te maltrata, mas se casar sem amor é como estar numa jaula de tortura.

— É necessário. Por enquanto, estou nas mãos de Beatrice, e Castilho é a minha saída para longe dela. — Escondi dela que não sou o verdadeiro Edgar da novel, não tinha necessidade. — Pegue tudo que tenho sem sentir remorsos, afinal, logo eu vou dar o golpe do baú! — pisquei para ela, sorrindo.

Ela meditou nas minhas palavras, parecendo entendê-la. Eu pedi mais uma vez que fugisse, e, após um longo silêncio, ela concordou. Foi difícil convencê-la, mas consegui.

E naquele dia, nos separamos. Nossa convivência foi breve, mas suficiente para criar um pequeno laço de amizade — um laço que eu mesmo quis romper para livrá-la das mãos de Beatrice.

 

 

 

 

Capítulo 08
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A VILÃ É MINHA IRMÃ!

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Um assalariado desperta em uma web-novel, ele terá que lutar contra os caprichos da vilã. Quem chega até o final?

Capa por:...

Chapters

  • Capítulo 09
  • Capítulo 08
  • Capítulo 07
  • Capítulo 06
  • Capítulo 05
  • Capítulo 04
  • Capítulo 03
  • Capítulo 02
  • Capítulo 01

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