Capítulo 142: Nunca vou me cansar de comida
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Wu Ruo saiu da casa ainda confuso sobre o motivo de terem o deixado ir.
Quando chegou à entrada, Hei Xuanyi, Eggie — que estava nos braços dele —, Hei Xuantang e Hei Gan o aguardavam do lado de fora.
— Ele está aqui — disse Hei Xuantang com um sorriso.
— Papai! — Eggie chamou animado ao ver Wu Ruo.
Os lábios de Wu Ruo se contraíram. Eggie parecia perfeitamente bem — até tinha engordado. Parecia ter vivido dias maravilhosos.
— Você está bem? — Hei Xuanyi se aproximou e perguntou.
— Estou. — Wu Ruo lançou um olhar à casa atrás de si e perguntou: — Por que nos deixaram ir?
— Não roubamos o magnífico elixir espiritual nem matamos nenhum guarda. É claro que nos soltaram — respondeu Hei Xuanyi.
— Essa foi a primeira vez na vida que fui jogado numa prisão — queixou-se Hei Xuantang. — Sujo, fedorento… vi rato, barata… É o último lugar do mundo onde eu gostaria de estar. E você, Ruo? Onde ficou?
— Numa jaula de ferro no jardim.
— Esse não é o lugar certo pra bater papo. Vamos pra casa — disse Hei Xuanyi.
— Sim — Wu Ruo pegou Eggie no colo e beliscou de leve a bochecha do menino. — Está tão feliz que até esqueceu o nome do papai e do pai, foi?
— O nome do meu papai é Wu Ruo e o do meu pai é Hei Xuanyi! — respondeu Eggie com orgulho.
— E o nome do seu tio? — perguntou Hei Xuantang, entrando na conversa.
— Hei Xuantang!
— Bom garoto! Merece todo o meu amor — sorriu Hei Xuantang.
— Achei que já tivesse esquecido nossos nomes, já que foi bem alimentado e vestido pelo dono do mercado negro — comentou Wu Ruo.
— Nunca vou esquecer de você, papai — Eggie passou os bracinhos ao redor do pescoço de Wu Ruo e deu um beijo na bochecha dele.
Wu Ruo sorriu e esfregou a testa do filho, carinhoso.
— Ruo! — alguém chamou de repente.
Wu Ruo seguiu a voz com o olhar e viu Ba Se sendo escoltado para fora da casa do dono do mercado negro.
— É você mesmo, Ruo! — disse Ba Se, correndo animado em sua direção. Mas Hei Gan o interceptou antes. — Ruo! Você sabia que eu vim até a Capital Imperial só pra te encontrar?
— Quem é esse? — Hei Xuantang se posicionou à frente de Wu Ruo, em guarda.
— Um perseguidor sexual — respondeu Wu Ruo com raiva.
Se não fosse por ainda querer encontrar Sang Lun, já teria matado Ba Se ali mesmo.
— Eu sabia que esse cara não prestava — disse Hei Xuantang, encarando Ba Se. — Ele é casado com o meu irmão. Se tentar se aproximar do meu cunhado de novo… eu te mato.
Sem cerimônia, desferiu um chute certeiro entre as pernas de Ba Se e bufou. Depois, sacudiu a roupa e se virou para Wu Ruo:
— Vamos.
Ba Se quase caiu de cara no chão, mas conseguiu se apoiar. A dor percorreu seu corpo enquanto via Wu Ruo se afastar. Os olhos estavam cheios de ódio.
O homem que o chutara era bonito, e o que estava ao lado de Wu Ruo era simplesmente deslumbrante. Era uma pena que os dois fossem até mais altos que ele — definitivamente não eram seu tipo.
De repente, Hei Xuanyi olhou por sobre o ombro e lançou a Ba Se um olhar frio e cortante, assustando os homens que acompanhavam o agressor.
— Mestre… eles parecem difíceis de lidar. Melhor não arrumar encrenca com esse grupo — disse um dos guardas de Ba Se.
Ba Se não era tolo. Respondeu:
— Nosso foco agora é encontrar Sang Lun.
Assim que partiram, Wu Xia saiu da casa. Cerrando os punhos, murmurou entre os dentes:
— Wu Ruo…
Se não fosse por Wu Ruo, Ba Se não o teria violentado em público. Agora, estava envergonhado demais até para encarar os próprios pais.
Consumido pela raiva, Wu Xia deixou o mercado negro.
Depois que Wu Ruo saiu do mercado, eles chegaram à entrada da Mansão Hei.
— Eles voltaram! Eles voltaram! — Guan Tong e Wu Xi gritaram, emocionadas.
— Eu disse que estariam bem — comentou Numu.
— Está tudo certo com o mercado negro? — perguntou Wu Qianqing.
— Está tudo bem. Ficamos presos por uns dias — respondeu Hei Xuantang.
— O importante é que voltaram sãos e salvos. Venham, passem por cima do braseiro pra tirar a má sorte dos últimos dias — disse Guan Tong.
Wu Ruo e Hei Xuanyi notaram um braseiro aceso no meio da entrada.
Nesse momento, Jixi apareceu, jogou algo dentro do braseiro e…
Pof! — as chamas subiram metros no ar.
— Vamos, fiquem ali pra espantar a má sorte!
— … — Wu Ruo.
— … — Hei Xuantang.
— Esse fogo tá alto demais! Como é que vamos passar por isso?! — queixou-se Hei Xuantang.
Hei Xuanyi então pegou Wu Ruo e Eggie no colo e saltou por cima do braseiro.
Hei Xuantang pulou logo em seguida. Mas assim que os quatro passaram, foram surpreendidos com um balde d’água despejado sobre eles — não tiveram nem tempo de reagir.
— A água está cheia de runas que afastam a má sorte — disse Jixi, calmamente.
Wu Ruo limpou o rosto, encharcado, e resmungou:
— Jixi… você tá bravo comigo, é isso?
Ninguém ficaria feliz de ser tratado assim, especialmente depois de alguns dias desagradáveis perambulando pelo mercado negro.
Hei Xin sussurrou:
— Ele tem estado de mau humor esses dias. Basicamente está bravo com todo mundo.
Jixi lançou um olhar duro para Hei Xin, bufou e se afastou.
— O que houve com ele? — Wu Ruo perguntou a Hei Xin.
Hei Xin balançou a cabeça, dando a entender que também não fazia ideia.
— Deve ser por causa da Yeji — disse Numu.
Wu Ruo ficou surpreso.
— Como está o Eggie? — Guan Tong pegou Eggie no colo com carinho. — Alguém traga água morna pra dar um banho nele. E preparem o almoço. Eggie deve estar faminto. Olhem só… as bochechinhas dele estão até mais finas do que antes.
— … — Wu Ruo ficou sem palavras.
Seu filho havia comido ninho de pássaro e barbatana de tubarão no mercado negro… como poderia estar mais magro?
Wu Qianqing disse a Wu Ruo:
— Você devia tomar um banho agora. O almoço estará pronto em uma hora.
— Mm. — Hei Xuanyi levou Wu Ruo nos braços direto para o quarto.
Shi Yuan já havia preparado a água morna. Assim que entraram no banheiro, puderam se despir e mergulhar na banheira.
Wu Ruo se afundou na água quente e respirou aliviado:
— Parece que fiquei anos sem tomar banho.
Hei Xuanyi pegou o sabão e começou a lavar o cabelo dele.
Wu Ruo se aconchegou em seus braços e disse:
— Xuanyi, você não acha o dono do mercado negro meio estranho?
Hei Xuanyi parou por um instante e respondeu:
— Não o vimos desde que fomos presos. Não faço ideia de que tipo de homem ele é.
— Você não o viu? Nenhum guarda interrogou você?
— Não. Ninguém apareceu desde que fomos trancados, até sermos soltos três dias depois.
— Isso é tão estranho… Como ele sabia meu nome? — Wu Ruo se virou e perguntou.
— Ele sabia seu nome? — confirmou Hei Xuanyi, franzindo o cenho.
— Sim. Ele até me perguntou se eu era Wu Ruo. Me deu um monte de comida deliciosa. E o mais estranho de tudo: me pediu pra repetir o que aconteceu quando o elixir espiritual foi roubado. Depois, me fez repetir a técnica do Jing Lun várias e várias vezes.
Ao mencionar Jing Lun, Wu Ruo sentiu o corpo de Hei Xuanyi ficar tenso de repente.
— O que foi?
— Nada. O que aconteceu depois? — Hei Xuanyi desviou o rosto e continuou lavando seu cabelo.
— Então aconteceu a coisa mais estranha… Eu realmente consegui usar a técnica secreta do seu clã.
Wu Ruo ainda não acreditava muito naquilo. Olhou para as próprias mãos, incrédulo.
— Mas como isso é possível? Eu não sou do seu clã. Em teoria, não tem como eu conseguir usar essa técnica secreta. Será que tem a ver com o dono do mercado negro?
— Então aqueles esqueletos brancos que vimos na prisão foram convocados por você? — perguntou Hei Xuanyi.
— Você viu os esqueletos que eu conjurei? Mesmo na prisão?
— Vi, sim. Podemos testar de novo depois do almoço pra confirmar se você realmente consegue invocar esqueletos.
— Tem razão — Wu Ruo se virou. — Agora é minha vez de lavar seu cabelo.
— Mm — Hei Xuanyi se debruçou na borda da banheira.
Enquanto lavava o cabelo dele, Wu Ruo comentou:
— Tem mais uma coisa que quero te contar. Quando Jing Lun morreu…
Ao voltar a falar de Jing Lun, Hei Xuanyi pareceu desconfortável também.
Wu Ruo olhou para ele, confuso, e continuou:
— Eu absorvi todo o poder espiritual dele. Isso fez com que meu próprio nível espiritual subisse. O que acha? Eu sou muito inteligente, né? Consigo subir de nível até sem usar elixir espiritual.
— Inteligente — os lábios de Hei Xuanyi se curvaram num sorriso. — Ele era um cultivador de oitavo nível. Talvez você consiga avançar dois níveis de uma vez. Se tiver outra chance dessas no futuro, não desperdice.
— Mm. Vai economizar uma fortuna em elixires.
Hei Xuanyi soltou uma risadinha.
Wu Ruo pensou um pouco e perguntou:
— Aquele tal de Xiu Jun, que você mencionou dias atrás… ele é muito forte?
— Não. Mas é um homem cruel. Não tem limites quando o assunto é machucar alguém.
— Ah…
Hei Xuanyi ficou em silêncio por um momento, então disse:
— Xiu Jun… apesar do nome refinado, ele costuma carregar um livro encapado de azul. Dentro, há runas e feitiços poderosos. Ele pode arrancar qualquer página ao acaso e colar em você. E aí, você pode sofrer dores absurdas… ou até explodir até a morte.
— Você está me avisando pra manter distância? Com medo de que ele me use pra te ameaçar?
— Mm. — Hei Xuanyi se virou e puxou Wu Ruo para seus braços. — Até seu nível espiritual atingir o nono, não o enfrente diretamente. Sempre que o vir, apenas fuja. Entendeu?
Wu Ruo assentiu. Não era idiota. É claro que sabia que devia evitar confrontar alguém muito mais forte do que ele.
Depois de um bom banho e de vestirem roupas limpas, foram até o salão para almoçar.
Assim que Wu Ruo entrou, viu Eggie com a boca cheia de comida.
— Deve estar faminto. Provavelmente nem comeu no mercado negro — disse Guan Tong.
— Tá com tanta fome assim? — Wu Ruo se sentou ao lado de Eggie.
Mas, segundo o que lhe contaram, Eggie havia comido comida caríssima por lá. Por que ainda parecia esfomeado?
— Papai… não importa quanto eu coma, nunca fico satisfeito — disse Eggie.
Aquilo não parecia certo. Wu Ruo imediatamente sentiu o pulso do filho, mas não detectou nada anormal.
— Mestre, veja se consegue identificar o que está acontecendo com o corpo do Eggie.
Numu se aproximou, tomou o pulso do menino e disse:
— Está perfeitamente saudável. E com um ótimo apetite. Não vejo nenhum problema.
— Eggie, você está dizendo que, por mais que coma, não sente que está cheio? — Wu Ruo perguntou novamente.
Eggie assentiu com a cabeça.
Foi então que todos se deram conta de que o problema podia ser muito mais sério do que parecia.
Capítulo 142: Nunca vou me cansar de comida
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Depois que Wu Ruo morreu, ele renasceu naqueles dias sombrios em que era o mais inútil e o mais gordo — justamente a versão de si mesmo que mais odiava.
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