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A VILÃ É MINHA IRMÃ!

Capítulo 06

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— O senhor tem certeza disso? — perguntou Sófia, com uma expressão carregada de medo. Sua fisionomia pequena e magra transmitia insegurança, mas por trás daquela aparência frágil, escondia-se uma jovem mulher corajosa. — Minha mãe diz que fazer coisas assim é errado. O senho está se arriscando. — apelou, afinal, era sua primeira vez fazendo coisas erradas.

Consegui que a nova empregada fosse minha aliada dentro da mansão. Depois de um mês tentando conquistá-la, finalmente consegui fazê-la se aproximar de mim. E esse foi um grande passo para minha sobrevivência.

Hoje é o dia em que Beatrice tenta novamente matar seu irmão. Durante o passeio de cavalo, na cavalgada organizada pelos nobres na sua mansão.

Na novel, Edgar escapa por pouco, muito pouco da morte, após cair e ser pisoteado pelo cavalo selvagem escolhido especialmente por sua irmã.

Pouco ela sabia que seu verdadeiro irmão já havia morrido há muito tempo, durante a invasão de sua casa por bandidos enviados por ela. Não é à toa que ele passou dias em coma, antes que eu abrisse os olhos no seu lugar.

— Eu tenho absoluta certeza. Você fez exatamente como eu te pedi, não foi? — ela acenou com a cabeça obedientemente. — Então, não se preocupe, ninguém vai descobrir. Agora vá, ninguém pode suspeitar da nossa parceria. Vá. — ela desapareceu rapidamente, misturando-se entre os nobres e sumindo pela mansão.

Do lado de fora, no jardim, próximo à área dos cavalos, todos estavam prontos para a montaria. Parecia um desfile; os cavalos estavam impecáveis, parecendo preparados para uma competição de beleza — até nisso, os nobres competiam.

Beatrice apareceu, esplendidamente vestida com sua roupa de montaria. Estava deslumbrante, tudo lhe caía perfeitamente. Ela se aproximou de mim com uma expressão de boa anfitriã.

— Irmão, venha. Vamos pegar nossos cavalos. Preparei um especialmente para você. — Olhei para sua expressão hipócrita e concordei de forma cordial.

— Como quiser. — fomos até os estábulos, onde dois cavalariços aguardavam, com os cavalos.

— Como?! O que é isso? — ela esbravejou, indignada, olhando para os cavalos. — Onde está o meu cavalo?

— Desculpe, senhora. Mas seu cavalo não está bem. Achamos que ele pegou alguma doença. Nesta manhã, ele mal consegue ficar de pé. Então, tivemos que preparar esse, às pressas, como substituto. Este é o segundo melhor — explicou o cavalariço, apontando para o belo cavalo negro, forte, de pelagem brilhante. Ambos, o substituto de Beatrice e o meu, eram animais imponentes, bem cuidados, com crinas sedosas e negros. Arrisco dizer que estavam em melhor condições do que eu.

— Isso é inadmissível! Não deveriam tomar decisões sem minha permissão — ela aceitou a troca, embora não desejasse trocar seu cavalo, que era o seu favorito. — Chamem quem for preciso. Cuidem para que meu cavalo se recupere. Caso ele morra… você também não terá muita sorte — ameaçou.

Finalmente, retornamos à área de montaria. Todos já aguardavam montados. Faltava apenas eu e ela. Observando com atenção, ninguém conseguiria distinguir qual dos cavalos era o selvagem, pois ambos eram idênticos. Com Beatrice, não foi diferente; ela também não sabia diferenciar.

— Quer que eu vá primeiro, irmã? — perguntei, caminhando até o cavalo. Ela me parou imediatamente assim que cheguei perto.

— Sou a anfitriã, devo ir primeiro. — Ela avaliou os dois animais, sem saber qual era o selvagem. Após alguns segundos de análise, resignada, montou no cavalo com uma habilidade quase angelical; ela era ágil, quase como se tivesse feito isso a vida toda.

Para não levantar suspeitas, fiz o mesmo. Nunca tinha montado um cavalo antes, mas a habilidade de Edgar foi de grande ajuda. Como havíamos trocado os cavalos, era necessário encenar um pouco. Forcei meu cavalo a dar alguns passos para trás, discretamente o machuquei, e ele relinchou de dor, chamando atenção — o que satisfez Beatrice. Aquilo eliminou as dúvidas dela sobre qual dos animais era o mais selvagem.

— Acalme-se, acalme-se — pedi. O animal se tranquilizou, e assim pudemos continuar a cavalgada.

A atenção foi lentamente sendo desviada pela anfitriã da festa e seu cavalo.

Assim que a cavalgada começou, seu cavalo relinchou alto e saiu em disparada. Beatrice tentou pará-lo, acalmá-lo, mas pouco conseguiu. O animal avançou furioso, cavalgando à frente, enquanto ela lutava para controlá-lo.

O animal selvagem avançou contra os homens que tentavam contê-lo. Beatrice fazia esforço para não cair, enquanto ele galopava descontrolado, relinchando como uma fera enlouquecida. Em sua fúria, ele trombou numa grande árvore, caiu e ficou desorientado.

Ele tentou se levantar, sapateando e rolando, como se quisesse esmagar Beatrice. Ela ficou por baixo, lutando para se libertar, movendo-se como uma lagartixa presa. Todos correram até ela, removeram o animal e o levaram embora.

— Irmã! — desci do cavalo às pressas e corri até ela. Fingir preocupação não era fácil, mas fiz o esforço. Afinal, Edgar sempre foi um irmão bondoso, ao menos tentou ser. — Consegue se levantar? Rápido, chamem o médico. — Numa circunstância diferente, eu sentiria empatia, mas, nesta hora, não.

— Só me machuquei um pouco — ela soltou um gemido de dor, embora fosse evidente que fingia estar bem, quando, na verdade, sentia dores.

Um médico veio, os convidados partiram, o evento foi cancelado, e eu me livrei dela assim que a levaram ao seu quarto, onde o médico cuidou dela. Não fui vê-la, nem precisava. Soube mais tarde, por Sófia, que ela quebrou um braço e teve pequenos arranhões — nada que justificasse fingir preocupação.

Avaliando o cenário atual: valeu a pena convencer Sófia a dar veneno para o cavalo e substituí-lo na noite anterior. Se fosse eu, dificilmente teria quebrado apenas um braço. É irônico como os mocinhos sempre sofrem mais desgraças do que os vilões e como a manipulação, por mais cruel que pareça, muitas vezes é a única saída para sobreviver nesse jogo de poder.

 

 

 

 

 

 

Capítulo 06
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A VILÃ É MINHA IRMÃ!

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Um assalariado desperta em uma web-novel, ele terá que lutar contra os caprichos da vilã. Quem chega até o final?

Capa por:...

Chapters

  • Capítulo 07
  • Capítulo 06
  • Capítulo 05
  • Capítulo 04
  • Capítulo 03
  • Capítulo 02
  • Capítulo 01

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